Janis Joplin: filme “Little Girl Blue” equilibra vida e carreira da cantora

julho 28th, 20160 Comments »Última Atualização: julho 31, 2016

Opinião: Ihanna Barbosa (Colaboradora Reduto do Rock)
Edição: Diego Centurione

Contar a história de uma lenda da música, falecida há mais de 40 anos, é um desafio. Mas a cineasta Amy Berg aceitou a tarefa e estreou em julho o filme Janis: Little Girl Blue, que narra de forma cronológica a vida e carreira de uma das maiores vozes da música, Janis Joplin.

Nascida no Texas, em 1943, Janis morreu muito jovem, com apenas 27 anos por overdose de heroína. A voz e a personalidade da cantora eram tão marcantes, que ressoam na cultura pop até hoje. Uma voz poderosa, carregada de tristeza, ajudou a criar o mito que é Janis Joplin.

Little Girl Blue começa contando um pouco sobre os primeiros anos e a adolescência da cantora. Fora dos padrões de beleza, Janis gostava de sair para beber com os meninos da escola, que contam que ela também adorava arranjar brigas em bares. Mas ainda sem muitos amigos e depois de anos de bullying no colégio, Janis iniciou a faculdade sem muitas mudanças na sua vida até o episódio em que foi eleita “o homem mais feio da faculdade”. Janis, devastada, então decidiu se mudar para São Francisco, encantada pelo movimento cultural da época e onde sua carreira se iniciou. Esses pontos da vida pessoal de Janis Joplin são importantes e vem na medida certa para entendermos mais sobre sua intensa carreira.

Janis já sonhava em ser uma grande cantora, se inspirava em nomes da música negra como Odetta e Otis Redding, mas foi durante esta primeira mudança para a California que começou seu intenso relacionamento com as drogas. O documentário é baseado em depoimentos de familiares, amigos próximos e membros da banda Big Brother and the Holding Company, que contam que a primeira experiência com o vício assustou muito Janis. Ela tentou se afastar das drogas algumas vezes sem sucesso.

O destaque de Little Girl Blue são as cartas narradas por Cat Power, que foram escritas pela própria cantora para sua família, relatando sua felicidade com a carreira, mas também alguns tristes desabafos. Os fatos trazem um tom intimista ao filme, como se o telespectador lesse um diário.

O documentário foca nos principais momentos da carreira de Janis Joplin, como sua apresentação no festival de Monterey, a difícil mudança de banda, o festival Woodstock, a viagem de férias para o Brasil e o festival Express, sempre com contextualização do que se passava em sua vida pessoal.

Janis faleceu durante a gravação do álbum Pearl, que estava próximo ao fim, sendo lançado em janeiro de 1971. Para uma lenda como Janis Joplin, que viveu tão intensamente seus poucos anos de carreira, um filme de 1h45m pode parecer pouco para fazer justiça à sua história, e é. Mas Amy Berg soube mostrar uma Janis verdadeira, sem romantizar seu sofrimento e vício, mas também sem reduzi-la a isso. Foram sete anos de pesquisa para nos relembrar o tamanho da importância de Janis Joplin e sua história.

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