Mustache & os Apaches une letras criativas a um novo som eletrizado

setembro 2nd, 20150 Comments »Última Atualização: setembro 11, 2015

Reduto de Bandas

O grupo Mustache & os Apaches começou o seu trabalho se apresentando nas ruas de São Paulo, e logo se destacou por ser capaz de transformar qualquer lugar da cidade em um espaço para shows.

Formada por Pedro Pastoriz (Voz, violão e banjo), Tomás Oliveira (Contrabaixo e voz), Axel Flag (Voz, viola e percussão), Jack Rubens (Guitarra e bandolim) e Lumineiro (Washboard), a Mustache & os Apaches eletrizou o washboard, banjo e bandolim no seu segundo álbum, Time is Monkey.

No dia 11 de setembro, às 19h, o grupo fará um show de lançamento do CD, na sala Olido (São Paulo), com entrada gratuita. Informações neste link.

Com quatro anos de estrada, a banda já percorreu teatros do sul, sudeste e centro-oeste, realizou 20 shows na Europa, participou de projetos com nomes importantes, como o cineasta Beto Brant, e de programas de TV, como Altas Horas, Programa do Jô, novelas Cheias de Charme, Meu Pedacinho de Chão e Em Família. Recentemente foram indicados na categoria de “melhor grupo popular” do 26º Prêmio da Música Brasileira.

O novo disco possui doze faixas que revelam um aumento de pressão sonora, camadas e ruídos, se contrapondo com o primeiro trabalho do grupo que era focado em elementos e recursos acústicos. Com influências da psicodelia e rock’n’roll, o álbum foi gravado por Guilherme Jesus Toledo, no Estúdio Canoa, e realizado com o apoio do Programa de Ação Cultural 2014 (Governo do Estado de SP).

As letras de Time is Monkey contam histórias e percepções através de composições em português, que abordam pontos controversos da nossa sociedade, como o individualismo, consumismo e o deslumbre do showbizz, mas sempre com uma linguagem divertida e a ironia característica.

Conheça mais sobre a Mustache & os Apaches na entrevista ao Reduto.

Reduto do Rock: Quando e como surgiu a banda?

Pedro Pastoriz: A banda surgiu ali por 2011, quando morávamos em uma casa de Perdizes, chamada Brick House. Muita coisa foi plantada ali e segue germinando. Foi uma base sólida pra nossos primeiros dias morando juntos, recebendo amigos que vinham de fora de São Paulo com suas experiências e contribuições.

A primeira vez que fomos tocar, na esquina de casa, foi onde caiu a ficha que deveríamos tocar na rua, e por tantas vezes executamos o plano na vizinhança de Perdizes. Foi um bom começo.

RR: Qual o significado do nome do grupo?

PP: Esse nome pairava na minha cabeça, achei que pudesse ser um nome de gibi, ou filme b. Tem essa referência no Lone Ranger & Tonto, mas acima de tudo, soou bem no dia. “Mustache e os Apaches”, legal ãhn?

RR: Quais os projetos atuais da banda?

PP: A banda lançará Time is Monkey, disco que marca toda uma nova fase nossa, por vários motivos. Será lançado pelo selo Risco, selo de bandas amigas que compõe um catálogo chiquérrimo. O Terno, Luiza Lian, Charlie e os Marretas, Música de Selvagem são alguns dos nomes que lançaram discos recentemente por lá.

E bom, a gente lança esse disco no dia 11 de setembro na sala Olido, no centro de São Paulo. Estão todos convidadíssimos. A entrada é franca.  Trabalhamos secretamente em outros projetos, que serão revelados com o desenrolar de 2015.

RR: Quais são as influências musicais de vocês?

PP: Isso varia muito de trabalho pra trabalho, no primeiro disco éramos praticamente uma jug band, com influências em bandas que tocavam como nós, sem amplificação ou instrumentos elétricos, como: Memphis Jug Band, New Lost City Ramblers, Pokey LaFarge e por aí vai.

A dor ensina a gemer, logo, durante a turnê desse primeiro disco, que começou com um único microfone no palco e terminou com uma bateria e três amplificadores, nós aprendemos a tocar outras coisas, soar diferente de antes.

São influências fortes hoje a música africana, tipo Lijadu Sisters, alguns discos que trouxemos de Recife como Orquestra Armorial e Alceu Valença e os gringos Jack White e Beck.

RR: Qual a inspiração na hora de compor?

PP: Pode-se compor com qualquer coisa, inclusive só com perguntas.

RR: Beatles ou Rolling Stones? Por quê?

PP: Os dois são superestimados. Fazem parte de uma santíssima trindade do pop, algo inatingível. Mas essa geração precisa largar o osso, são a ordem agora, não tem como você ser polícia e ladrão ao mesmo tempo, ou “you cannot be a pimp and a whore at same time”. E não é mais proibido gostar de rock n’roll, entende?

Bom, dessa época pré-histórica ouvi mais os Kinks, sou fã do Ray/Dave Davies, que compunha letras críticas, existenciais. É pai e mãe de várias bandas dos anos 90, influencia muita gente até hoje.

Mustache & os Apaches na internet

Site: http://www.mustacheeosapaches.com
Facebook: http://www.facebook.com/mustacheeosapachesoficial
Instagram: http://instagram.com/mustacheeosapaches
Twitter: http://twitter.com/mustacheapaches

Ouça e baixe o CD Time is Monkey

Download gratuito: http://www.mustacheeosapaches.com

Clipe

Sobre o Reduto de Bandas

A seção é dedicada a apresentar novos artistas ao público, através de uma matéria especial. As bandas também respondem a uma entrevista padrão.

É ou conhece um artista e acha que ele merece destaque neste espaço? Entre em contato através do e-mail contato@redutodorock.com. O conteúdo será analisado.

Por: Álvara Bianca (Colaboradora RR) e Diego Centurione
Foto: Jonas Tucci

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