Bad Religion e The Offspring trazem espírito punk à noite paulistana

novembro 1st, 20190 Comments »Última Atualização: novembro 5, 2019

Cobertura – Direto do Espaço das Américas (SP)

No último dia 29, duas das maiores bandas punk foram encarregadas da terceira edição do Rock Station, em São Paulo. Bad Religion e The Offspring já haviam sido headliners de edições anteriores, porém esta foi a primeira vez que as bandas se juntaram para o festival e o resultado não poderia ter sido melhor.

O espaço escolhido foi novamente o Espaço das Américas, localizado na Barra Funda. A casa recebe diversos shows durante e tem um motivo: o ambiente é impecável. Muito organizado, o festival teve duas bandas de alto nível com som de primeira linha, o que torna tudo mais memorável.

Bad Religion brilha nos clássicos

Com o público ainda entrando, o Bad Religion deu início à noite com um clássico: “21st Century (Digital Boy)”. Logo após, emendou “Fuck You”, uma música que ilustra bem a banda que gosta de letras ácidas, contestadoras e, se possível, com palavrões. A terceira música foi “Anesthesia” e depois dela vieram outras que acabaram por deixar o show um pouco mais morno.

Apesar de impecáveis no palco, a banda parece que não conseguiu manter o público na mesma pegada que o começo do show. As músicas escolhidas eram um pouco mais lentas do que as primeiras e o ritmo caiu. O público, apesar de conhecer as músicas da banda, parecia estar esperando pelos clássicos e pelo Offspring, que viria em seguida.

No final, o fogo voltou com “Infected”, “You”, “Los Angeles is Burning”, entre outras, até o encerramento com a clássica “American Jesus”, que possui um dos riffs mais famosos dos anos 90 e que é muito marcante dentro da história do punk.

O Bad Religion terminou o set com 25 músicas, uma a mais que na noite anterior em Curitiba, e deixou o palco às 22h15, cerca de 1h10 depois do início.

Hits e músicas rápidas: The Offspring traz o que o público quer

Em seus álbuns mais importantes, o Offspring traz uma introdução marcante, seja com palavras recitadas (como em Smash), a simulação de uma ura (como em Americana), ou com Dexter falando algo rápido, como em Conspiracy of One. E o show recebeu o mesmo carinho da banda, o que fez o público voltar aos anos 90.

Após o que parecia ser a reprodução de “Pretty Fly (Reprise)”, a banda se  acomodou no palco às 22h50 (10 minutos antes do previsto) e começou a distribuir clássicos e hits de sua extensa coleção.

Já na abertura, “Americana” agitou a todos, com sua letra agressiva. Logo após, a rápida “All I Want” e a clássica “Come Out and Play” ajudaram a manter a galera no ritmo. Depois, uma sutil queda com “It Won’t Get Better” e “Want You Bad”, que já foi recuperada com duas de tirar o fôlego: “Genocide” e “Staring at the Sun”.

Com uma pausa para conversar com o público e para a própria banda dar uma descansada, dois covers vieram para balançar a casa: “Blitzkrieg Bop”, do Ramones, e “Whole Lotta Of Rosie”, do AC/DC foram muito bem aceitas pelo público.

A volta aos sons autorais foi em grande estilo, com “Bad Habit”, que fez aparecer diversas rodas de bate cabeça pela pista, e “Gotta Get a Way”. Já “Gone Away” trouxe o vocalista Dexter sozinho com um piano em sua primeira metade, com a banda voltando para o segundo trecho.

A parte final antes do bis trouxe “Why Don’t You Get a Job”, uma música divertida e que trouxe algumas bolas infláveis para o público; “(Can’t Get My) Head Around You”, uma música mais nova que mantém as origens da banda; “Pretty Fly (For a White Guy)”, um clássico dos tempos de clipes na MTV; e finalizada com o maior hit da banda: “The Kids Aren’t Alright”, uma música cheia de malícia e realista, a começar pelo nome (uma alusão à “The Kids Are Alright”, do The Who), e que foi um dos maiores sons dos anos 90.

Para finalizar uma noite quase perfeita para quem gosta de punk, a banda voltou para o bis com “You’re Gonna Go Far, Kid” e “Self Esteem”, que fez o público soltar a voz.

Por: Murilo Pappini Couto (Colaborador RR)
Edição: Diego Centurione
Fotos: Ricardo Cardoso/Espaço das Américas

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