Slash em Porto Alegre: sempre uma experiência única

maio 22nd, 20190 Comments »Última Atualização: julho 11, 2019

Cobertura – Direto do Pepsi On Stage (RS)

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Mais de 4 mil pessoas estiveram no Pepsi on Stage, na última terça-feira (21/05), para receber Slash ft. Myles Kennedy & The Conspirators. Para alegria dos fãs gaúchos, Porto Alegre já se tornou roteiro certo sempre que o eterno guitarrista do Guns N’ Roses lança uma nova turnê. O motivo, provavelmente seja a sinergia e entrega do público, a exemplo do que se viu nas quase 2 horas e meia do show.

Como, mais do que costume, é lei na capital gaúcha que uma banda local abra shows internacionais, a missão ficou por conta da Rebel Machine. É interessante existir uma lei que auxilie a fomentar o trabalho de bandas locais, mas isso só funciona, realmente, se os músicos selecionados transitam pelo mesmo universo do artista principal. E, neste caso, a seleção acertou em cheio, os fãs presentes para ver Slash demonstraram muita identificação como hard rock da Rebel Machine, curtindo e até cantando algumas músicas durante os 30 minutos, cravados, de apresentação.

Faltava dois minutos para 21h quando a trilha do filme de terror “Halloween”, utilizada para introduzir o show, anunciou a chegada de Slash, Myles e a banda composta por Todd Kerns (baixo), Frank Sidoris (guitarra) e Brent Fitz (bateria). Para corresponder ao nível especialmente alto de adrenalina que os fãs costumam botar pra fora no início do show, a primeira foi “The Call of the Wild”, o hard rock puro de abertura do álbum Living The Dream, que dá nome à turnê.

O setlist foi, praticamente, o mesmo que o guitarrista vem apresentando em outros shows, priorizando as músicas do mais recente trabalho e passando um pouco por cada um dos outros álbuns, além de tocar apenas uma do Guns N’ Roses, que é “Nitghtrain”. Música que, aliás, Myles Kennedy executa com excelência, lembrando os bons tempos do Axl.

Além de se destacar pela qualidade vocal, Myles é um ótimo frontman, que domina bem a interação com o público, mesmo sem conversar muito ao longo da apresentação. São trocas de olhares, sorrisos, atenção para cada canto da plateia e gestos chamando para a participação. Tudo isso, sem nunca se sobressair com relação a Slash, o que não deve ser nada fácil para um vocalista. Um dos momentos mais legais de interação com o público foi quando Myles fez diversos sons, como “ô-ôô-ôôôs”, e pediu para os fãs repetirem. Todos repetiram fielmente e o cantor demonstrou ter curtido muito a participação, falou que o público era demais, deu até uma gaguejada e disse que nem sabia o que falar, agradecendo, por fim, em português.

Quanto à voz de Slash, para quem pensa que não se escuta por ele ser guitarrista e muito introspectivo, em dois momentos foi possível ouvir. Ele fez o backing vocal de “We’re All Gonna Die”, que é cantada pelo baixista, e também apresentou e pediu aplausos a Myles Kennedy no final do show.


Mas, falando do que ele se destaca de verdade, um dos pontos altos da noite foi o solo de Slash na música “Wicked Stone”, que passou dos 10 minutos! Momento digno da banda cansar de fazer a base, mas que tem a genuína função de mostrar ao que ele veio: entregar para os fãs o que realmente se espera no show de um guitarrista tão icônico. É aí que conseguimos enxergar a essência do músico, que parece se misturar à guitarra quando está em cima do palco. A entrega é tanta que temos a impressão de que ele está em transe, o dedilhado de improviso sai naturalmente, porque ele nasceu para fazer isso. E não tem momento mais arrepiante em um show do que quando nos deparamos com a comunhão de um artista com sua própria música. Não há palavras que descrevam, somente sentindo a energia do momento para saber. E o público devolve esse presente em forma de muitos gritos e aplausos.

Slash ft. Myles Kennedy & The Conspirators está se apresentando em mais sete cidades no Brasil com a “Living The Dream Tour”. Para quem está com o ingresso na mão, saiba que é tudo isso e um pouco mais o que se pode esperar do show. Para quem leu o review sobre Porto Alegre, mas ainda está em dúvida se vai no show da sua cidade, precisa saber que conferir ao vivo um artista que tem o som da guitarra correndo nas veias, é sempre uma experiência única.

Confira o setlist:

The Call of the Wild
Halo
Standing in the Sun
Back From Cali
My Antidote
Serve You Right
Boulevard of Broken Hearts
Shadow Life
We’re All Gonna Die
Doctor Alibi
The One You Loved Is Gone
Wicked Stone
Mind Your Manners
Driving Rain
By the Sword
Nightrain
Starlight
You’re a Lie
World on Fire

BIS:
Anastasia

Por: Lisiane de Assis (Colaboradora RR)
Edição: Diego Centurione
Fotos: Alexandre Alaniz para Reduto do Rock

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