João Rock comemora 15 anos com grandes encontros e pontualidade

junho 21st, 20160 Comments »Última Atualização: junho 22, 2016

Cobertura – Direto do Parque Permanente de Exposições (Ribeirão Preto)

Pelo décimo quinto ano consecutivo, Ribeirão Preto (SP) recebeu o festival João Rock. Foram cerca de 10h de programação quase ininterruptas. Quatro palcos e diversas atrações mantiveram as 50 mil pessoas entretidas, na experiência que o João Rock tem construído ao longo dos anos. A mais recente edição corrigiu alguns problemas de festivais passados, como os atrasos dos shows, mas novos contratempos apareçam este ano.

Os portões foram abertos às 15h, mas o público começou a chegar em peso quando já passavam das 16h, enquanto o grupo Marrero inaugurava o palco “Fortalecendo a Cena”, dedicado às novas bandas da cena rock nacional. O espaço ainda contou com os grupos Far From Alaska, Supercombo, Dona Cislene e Scalene.

Pouco depois, exatamente às 16h40, o palco “João Rock” iniciava as atrações do dia com o grupo VigariZtas, vencedor do concurso que teve mais de 500 bandas participantes. O palco “2002″, planejado para homenagear a primeira edição do João Rock, começou com o grupo de reggae Cidade Negra às 17h, enquanto grande parte da plateia ainda entrava no Parque Permanente de Exposições.

Foi então que o maior problema do evento apareceu. Este ano, os organizadores mudaram o sistema de moeda do festival, que passou a valer o dobro do real e só poderia ser usado através de um cartão para inserir créditos de “baquetas” (nome da moeda). Quem adicionou créditos no cartão antecipadamente, enfrentou uma longa e demorada fila para a retirada do cartão. E quem deixou para comprar os créditos no próprio evento, também se deparou com filas enormes, que chegavam a atrapalhar a circulação do público. Algumas pessoas chegaram a perder a apresentação do grupo Nação Zumbi, que se iniciou às 17h30, no palco principal.

A pontualidade das apresentações merecem destaque como grandes acerto do João Rock 15 anos. Na última edição, uma bola de neve de atrasos dos shows fez com que a última banda encerrasse a apresentação já com o dia raiando. Mas desta vez o João Rock voltou com o sistema de duas estruturas, lado a lado no palco principal. Enquanto um grupo tocava, o outro palco era preparado para receber a atração seguinte.

Como é comum em festivais com mais de um palco, muitos shows aconteceram simultaneamente. Este fato, combinado com a disposição dos palcos e o som mal regulado, acabou resultando no vazamento de som de um local para o outro.

Após a Nação Zumbi foi a vez dos Paralamas do Sucesso, que trouxe os primeiros grandes momentos do evento, com a plateia emocionada e muito participativa. Ao final da apresentação veio o primeiro encontro da noite, quando os maracatus da Nação Zumbi voltaram ao palco para mais quatro canções com os Paralamas, entre elas “Manguetown”, em homenagem à Chico Science, e “Que País É Esse?”, em homenagem à Legião Urbana (veja foto principal).

Logo em seguida foi a vez do público acompanhar em coro os hits de Nando Reis, que levou parte da plateia às lágrimas em suas músicas mais românticas. Enquanto isso no palco “2002″, o Ira!, de Nasi e Edgar Scandurra, relembrava sua primeira participação no festival há 15 anos.

O reggae voltou a ecoar no João Rock com o grupo Natiruts, no palco principal. Estava programada uma participação do Cidade Negra no show, mas não se concretizou. Porém, o Natiruts não deixou de homenagear a banda do cantor Tony Garrido e fez um cover da canção “A Sombra da Maldade”.

Enquanto o CPM 22 se apresentava pela terceira vez consecutiva no festival, Marcelo Bonfá e Dado Villa-lobos levavam o público ao delírio com o show em comemoração dos 30 anos da Legião Urbana. A apresentação performática do vocalista André Frateschi agradou a plateia, que cantou junto todas as músicas, incluindo os 9 minutos de “Faroeste Caboclo” (assista tudo aqui).

Black Alien foi o primeiro rapper a subir no palco “João Rock” 15 anos, e com ele aconteceu o encontro mais marcante da noite. Eram apenas 30 minutos de show que estavam programados para o rapper, mas foi após o palco apagar as luzes que veio o momento histórico. Black Alien voltou ao palco acompanhado por Marcelo D2 e BNegão. Após 15 anos, os três dividiram o palco, pela primeira vez desde que Alien deixou o Planet Hemp em 2001. Enquanto apresentavam a música “Contexto”, a emoção dos rappers era perceptível, assim como no público.

Já no final, o grupo Titãs subiu ao palco “2002″, às 23h30. A banda começou com as máscaras da turnê do álbum Nheengatu, mas o setlist foi preenchido com sucessos da carreira, principalmente do disco Cabeça Dinossauro, que completa 30 anos em julho. O líder do Ira!, Nasi, ainda fez uma participação no show durante a canção “Sonífera Ilha”.

Pontualmente, às 00h40, Criolo iniciou sua apresentação encerrando o palco “João Rock” com alguns convidados. Talvez o músico com menos tempo de carreira a se apresentar no palco principal (sem contar com o grupo VigariZtas), o rapper paulistano fez um show muito animado e segurou a plateia até o fim. Ele ainda abriu espaço para convidados, como o também rapper Rael e a cantora Tulipa Ruiz, umas das poucas mulheres presentes nesta edição do João Rock.

Por: Ihanna Barbosa (Colaboradora RR)
Edição: Diego Centurione
Fotos: @caiorodriguez_ (Flickr) e Divulgação

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