David Gilmour e a atmosfera do Pink Floyd em Porto Alegre

dezembro 17th, 20150 Comments »Última Atualização: janeiro 18, 2016

Cobertura – Direto da Arena do Grêmio (RS)

Não é todo dia que se vê um dos maiores ícones da música psicodélica e progressiva, integrante de uma banda de mesmo peso. Nos últimos anos, para a sorte dos gaúchos, Porto Alegre recebeu dois. Depois de Roger Waters, em 2012, foi a vez de David Gilmour presentear a cidade com toda sua técnica e paixão pela guitarra. Um timbre único que, com a contribuição da qualidade do som no estádio, com certeza vai ecoar muito ainda na memória de quem presenciou o espetáculo nesta quarta-feira (16). Esta foi a última apresentação da turnê pelo Brasil.

Cerca de 40 mil pessoas lotaram a Arena do Grêmio para receber o músico de 69 anos. Como bom britânico (ou até melhor), às 20h55, ele subiu ao palco. Cinco minutos de antecedência suficientes para gerar a correria de quem achou que dava tempo de pegar a última cerveja, mas também para alívio de quem aguardava muitos anos por este momento. “Este é um show esperado desde minha infância. O primeiro disco solo do David Gilmour, About Face, é do ano que nasci, 1983. Acredito que os primeiros acordes da guitarra dele que ouvi, foram ainda quando eu estava na barriga da minha mãe”, relatou, emocionado, o fã Jonatan Eliú.

O setlist que hipnotizou o público foi o mesmo apresentado em Curitiba, com exceção de “Breathe (Reprise)”, que não rolou em Porto Alegre. Logo de início, e já um dos pontos altos da noite, “Wish You Were Here” arrebatou certeiramente os fãs. A energia que contagiou o estádio tomou forma nas vozes do público, que cantou junto. Em muitos momentos, como em “High Hopes”,com o complemento do telão redondo e circundado de luzes, todos eram convidados a outras dimensões, dada a psicodelia das imagens. A combinação perfeita para um show (por mais contraditório que pareça) musicalmente contemplativo.

Após um intervalo de 20 minutos, uma explosão de luzes multicoloridas restaurou a energia do público, em “Astronomy Domine”. Muitas luzes vieram novamente em “Run Like Hell”, que encerrou a segunda parte do show, levantando até as arquibancadas. Para quem ainda tinha fôlego, mais dois pontos altos da noite viriam no bis, com “Time” e “Comfortably Numb”, que fechou a noite magistralmente, com luzes e lasers que invadiam o público e criavam efeitos nas paredes do estádio, fazendo todos mergulharem na atmosfera da música. Como bem resumiu a fã Andrese Gasparin: “Som e imagens transformados em magia. Isso é Pink Floyd!”.

Vale relatar que, semelhante ao que aconteceu em São Paulo, muitas pessoas na Pista Premium conversavam e circulavam muito, principalmente durante as músicas mais lentas ou da carreira solo de Gilmour. Segundo algumas pessoas que estavam nas arquibancadas, o mesmo comportamento não foi percebido no setor.

Por: Lisiane de Assis (Colaboradora RR)
Edição: Diego Centurione

Fotos: Edu Defferrari

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