No primeiro dia, São Paulo Trip faz história com The Who

setembro 23rd, 20170 Comments »Última Atualização: setembro 24, 2017

Cobertura – Direto do Allianz Parque (SP)

Quinta-feira, dia 21 de setembro, o Allianz Parque abriu seus portões para o primeiro e histórico dia do São Paulo Trip. Pela primeira vez, a banda britânica The Who se apresentaria em solo sul-americano em 50 anos de carreira. Por aí já é possível imaginar a grande mistura de gerações que o grupo promoveu na noite de quinta.

Iniciar um evento no meio da semana é sempre um desafio, ainda mais quando se espera um público mais velho. Alter Bridge foi a banda que abriu o SP Trip às 18h30. Com ex-integrantes do Creed, Mark Tremonti, Scott Phillips e Brian Marshall, e nos vocais, Myles Kennedy, que já passou pelo Brasil algumas vezes acompanhando o Slash em seu projeto solo, o grupo Alter Bridge fazia sua estreia em solo nacional, mas tocou para um estádio pouco cheio.

Em seguida foi vez do The Cult subir ao palco e continuar a viagem do público pelas décadas do rock’n’roll. Formada em 1983, a banda já passou por diversas alterações de membros, mas os integrantes originais Ian Astbury e Billy Duffy se esforçaram bastante para conduzir a plateia ainda apática. Ian chegou a pedir que as pessoas deixassem o celular de lado e se entregasse ao show, ainda questionou se aquele era mesmo o público brasileiro. “She Sells Sanctuary”, “Fire Woman” e “Love Removal Machine” conseguiram levantar a plateia, mas a apresentação já estava no final.

Exatamente às 21h30, uma mensagem no telão avisava “Mantenha a calma. Aí vem The Who”. Mas a ansiedade do público já era impossível de conter. “I Can’t Explain”, “The Seeker” e “Who Are You” vieram logo de primeira, deixando os fãs totalmente entregues e emocionados. Pete Townshend foi o primeiro a interagir com o público ressaltando a alegria do grupo por finalmente tocar no Brasil e na América do Sul.

A voz de Roger Daltrey parecia preencher cada espacinho do Allianz Parque. Aos 73 anos de idade, o vocalista fez uma performance potente de “Love, Reign O’er Me”. A canção não é uma das mais populares, mas era impossível errar o reportório, cada música parecia hipnotizar ainda mais o público incrédulo.

Durante quase todas as canções, imagens da carreira da banda eram exibidas no telão, relembrando o lendário Keith Moon, baterista original morto em 1978, e o baixista John Entwistle, que faleceu em 2002. Substituir ambos não é uma tarefa fácil, mas foi bem executado por Zak Starkey, filho do beatle Ringo Starr, na bateria.

O show seguia com “My Generation”, “Behind Blue Eyes”, “You Better You Bet”, “Sparks” e “Pinball Wizard”. Clássico atrás de clássicos. Um dos momentos de destaque foi durante a execução da instrumental “The Rock”. Os solos de Pete Townshend pareciam penetrar no público e conduzir para uma emocionante viagem no tempo, enquanto o telão mostrava outros momentos da história mundial nos 50 anos de carreira do The Who.

“Baba O’Riley”, “Won’t Get Fooled Again”, “5:15” e “Substitute” encerram as 2h da apresentação histórica na noite de São Paulo. Após a última canção, o público ainda exitou em deixar o local, querendo um pouquinho mais do The Who. O evento continua sábado (23/09), com The Kills e Bon Jovi. Todos os dias de shows terão cobertura do Reduto do Rock, no site e mídias socias (siga @redutodorock).

Por: Ihanna Barbosa (Colaboradora RR)
Edição: Diego Centurione
Fotos: Camila Cara/89FM A Rádio Rock
(Colaboradora Reduto do Rock)

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