Whitesnake traz turnê de hits, nostalgia e muito barulho a São Paulo

setembro 23rd, 20160 Comments »Última Atualização: setembro 26, 2016

Cobertura – Direto do Citibank Hall (SP)

O Whitesnake fez um show para diferentes gerações e perfis de fãs nesta quinta-feira (22). Com distintos motivos para estarem em uma noite de semana no Citibank Hall (São Paulo), os fãs da banda quarentona tiveram boa parte de suas expectativas atingidas.

Victor, 21 anos, começou a ouvi-los aos 10. Animado para o show, o jovem disse não acreditar que poderia ser a última vez que veria os ídolos. “Esses caras dificilmente param”. Ele e sua irmã Bianca (23), que não se considera tão fã quando o caçula, mas estava presente para a apresentação, têm de idade praticamente metade da carreira do grupo. Eles estavam com os pais biológicos Roberto (61) e Viviane (50), e o padrasto, Cândido (51), atual marido de Viviane. “Uma família moderna”, brincaram.

Além dos laços familiares, eles têm o Whitesnake e o rock, especialmente, ligando-os. Também fã de Led Zeppelin, Black Sabbath, Green Day e Blink 182, Roberto conta que os filhos cresceram ouvindo rock. “É sintonia, instinto”, resume. Viviane, que acompanha a banda há cerca de 20 anos, estava ansiosa para clássicos como “Is this love”, um grande marco dos anos 80. Já Cândido, fã do vocalista David Coverdale desde a época do Deep Purple, parecia tranquilo sobre um eventual fim do grupo de seus ídolos. “Normal. Casamento acaba, não acaba? Não vejo uma tragédia”, disse.

No segundo show da “The Greatest Hits Tour”, que passa pelo Brasil com sete apresentações em seis capitais, a banda que já tem mais de 20 ex-integrantes, se apresentou com Coverdale, os guitarristas Reb Beach e Joel Hoekstra, o baixista Michael Devin, o baterista Tommy Aldridge e o tecladista Michele Luppi. O show começou pouco antes das 21h30 e durou quase duas horas, iniciando com “Bad boys” e encerrando com “Burn”, do Deep Purple, sem mudanças em relação ao setlist tocado em Porto Alegre.

Além de comemorar o retorno ao país, Coverdale celebrou seus 65 anos no palco diante de um público de diferentes faixas etárias, incluindo a sua. Vários sessentões foram com esposas, filhos e até netos conferir de perto a coleção de hits, os cabelos de fazer inveja, o barulho e os solos dos integrantes. Frontman amado pelos fãs, ele foi performático em vários momentos, como em “The deeper the love”, quando jogou beijos e pegou a bandeira do Brasil, desfilando com ela no palco.

“Fool for your love no more” colocou a plateia para pular e animou o primeiro “Happy birthday” para o vocalista aniversariante, que ao longo da noite ganhou outro parabéns caprichado, um ursinho de pelúcia com chapéu de festa e flores.

“Ain’t No Love in the Heart of the City” e “Judgement Day” deram um tom mais pesado para a noite e abriram caminho para os solos de guitarra de Beach e de Hoekstra, que tocou também um violão acompanhado por palmas. Mais ou menos na metade do show, “Slow an’ easy” acalmou alguns fãs e muitos que pulavam passaram para o grupo dos mais contidos que gostam de observar.

A banda deixou o palco para Devin e seu solo de baixo, mas a calmaria durou pouco, porque “Crying in the rain” foi seguida por Aldridge, que descarregou tudo em sua bateria, primeiro com as baquetas, depois com as mãos. De volta ao palco, Coverdale trocou a roupa branca por uma camisa preta com os dizeres “Make some fucking noise” nas costas, pedido prontamente atendido no combo de hits que veio a seguir. Ele disse ter uma pergunta e soltou “Is this Love?”, chamando a música-título do álbum lançado em 1987 e uma das preferidas dos fãs de todas as idades. Após a queridinha, “Give me all your Love” e “Here I go again” levaram ao delírio os presentes.

Apesar dos sinais de não conseguir cantar as músicas do começo ao fim deixando várias frases para o público, ele deu tudo de si em “Still of the night”, penúltimo hit da noite. O clima de encerramento começou com a frase “be safe, be happy and don’t let anybody make you afraid”, sempre dita por ele, e continuou com a música “Burn”, de sua ex-banda, Deep Purple, levando ao máximo o grau de nostalgia da apresentação.

Os celulares, sempre criticados em shows, ficaram nos bolsos na maioria do tempo, mas bastava um hit como “Love ain’t no stranger”, “Is this love” e “Here I go again” e eles se multiplicaram rapidamente. O Whitesnake volta ao Citibank Hall nesta sexta (23), segue para Belo Horizonte no dia 25, Brasília no dia 28, Curitiba no dia 30 e encerra a passagem pelo país no Rio de Janeiro em 2 de outubro. Outras informações aqui.

Mais fotos exclusivas

Whitesnake em São Paulo (Exclusivas)

Veja as imagens acima (clique nas setas).

Por: Jéssica Oliveira (Colaboradora RR)
Edição: Álvara Bianca e Di Centurione
Fotos: Thiago Almeida para Reduto do Rock

« Conheça os finalistas brasileiros do 17º Grammy Latino
Fotos exclusivas do show do 2Cellos em São Paulo »

Categorias

Destaque Exclusivo! Fotos Shows & Eventos

Tags

Comentários

Nenhum comentário


Festivais no Brasil

    Nenhum data presente

Apoio