Maximus Festival estreia em SP com shows marcantes e já anuncia nova edição

setembro 10th, 20160 Comments »Última Atualização: novembro 18, 2016

Cobertura – Direto do Autódromo de Interlagos (SP)

Alguns podem até reclamar de um feriado em plena quarta-feira, mas este ano o Dia da Independência do Brasil foi especial para muitos paulistanos. O Autódromo de Interlagos recebeu em 7 de setembro, a primeira edição do mais novo festival dedicado ao metal. O Maximus Festival reuniu bandas como Ego Kill Talent, Far From Alaska, Hollywood Undead, Hellyeah, Marilyn Manson e Bullet For My Valentine e já confirmou sua segunda edição brasileira para o dia 20 13 de maio de 2017, também em Interlagos.

Os organizadores trouxeram algumas inspirações do filme Mad Max para criar a identidade do Maximus, começando pela citação “I’m the rocker, I’m the roller, I’m the out-of-controller” e até a estética produzida no autódromo. O espaço estava dominado por um público de camisetas pretas, coturnos e até longos sobretudos. O tempo nublado e gelado na maior parte até parecia colaborar para um dia dedicado ao metal.

O Maximus também criou sua própria moeda, como tem sido comum em outros festivais. Um “Metal” equivalia a mais ou menos R$ 3,75, o que acabava mascarando um pouco os preços, outra prática comum dos eventos em geral. O Maximus dividiu as 15 atrações em 3 palcos: os principais Rockatansky e Maximus Stage ficavam lado a lado, criando um sistema de non-stop das apresentações e o palco secundário Thunder Dome, perto da entrada do evento. Nada era muito longe por conta do pouco espaço do autódromo utilizado no festival. Até era possível ouvir um palco na região do outro, mas só nos intervalos entre canções, já que o peso das guitarras anulava o som concorrente.

As bandas pareciam aproveitar o Maximus tanto quanto seu público. Dava pra encontrar alguns membros dos grupos circulando pelo festival, após suas apresentações.

Shows

O Maximus Festival começou cedo com a banda nacional Ego Kill Talent, formada pelos músicos veteranos Jonathan Corrêa (Reação em Cadeia), Theo Van Der Loo e Raphael Miranda da banda Sayowa, Estevam Romera (Desalmado) e Jean Dolabella (Sepultura) na bateria. O grupo abriu o palco secundário Thunder Dome, que recebeu em seguida a também nacional Woslom, ao mesmo tempo em que o grupo finlandês Steve n’ Seagull abria o palco Rockatansky. Com um som diferente ao que estava programado para o dia, Steve n’ Seagull apresentou versões de bandas como Guns N’ Roses, Iron Maiden, Metallica e AC/DC ao som de violão, contrabaixo, bandolin, banjo e bateria.

A banda Hollywood Undead foi a quarta a se apresentar no evento e a primeira a subir no palco Maximus Stage. O grupo californiano conquistou a plateia com seu rap rock, enquanto diversos membros da banda se revesavam nos vocais. O público que ainda chegava ao autódromo se mostrou muito aberto e participativo durante o show. Em seguida, o grupo potiguar Far From Alaska reunia uma plateia considerável no palco Thunder Dome. A banda tem se consolidado nos grandes festivais no Brasil e não podia ficar de fora da primeira edição do Maximus Festival. Apresentando um trabalho de alta qualidade, o grupo fez uma apresentação rápida, porém enérgica, enquanto dividia o horário com a banda Shinedown, no palco Rockatansky.

Apesar dos poucos problemas do evento, o grupo americano Shinedown foi o mais prejudicado. Os primeiros shows do dia tinham duração entre 30 e 50 minutos, e durante seu pouco tempo no palco, o Shinedown enfrentou alguns problemas técnicos, que cortaram o som do microfone do vocalista Brent Smith. O público mostrou muito apoio à banda, o que fez Brent descer do palco para ficar mais próximo à plateia. O grupo se desculpou pelos problemas nas redes sociais e disse estar muito chateado pelo resultado do show, o qual o guitarrista Zach Myers chegou a classificar como o pior da carreira do Shinedown.

A banda Hellyeah se apresentou em seguida. Com o rosto coberto de “sangue”, o vocalista Chad Gray comandou muito bem o público e coordenou a primeira roda de bate cabeça do festival. Esta foi a primeira vez do Hellyeah em solo brasileiro e já chegou com o novo single “Human”, do seu mais recente álbum UNDEN!ABLE. Enquanto isso o último grupo nacional do dia, o Project 46, se apresentava no palco Thunder Dome, que encerrou as atividades com o grupo inglês Raven Eye. Outra estreante no Brasil, a banda Black Stone Cherry, fez um show tranquilo e encerrou com uma homenagem a Lemmy Kilmister, tocando a música “Ace of Spades”.

A vocalista Lzzy Hale fez uma apresentação potente com sua banda Halestorm, que foi muito bem recebida de volta ao Brasil. O público participou de todas as canções e saudou a forte voz de Lzzy. Já chegando aos últimos shows, o grupo Bullet For My Valentine encerrou a tarde no palco Rockatansky. Sendo uma das apresentações mais esperadas da noite, BFMV relembrou músicas do seu primeiro disco, abriu espaço para o um grande solo de bateria e fez um grande show para uma plateia ansiosa e participativa.

A banda de Chicago, Disturbed, se apresentou para um público em êxtase, balançando suas cabeças e com os punhos para cima de acordo com os riffs das guitarras e as ordens do vocalista David Draiman. O grupo reservou um espaço em seu setlist para alguns covers, começando por “Sound of Silence”, de Simon & Garfunkel, que já faz parte do repertório da banda, e passando por The Who, com “Baba O’Riley”, U2, “”I Still Haven’t Found What I’m Looking For” e “Killing in the Name”, do Rage Against the Machine.

Marilyn Manson foi o convocado para encerrar o palco Rockatansky. Com sua tradicional maquiagem preta nos olhos, o vocalista trocou de visual diversas vezes, criando um intervalo entre uma canção e outra. Manson brincou com o público, parou música no meio para questionar fã, relembrou canções do álbum Antichrist Superstar e ainda homenageou David Bowie com a música “Moonage Daydream”, trajando um blazer dourado. E para alegria geral, o show encerrou com a aguardada “The Beautiful People”, com direito a chuvas de notas de 666 dólares, estampadas com o rosto de Marilyn Manson.

O grupo alemão Rammstein ficou com a tarefa de encerrar a primeira edição do Maximus Festival. Antes de iniciar a apresentação, uma mensagem era exibida nos telões pedindo para que o público não se preocupasse em filmar, mas que aproveitasse o show. Após uma contagem regressiva de 1 minuto, o Rammstein iniciou um grande apresentação repleta de efeitos, teatralidade e som “industrializado”. Mesmo em alemão, a plateia acompanhava o vocalista Till Lindemann nas letras e se surpreendia com a grande produção de palco em cada música. No bis, Till voltou vestido de anjo e foi erguido por cabos para a canção “Engel”, o palco foi tomado por luzes brancas, azuis e vermelhas para “Amerika” e, encerrando o grande espetáculo, Rammstein tocou “Te Quiero Puta”, que foi cantada a plenos pulmões pelo público.

Além de São Paulo, a cidade de Buenos Aires (Argentina) recebe a edição de 2016 do evento, neste sábado (10). Informações aqui!

Por: Ihanna Barbosa (Colaboradora RR)
Edição: Álvara Bianca e Di Centurione
Fotos: Camila Cara/Maximus (Colaboradora RR)

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