Joe Satriani encerra em alto estilo um ano de grandes shows em Porto Alegre

dezembro 13th, 20160 Comments »Última Atualização: dezembro 14, 2016

Cobertura – Direto do Auditório Araújo Vianna (Porto Alegre)

Pela terceira vez em Porto Alegre, Joe Satriani trouxe uma mistura de diversas fases da carreira para o palco do Araújo Vianna, no último domingo (11). Acompanhado de Marco Minnemann (bateria), Bryan Beller (baixo) e Mike Keneallly (guitarra, teclado), o músico apresentou o show da turnê “Surfing Shockwave”, que marca seus 30 anos de estrada.

Quinze minutos após o previsto, deu início aos trabalhos com “Shockwave Supernova”, canção que dá nome ao seu disco mais recente. Com os invariáveis óculos escuros e uma juventude surreal, pra quem já está com os dois pés na chamada terceira idade – no alto dos seus 60 anos -, esbanja carisma. Sorriu, conversou, puxou palmas para acompanhar algumas músicas e trocou oito vezes de guitarra. No telão, a representação em imagem dos locais para onde o ritmo e os solos nos transportam, elementos de muita cor e luz que extrapolavam até o teto do auditório.

Outra faixa de Shockwave Supernova que apareceu no show foi “On Peregrine Wings”, uma interessante composição com surpreendente levada que lembra forró e baião. Ficou a dúvida se é uma homenagem aos ritmos brasileiros.

Na metade do show, logo após a clássica “Summer”, foi a vez de um solo de bateria do Marco Minnemannem, que fez o público vibrar e se divertir com firulas inusitadas com as baquetas. Pouco depois, mais um sucesso absoluto fez a plateia se agitar: “Always With Me, Always With You”.

A energia do público, em parte composto por músicos e entendedores do assunto, foi crescendo ao longo da apresentação, que chegou ao ápice em “Crowd Chant”. De pé, os fãs interagiram com palmas, cantando a melodia e gritando “Hey!” ao sinal dos músicos. Um momento de comunhão com a música, em um diálogo em que a guitarra “falava” e o público respondia. Aliás, em diversos momentos a guitarra parece ter voz, mérito de um verdadeiro “guitar hero”, dono de um bom gosto invejável para a melodia – que o colocou no posto de um dos músicos mais bem sucedidos da música instrumental – técnica impecável e sonoridades únicas.

No bis, um raro momento em que o guitarrista solta a voz e toca gaita, mostrando ainda mais versatilidade. Tom de voz e destreza interessantes para quem diz não ter muito alcance vocal e não ser bom em tocar e cantar ao mesmo tempo. “Surfing With The Alien” encerrou em alto estilo o espetáculo e o grande ano de shows internacionais, que Porto Alegre teve em 2016.

Por: Lisiane de Assis (Colaboradora RR)
Edição: Diego Centurione
Fotos: Edu Lego Defferrari/Hits Entretenimento

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