Pela primeira vez em Porto Alegre, Korn faz show potente

abril 25th, 20170 Comments »Última Atualização: abril 29, 2017

Cobertura – Direto do Pepsi On Stage (RS)

Depois de 24 anos de espera, no último domingo (23/04) os gaúchos puderam, finalmente, receber o Korn em Porto Alegre. Para a sorte dos fãs, mesmo sendo a turnê de lançamento do mais recente álbum, The Serenity Of Suffering, o setlist foi repleto de hits.

A noite (ou matinê) começou às 18h43, com outra banda estreante na capital gaúcha, o Ego Kill Talent. Já nos primeiros acordes, deu para perceber porque foi a escolhida para esta abertura: uma pegada pesada e rasteira. A formação chama atenção por ter integrantes e ex-integrantes de bandas com estilos bem diversificados: Jonathan Corrêa (Reação em Cadeia – vocal), Theo van der Loo (ex-Sayowa – guitarra e baixo), Raphael Miranda (ex-Sayowa – bateria e baixo), Niper Boaventura (PullDown – guitarra e baixo) e Jean Dolabella (ex-Sepultura – bateria e guitarra). Outra curiosidade é que os músicos se revezam entre os instrumentos, durante a apresentação. O grupo conseguiu contagiar parte do público que, no comando do vocalista, até entoou o famoso “Ah, eu sou gaúcho!”.

Mas, a galera estava ansiosa mesmo era pela banda principal. Poucos minutos antes do show, a plateia já fez muito barulho só de ver o roadie posicionando o excêntrico pedestal de Jonathan Davis no centro do palco. Por volta de 20h15, o grupo entrou e colocou o Pepsi On Stage abaixo com “Right Now”. “Here to Stay” foi a segunda e, na sequência, a gigante bandeira com o símbolo da banda, situada na parte de trás do palco, caiu e deu lugar a um painel com a capa de The Serenity Of Suffering, anunciando que viria música do disco lançado em 2016. “Rotting in Vain” já estava na ponta da língua de vários fãs.

Muito simpático e carismático, Jonathan Davis, vestido em uma versão moderna da sua marca registrada, o kilt, conversou algumas vezes com o público. Mostrou vitalidade e que sua voz continua praticamente a mesma dos anos 1990. Também não faltou a gaita de fole em “Shoots and Ladders”, mais uma figurinha carimbada do vocalista.

A potente bateria de dois bumbos, comandada por Ray Luzier, é um dos pontos altos do grupo. Cada batida, ecoa nas caixas de som e no peito. As guitarras de James “Munky” Shaffer e Brian “Head” Welch deixam o som ainda mais energizante.

E, claro, um dos grandes destaques da noite ficou por conta da inusitada participação de Tye Trujillo, filho do baixista do Metallica, Robert Trujillo. O pequeno baixista de 12 anos, dono de um cabelão que vai até a cintura e tendo a estatura que deve regular com a extensão do próprio baixo, não deixou nada a desejar na substituição de Reginald “Fieldy” Arvizu. E olha que o instrumento tem muito protagonismo no nu metal. Impressionante a força e velocidade daquelas mãozinhas no slapping. Mas também, tendo o pai como professor, não tem como dar errado. O “guri” empolgou tanto que a plateia chegou a entoar o seu sobrenome, momento em que pareceu um pouco tímido, mas mesmo assim não deixou de sacudir o cabelo quase o tempo todo.

Na metade para o final do show, “Blind” fez o chão tremer. “Falling Away From Me” e “Freak on a Leash” encerraram a apresentação e a turnê da banda pelo Brasil. Como um fã comentou, “o Korn toca ao vivo como se estivesse tocando cada música pela primeira vez”. Sorte do público que teve um show de pura energia, do começo ao fim.

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Por: Lisiane de Assis (Colaboradora RR)
Edição: Diego Centurione e Thiago Almeida

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