Faixa a faixa: Cachorro Grande comenta as dez músicas do novo disco “Electromod”

julho 30th, 20160 Comments »Última Atualização: agosto 4, 2016

A Cachorro Grande acaba de lançar o álbum Electromod, acompanhado de um clipe (saiba tudo aqui). Agora, a banda comenta faixa a faixa do novo disco, mostrando a história das dez músicas. Veja:

Lado A

TARÂNTULA

O vocalista Beto Bruno diz: “Até a última semana do disco, ‘Tarântula’ ia ser uma música instrumental, quando veio a ideia de uma letra. Nós nos trancamos e escrevemos em pouquíssimo tempo, terminamos minutos antes de gravar os vocais. A música fala de descontentamento, de ter sido enganado. Tenho a impressão de que vai ser uma das faixas do disco que melhor vai sair ao vivo.”

O baixista Rodolfo completa: “No Electromod todo mundo começou a gravar suas demos, que não era só microfone na frente do violão e cantando. Todo mundo começou a pegar umas manhas de batidinha, começou a mexer em algumas coisas de computador. ‘Tarântula’ é uma música que rolou uma base instrumental, que não tinha uma letra, era só um ‘na na na’ de fundo. A gente pegou a melodia original e Beto, Gross (guitarrista) e eu escrevemos a letra.”

LIMPOL NO ASTRAL

Sobre a segunda faixa do álbum, o baterista Gabriel Boizinho Azambuja comenta: “Essa era uma melodia que estava guardada havia muito tempo. Era uma música feita pro meu filho. O processo que eu mais uso pra composição é fazer as melodias e esperar aparecerem as letras.  No caso, não deu tempo e entreguei só as melodias pros guris. É uma música meio influenciada pelo Ian Brown”. Beto complementa: “’Limpol no Astral’ é limpeza espiritual, tirar as coisas ruins de perto.”

ELECTROMOD

“Temos amigo que fica batendo ‘selfie’ em passeata, que está menos preocupado com o país e mais preocupado com a internet. Claro que nós estamos aflitos, mas a gente não é direita nem essa falsa esquerda que está aí, a gente é pra frente. Vamos se ligar, galera, vamos abrir o olho”, diz Rodolfo Krieger sobre a ácida letra da faixa que dá nome ao disco.

“A respeito do som, pegamos algumas demos minhas. Sou muito fã dos Small Faces, dos Kinks. Daquelas bandas mod, Yardbirds e tal. Pegamos tudo isso e transformamos numa roqueira pauleira.”

NEM TUDO É MAIS COMO ERA ANTES

“Foi muito inspirada no ‘Heavy Soul’, do Paul Weller, e no ‘Stanley Road’. Weller – É meu artista favorito. E a demo dela era com orquestra, sopro e violão. Acabou virando uma coisa meio Ian Brown, Stone Roses, toda aquela cena Manchester, aquela coisa que a gente gosta pra caralho. Na minha opinião, é uma das melhores do disco. É uma música de amor. Ela é muito influenciada naquela cena dos anos 1990, tem a ver com Gorillaz”, conta Rodolfo.

SUBIR É FÁCIL DIFÍCIL É DESCER

“O Rodolfo apareceu com várias músicas de uma hora pra outra. Essa é uma que ficou pra entrar no Costa do Marfim, acabou entrando ‘Crispian Mills’. Foi a coisa mais certa porque ela precisava do arranjo mais novo que esse disco pede. Às vezes a gente toma decisões que são felizes, né? Essa musica é a cara desse disco, mesmo sendo uma sobra do Costa do Marfim”, diz Beto.

Lado B

ARPOADOR

Beto explica como nasceu a faixa que inicia o lado B do álbum. “A gente sabia que ‘Arpoador’ tinha potencial pra ser um dos primeiros singles. Acabou não sendo, mas está na fila. No formato vinil a gente pensou em uma música que abrisse o lado B. Ela teria que ter um lugar especial no disco. Levando em consideração que os últimos álbuns tinham melodias complicadas, essa é supersimples, superfácil. O que complicou foi o arranjo. O arranjo é complicado, a melodia é simples.”

DE LONGE TODO MUNDO É NORMAL

A primeira música e letra toda do tecladista Pedro Pelotas é especial: “Cheguei a gravar uma demo com o Pedro produzindo e não ficou nada perto do que é ele cantando”, opina Beto. “Eu não poderia ter feito melhor. Somos uma banda e quando aparece uma coisa muito pessoal e não fui eu quem compôs quem tem que cantar é o compositor. Não é porque eu sou o vocalista. Todos cantam nos discos.”

EU SEI QUE VAI FEDER

Rodolfo: “Essa música também saiu daquela safra junto com ‘Electromod’, quando a gente estava na dúvida se ia se trancar no estúdio, fazer um disco de rock. A gente tinha algumas demos. O Edu K (produtor) falou, ‘Precisa de uns roquinhos’. Fiz uma base super simples, super Kinks, Small Faces e a acabou virando essa paulada eletrônica. Junto com ‘Electromod’ e ‘Arpoador’, todas saíram em uma sacada só. É uma das coisas que o Edu estava falando, ‘Quero pegar Chemical Brothers com The Who e quero pegar aqueles rock cru da Cachorro Grande e transformar em uma paulada.”

PANDORA

A composição de Marcelo Gross o próprio guitarrista destrincha: “É uma das músicas que eu fiz pro meu segundo disco. Daí, o Beto ouviu e disse, ‘Porra, essa aí vamos fazer nós, né?’. O princípio dela foi uma coisa meio Primal Scream e meio Jane´s Addiction, aquele modo agudinho do Perry Farrell cantar. Fiz também pensando na voz do Beto, ele achou melhor que eu cantasse e eu acabei cantando. No arranjo original que eu tinha era uma coisa bem Jimi Hendrix, rock´n roll, e o Edu acabou deixando ela um lance eletrônico, moderno, que é a cara do disco. E ficou do caralho.”

BEN HUR

Beto encerra falando da medieval décima e última faixa: “Por incrível que pareça, ‘Ben Hur’ saiu em um violãozinho na minha casa, como tem que sair” O arranjo é medieval. Pensei em sopros e o Rodolfo estava pensando em umas demos, sopros. Piramos a tarde inteira, voltei pra casa, escrevi uma letra e gravamos.”

Ouça o CD neste link.

Por: Diego Centurione

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