Judas Priest e Ozzy marcam noite inesquecível no Monsters of Rock 2015

abril 26th, 20150 Comments »Última Atualização: maio 1, 2015

(Atualizado)

Cobertura – Direto da Arena Anhembi (SP)

Dois anos desde a última edição, o Monsters of Rock voltou à São Paulo nos dias 25 e 26 de abril, trazendo verdadeiros monstros do rock internacional (infelizmente as bandas nacionais foram deixadas de lado este ano). Ozzy Osbourne, Judas Priest, Rival Sons, Manowar, Accept e Kiss são alguns nomes convocados para a 6ª edição do festival no Brasil. Motörhead também fazia parte desta lista, mas o show teve que ser cancelado por conta da saúde de Lemmy Kilmister.

O primeiro dia do Monsters of Rock começou às 12h com a rápida apresentação do grupo De La Tierra, que uni Argentina, México e Brasil, representado por Andreas Kisser na guitarra. Em seguida foi a vez dos alemães do Primal Fear, que trouxeram Aquiles Priester na bateria (Hangar). Aos poucos o público ia chegando ao Anhembi e durante o show do Primal Fear, a fila do lado de fora ainda era quilométrica. Mas dentro do evento, a fila também era uma constante nos caixas e nas áreas de alimentação. O sol forte castigava o público de preto, ainda mais aqueles que não abandonaram suas calças e jaquetas de couro.

A terceira atração do dia foi a californiana Coal Chamber. Apesar do esforço do vocalista Dez Fafara, que chegou a pedir para que público não ficasse mais parado, a banda animou apenas uma parte da plateia. O restante ia conhecer as outras atividades oferecidas pelo festival ou permanecia sentado, guardando energia para as apresentações seguintes. Foi apenas na última canção, “The Roofs On Fire”, que o grupo conseguiu despertar maior atenção de todos.

A tarde seguia muito quente na Arena Anhembi. O vento mais gelado ajudava a aguentar o calor, mas também anunciava a possibilidade de chuva. Pela primeira vez no Brasil, a banda Rival Sons subiu ao palco do Monsters tocando para um Anhembi já quase cheio. O público estava muito mais receptivo e animado. O grupo trouxe um tom mais hard rock para o primeiro dia de evento, com várias jams. A potência vocal e a simpatia do vocalista Jay Buchanan conquistou toda a plateia, que recebeu com muitos aplausos a canção “Where I’ve Been”, presente no álbum mais recente do grupo, Great Western Valkyrie.

Depois do clima setentista deixado pelo Rival Sons, ficou mais difícil para o Black Veil Brides agradar o exigente público. Os californianos subiram ao palco para fazer o seu trabalho, mas não reagiram bem aos gritos ansiosos pelo Motörhead. O vocalista Andy Biersack chegou a brigar com a plateia e a abandonar o palco, sendo seguido pelo resto da banda, mas logo eles voltaram, se desculpando por ter ofendido o público. Mas o resto da apresentação já estava comprometida e a plateia muito mais apática.

Mas a maior decepção da noite ainda chegaria com o cancelamento do show do Motörhead. Lemmy, infelizmente não passou bem durante o dia, por conta de uma forte desidratação e problemas gástricos. A organização avisou que o lendário vocalista e baixista não conseguiu se recuperar a tempo para a apresentação, que foi substituida por uma jam da banda Sepultura e os integrantes do Motörhead (Phil Campbell e Mikkey Dee). “Orgasmatron”, “Ace of Spades” e “Overkill” foi o setlist do grupo improvisado. O público gritava o nome de Lemmy, em apoio ao baixista, mas muita gente foi embora pra casa revoltado com a situação.

Ainda para compensar o cancelamento do Motörhead, o show do Judas Priest foi estendido em 20 minutos.  Um dos maiores nomes do Heavy Metal, o grupo foi o primeiro monstro da noite. O vocalista Rob Halford exaltou a plateia brasileira e agradeceu por eles manterem o rock vivo. “Dragonaut”, abriu a apresentação marcada pela sintonia entre banda e público. A potência vocal do Halford permanece admirável no auge dos seus 63 anos. O grupo desfilou pelo repertório dos 40 anos de carreira e como era de se esperar, “Breaking the Law” foi cantada como um verdadeiro hino. Em seguida, Halford chega ao palco de moto, anunciando “Hell Bent for Leather”. “Living After Midnight” encerrou o espetáculo ovacionado por todos.

E para fechar o primeiro dia do Monsters of Rock 2015, Ozzy Osbourne chegou extremamente empolgado. A noite gelada e a garoa não desanimaram a plateia, nem o Mad Man, que não parava um segundo no palco. Corria de uma ponta a outra, pulava e atiçava o público jogando jato de água e espuma. A sequência “Bark at the moon”, “Mr. Crowley” e “I don’t know” já avisava que seria uma apresentação inesquecível. A plateia correspondia a todos os comandos do vocalista, que pedia palmas e gritos o tempos todo. “Suicide Solution”, “Shot in the Dark”, “Road To Nowhere” e “I Don’t Want to Change the World” deram sequência ao show, que contou ainda com clássicos como “Crazy Train”, além de “Fairies Wear Boots”, “War Pigs” e “Iron Man” do Black Sabbath. E como um presente aos fãs brasileiros, Ozzy encerrou a noite com “Paranoid”. O príncipe da trevas ajoelhou e reverenciou o público, que respondia gritando “Ozzy” de forma ensurdecedora.

O Monsters of Rock seguiu no domingo (26), com várias atrações de peso. Confira informações e fotos exclusivas da entrevista coletiva, que aconteceu na sexta-feira (24), neste link.

Por: Ihanna Barbosa (Colaboradora RR)
Edição: Di Centurione e Álvara Bianca
Fotos: Camila Cara/Monsters of Rock 
(Colaboradora RR)

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