Com passeio pelas vertentes do metal, Maximus Festival recebe 40 mil pessoas

maio 15th, 20170 Comments »Última Atualização: maio 22, 2017

Cobertura – Direto do Autódromo de Interlagos (SP)

O que há muitos anos era um local marcado por shows caóticos, o Autódromo de Interlagos tem se consagrado como espaço fixo de festivais. Após o Lollapalooza em março, a segunda edição do Maximus Festival foi realizada no dia 13 de maio no Autódromo (São Paulo), mantendo sua proposta de reunir diversas vertentes do metal, desde Five Finger Death Punch até Slayer, com Linkin Park como atração principal da noite. Segunda a organização, 40 mil pessoas circularam com suas camisetas pretas pelo evento.

As apresentações começaram às 12h, com Nem Liminha Ouviu no palco Thunder Dome, seguido por Oitão, no palco Rockatansky e Red Fang, abrindo o palco principal Maximus. A estrutura do festival estava quase igual ao do ano passado, mudando apenas o local do Thunder Dome, mas os outros dois foram mantidos lado a lado, criando o sistema “non-stop” dos shows e com visão privilegiada a quem estava curtindo o evento no conforto do Lounge.

As apresentações seguiram com Dead Fish, Haterbreed, Bohse Onkels e Flatliners. Mesmo ao som de Ghost e Rob Zombie, por volta das 16h, o público ainda era tímido. O horário e o dia ensolarado talvez tenham prejudicado um pouco os shows mais teatrais, mas quem chegou cedo, com o rosto pitando em homenagem aos artistas, assistiu a duas apresentações muito pesadas e energéticas. Rob chegou a descer do palco para cantar junto a plateia na grade, em sua última apresentação no país nesta turnê.

Uma das grandes surpresas do dia ficou com o show da banda de metal melódico Five Finger Death Punch, que entregou uma apresentação muito entusiasmada com direto a diversos fãs no palco, escolhidos graças à pintura de mão vermelha no rosto, igual ao do vocalista Ivan Moody. Já escurecendo, Moody pediu que o público acendesse as luzes dos celulares em uma de suas canções mais melódicas. Enquanto isso, o palco Thunder Dome recebia o grupo californiano Pennywise.

Um dos shows mais aguardados do festival já veio na sequência. Às 18h20, o Slayer subiu ao palco Maximus para tocar para um autódromo bem mais cheio. A pontualidade das apresentações foi um fator de destaque durante o evento. Com sua barba grisalha, lembrando até um papai noel do metal, Tom Araya comandou a plateia com o peso e a mestria que o metal exige. Diversas rodas de bate cabeça abriram durante a apresentação e da mesma forma em que o público referenciava a banda, Araya também parava alguns segundos para admirar a plateia apaixonada, em que ele classificou como uma das melhores do mundo. E para alegria dos fãs, o final ficou com a sequência “Raining Blood”, “Black Magic” e “Angel of Death”.

O show do Slayer foi quase simultâneo ao Rise Against no palco Thunder Dome, que mesmo competindo com uma das principais atrações da noite, conseguiu lotar o espaço reservado para o palco. Às 19h35, o politizado grupo Prophets Of Rage subiu ao palco Rockatansky para a penúltima apresentação do dia. O supergrupo é uma junção de músicos do Rage Against the Machine, Public Enemy, Audioslave e rapper B-real (Cypress Hill), e era de se esperar muitas palavras de ordem e protestos, como o “fora Temer”, estampado na guitarra de Tom Morello, ou a canção “Fight the Power”, do Public Enemy. O show teve momentos de muito peso nas guitarras, com as diversas canções do Rage Against the Machine, e um momento dedicado a uma sequência de raps, em que Chuck D e B-real desceram para cantar com público. A apresentação contou ainda com a participação do vocalista do Rise Against, Tim McIlrath. O grand-finale veio com a poderosa e aguardada “Killing In The Name”, um dos maiores sucessos do Rage Against The Machine e cantada palavra por palavra pela plateia.

Para muitos foi difícil esperar o fim do show do Prophets of Rage, e logo se dirigiram ansiosos para o Palco Maximus, que receberia o Linkin Park para encerrar o Maximus Festival 2017. A banda californiana de nu-metal era muito aguardada por seus saudosos fãs, mas também por muitos jovens que devem ter conhecido o grupo a pouco tempo. Na primeira parte da apresentação, o Linkin Park investiu nas canções novas, lembrando com frequência ao público que o novo trabalho sai na próxima semana. Apesar de mostrar apoio a este álbum da banda, era perceptível que a plateia queria relembrar os tempos áureos do grupo no começo dos anos 2000.

A sequência matadora começou com o “Breaking The Habit”, em que o vocalista Chester Bennington encerrou ajoelhado na ponta do palco que invadia um pedaço da pista, emendando com uma versão lenta de “Crawling”. Em “Somewhere I Belong”, a banda convidava seus fãs a uma verdadeira viagem ao tempo, tocando “In The End” na sequência. O apaixonado público cantou toda a parte do rap, quase sem a ajuda de Mike Shinoda. Não dava tempo de esfriar e logo veio “Faint”, como um presente ao seu “melhor público”, como disse Chester. O grupo tocou ainda o hit “Numb”, já entrando nas canções finais da noite que ficaram com a nova “Heavy”, além de “Papercut” e “Bleed It Out”.

Por: Ihanna Barbosa (Colaboradora RR)
Edição: Diego Centurione
Fotos: Camila Cara/Move Concerts (Colaboradora RR)

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