Slayer faz estreia matadora em Porto Alegre

maio 13th, 20170 Comments »Última Atualização: junho 13, 2017

Cobertura – Direto do Pepsi On Stage (RS)

A noite da última quinta-feira, 11 de maio, foi de celebração para os fãs gaúchos do thrash metal, que recepcionaram a única entre as bandas do Big Four que ainda não tinha se apresentado em Porto Alegre, o Slayer. Quem adentrava o Pepsi on Stage não fazia nenhuma questão de esconder a emoção, a cada ingresso entregue na portaria, uma nova comemoração era ouvida.

Antes da atração principal, os americanos do Red Fang apresentaram o seu stoner rock em um show de pouco menos de uma hora. Apesar de empolgação de Aaron Beam (vocal e baixo), Bryan Giles (guitarra e vocal), David Sullivan (guitarra) e John Sherman (bateria), não foram muitos no público que se entusiasmaram, aparentemente, poucos realmente conheciam o grupo. Alguns fãs mais ansiosos chegaram a pedir por Slayer ainda com o Red Fang no palco. Mas, ao final da apresentação, todos responderam ao simpático pedido de Sullivan de levantar os braços pra fazer bonito na já clássica foto da banda com a plateia. Vale o adendo de que, mesmo para aqueles que não se ligam no estilo do som, vale a pena conferir os clipes do quarteto, que geralmente trazem um humor peculiar.

Mas voltando ao Pepsi on Stage, a ansiedade só aumentava quando, às 22h15, as luzes se apagaram. Quando voltaram a se acender, claro que não com tanta claridade quanto antes, foi “porrada” atrás de “porrada” em cerca de uma hora e meia, praticamente, ininterrupta. Aos primeiros acordes de Kerry King (guitarra), Tom Araya (vocal e baixo), Paul Bostaph (bateria) e Gary Holt (guitarra), o público formou verdadeiras avalanches, moshs e rodas. Provavelmente, as mais brutais que o local já recebeu. Tudo começou com “Repentless”, que dá nome ao mais recente álbum do grupo, lançado em 2015. Ainda na primeira metade do show, Araya dedicou alguns minutos a encarar os fãs, olhando fixamente para cada um dos lados. Naturalmente, o nome Slayer ecoou repetidas vezes durante esse momento de comunhão com a plateia.

Durante toda a apresentação, o peso e a velocidade dos acordes, além da obscuridade das letras, ganham o complemento perfeito com a atmosfera criada no palco, composta por fumaça, raros momentos de cor e muita nebulosidade. A maioria dos presentes aparentava ter mais de 35, 40 anos e parecia viver o ápice da sua nostalgia, principalmente porque foram presenteados com um setlist elaborado, em grande parte, por “porradas” lançadas ainda na primeira década da banda. Todos acompanhavam as letras, sobretudo os refrões, com a mesma intensidade com que batiam cabeça.

“Raining Blood”, “Black Magic” e “Angel of Death” foi a sequência matadora que arrebatou e encerrou o show. Nem é preciso dizer o que São Paulo pode esperar para o Maximus Festival, neste sábado (13).

Confira o setlist e aproveite pra já ir alongando o pescoço, acredite, você vai precisar:

Repentless
The Antichrist
Disciple
Postmortem
Hate Worldwide
War Ensemble
When the Stillness Comes
YouAgainstYou
Die by the Sword
Chemical Warfare
Dead Skin Mask
Captor of Sin
Mandatory Suicide
Fight Till Death
Seasons in the Abyss
Hell Awaits
South of Heaven

Bis

Raining Blood
Black Magic
Angel of Death

Mais fotos exclusivas (clique na imagem ou nas setas):

Slayer e Red Fang em Porto Alegre (Exclusivas)

Por: Lisiane de Assis (Colaboradora RR)
Edição: Diego Centurione
Fotos: Alexandre Alaniz para Reduto do Rock

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