Foo Fighters faz show memorável em São Paulo

março 1st, 20180 Comments »Última Atualização: março 6, 2018

Cobertura independente – Direto do Allianz Parque (SP)

O Brasil virou há algum tempo, um ponto de parada obrigatório para qualquer grande turnê de grandes bandas. E como o Foo Fighters está na estrada para promover seu mais recente álbum, Concrete and Gold, era mais do que claro que o grupo faria uma parada por aqui. O que não se sabia era que eles voltariam ainda melhores do que a última passagem, em 2015.

Dave Grohl e companhia cresceram como banda em três anos. Os shows estão mais precisos, mais interativos e ainda mais barulhentos. “Estes são meus maridos há 20 anos”, declara o vocalista antes de apresentar sua gangue ao público. E esse entrosamento, dentro e fora dos palcos, faz com que o público aproveite o que eles tem de melhor a oferecer.

Mas antes de contarmos da estrela da noite, vamos falar dos shows de abertura. Precisamente às 18h, de terça-feira (27/02), a banda brasileira Ego Kill Talent começou os trabalhos para um estádio ainda meio vazio, mas nada frio. O público reagiu bem aos 40 minutos da ótima música do novo grupo, de apenas um álbum, mas de um futuro promissor. Eles tocam este mês no Lollapalooza Brasil.

Logo às 19h entrou a segunda atração mais esperada da noite, o Queens of the Stone Age. Também promovendo seu último trabalho, a banda de Josh Homme entregou muita adrenalina e um palco cheio de interatividade aos fãs. Com um setlist misturando músicas novas com clássicos, o grupo tratou de deixar todo muito satisfeito e ainda mais ansioso para o que estava por vir. O Queens está se firmando como uma das grandes bandas do momento, isso já é uma realidade.

Um show para marcar época

Em pouco mais de três anos de funcionamento, o Allianz Parque já recebeu dezenas de shows de diferentes estilos e públicos. Porém, na opinião de alguém que já assistiu a quase uma dezena de apresentações no estádio, duvido que tenha recebido algum show com a energia do público do Foo Fighters.

A banda entrou no palco em cima do relógio, às 20h50, e iniciou com a alta e agitada “Run”, do último disco. Depois, uma sequência impressionante: “All My Life”, “Learn to Fly” e “The Prentender”, um conglomerado de clássicos que dificilmente alguma banda de hoje consegue igualar.

Logo na quinta música da noite, o público mostrou à banda que eles também iriam se divertir naquela noite. Em “The Sky Is a Neighborhood”, um novo clássico dos Foos, as luzes dos celulares foram acessas e simularam um céu estrelado. A música, que tem partes bem lentas, foi interrompida por Dave que respondeu: “Esta é a primeira vez que fazem isso nesta música em nosso show, e é bonito pra caralho! Obrigado!”.

A relação de Dave com o público, aliás, só melhora com o tempo. O frontman já entrou para a lista dos mais importantes da história. Ele sabe conduzir um show como ninguém. Agita o público, acelera e diminuí o show nos momentos certos, faz piadas e, claro, canta como poucos.

Voltando ao setlist, após “Rope” uma plataforma elevou o baterista Taylor Hawkins aos céus para cantar sua participação vocal no último disco, “Sunday Rain” – aquela que teve Paul McCartney assumindo a bateria na versão de estúdio.

Depois seguiram “My Hero”, com Dave tocando os dois primeiros versos sozinho, “These Days”, “Walk” e “Breakout”. Logo após, um jovem subiu ao palco para pedir sua namorada em casamento. “Agora saiam da porra do meu palco! Vão para o backstage fazer um bebê”, ordenou Dave.

A introdução da banda veio acompanhada de covers de Queen, Rolling Stones, Ramones e Alice Cooper. Em seguida, Taylor deixou as baquetas para Dave e foi assumir o microfone no cover de “Under Pressure”. Antes do bis ainda rolaram “Monkey Wrench”, “Times Like These” com Dave tocando só em uma parte, “Generator”, “Big Me” e “Best Of You”, que como sempre veio acompanhada com o coro do público.

Depois de fazer uma graça no telão quando prometeu tocar mais três músicas, Dave voltou ao palco apresentando três cantoras que o acompanharam em “Dirty Water”, música do último álbum. Do mais recente pro mais antigo trabalho, foi a vez de “This Is a Call” aparecer no setlist. E por fim, Dave disse que não era uma despedida prometendo que a banda volta em breve, e tocou os acordes de “Everlong”, que agitou a galera até o último segundo.

O Foo Fighters é uma banda que não agrada a muitos fãs do rock, porém o número de pessoas que admira a banda de Dave Grohl cresce numa escala muito maior. Não reconhecer os Foos como a maior banda de rock atualmente é não perceber como o mundo reage à sua música. E eles fazem por merecer este posto quando estão no palco. O show foi impecável, nota 10.

Por: Murilo Pappini Couto (Colaborador RR)
Edição: Diego Centurione
Fotos: Camila Cara/Agência Taga
(Colaboradora Reduto do Rock)

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