Shows intensos e melhorias marcam o Lollapalooza Brasil 2015

março 29th, 20150 Comments »Última Atualização: abril 15, 2015

(Atualizado)

Cobertura independente – Direto do Autódromo de Interlagos (SP)

O Reduto do Rock esteve presente no primeiro dia de Lollapalooza Brasil, neste sábado (28), para conferir de perto o festival. Pela segunda vez o Autódromo de Interlagos recebe o evento, só que desta vez com algumas mudanças que melhoraram a experiência do público. A própria estrutura do Autódromo colabora para que todos possam assistir às apresentações, era só procurar as áreas mais elevadas para ter uma visão completa do palco. Até pra quem queria sentar e descansar podia fazer isso sem perder o show.

E era nessas áreas mais altas que o sucesso do Lolla ficava evidente. Milhares de pessoas (cerca de 66 mil) indo e vindo de um palco para outro, aproveitando as atividades, as áreas de descanso, compras e alimentação. As filas eram quase inexistentes e havia diversos caixas espalhados pelo festival para a compra do Lolla Mango. Mas quem preferia pagar em dinheiro, era só achar um dos ambulantes que não paravam de circular pelo Autódromo. Mas os preços, infelizmente, continuam lá em cima.

Algumas reclamações do ano passado foram ouvidas e resolvidas pelos organizadores. A distância e a disposição dos palcos evitou o vazamento de som de um lugar para outro. Os fãs do Jack White e do Bastille podem comprovar. As duas apresentações ocorreram simultaneamente, mas sem prejudicar o som do outro. Além disso, o caminho entre os palcos estava mais espaçoso. A plateia podia circular sem maiores problemas, mesma nas horas mais críticas que eram entre as apresentações, mas se você queria assistir um show no palco Ônix e em seguida no palco Axe, tinha que se preparar para a longa caminhada.

Este ano o Lolla teve que enfrentar alguns cancelamentos de shows de última hora, como o de Marina and the Diamonds, e com isso adaptar sua programação. O problema é que os novos horários não estavam disponíveis para o público presente, só pela internet, salvo alguns momentos que o novo horário foi divulgado no telão do palco Axe.

Infelizmente, outro aspecto negativo que abalou a experiência de algumas pessoas foram alguns “mini-arrastões” realizados durantes os shows. Muitos foram embora para casa sem os seus pertences. Para os próximos anos a organização precisa investir mais na segurança, que continua sendo um problema. Os avisos para o perigo de esbarrões não são suficientes.

Principais shows

No começo da tarde, a banda Fitz and the Tantrums subiu ao palco Ônix para se apresentar para a plateia, que ainda estava chegando ao Lolla. Os californianos empolgaram o público, convidando todos a dançar ao som “Sweet Dreams”, cover do Eurythimcs, e com um trechinho da canção “Brasileirinho”, tocada no saxofone.

Em seguida foi a vez do Alt-J se apresentar no palco Skol. Uma multidão estava à espera do grupo e, durante os primeiros acordes, houve um aumento considerável do público. Foi a primeira apresentação da banda em solo brasileiro. E por isso o setlist passou por toda sua discografia. O tom solene do grupo foi explorado ao máximo pela qualidade do som.

O show do Alt-J poderia ser emendado com a cantora americana St. Vicent, que tocaria no palco Axe às 18h, mas com a mudança de horários, a apresentaçãofoi atrasada em 15 minutos, que fariam toda a diferença para quem quisesse prestigiar a banda Kasabian que estava tocando no palco Ônix, no mesmo horário.

Mas quem abriu mão da St. Vicent, pôde presenciar um show intenso dos britânicos Kasabian. O vocalista Tom Meighan comandou a plateia, que tomou conta de todo espaço do palco Ônix, e dificilmente se encontrava alguém parado. A troca de energia entre a banda e público estava evidente. O setlist destacou algumas canções do novo álbum 48:13.

Após o Kasabian era a vez de uma das maiores apresentações da noite. Robert Plant era aguardado ansiosamente pelo público mais velho do festival. Às 18h21, o lendário vocalista do Led Zeppelin subiu ao palco Skol arrepiando e emocionando todos os presentes com a canção “Babe, I’m Gonna Leave You”. Foram sete grandes clássicos do Led Zeppelin, para alegria geral, mas Robert Plant também apresentou com maestria as canções do seu novo álbum Lullaby and… The Ceaseless Roar. A banda The Sensational Space Shifters também conquistou o público que ovacionava cada solo apresentado pelo grupo. Encerrando o show com canção ”Whole Lotta Love”, a plateia não se mexeu enquanto Plant voltou para tocar e explodir o público com “Rock and Roll” (veja setlist completo).

Era difícil imaginar que o evento ainda seguiria após a catarse do Robert Plant. Mas o DJ norte-americano Skrillex estava no palco Ônix. O rock tocado no ritmo da música eletrônica animou o público que pulava sem parar durante o show. Pra quem assistiu à distância, as luzes do palco e a massa de pessoas que se acumulava na frente do palco era um espetáculo à parte.

E encerrando o primeiro dia do Lollapalooza Brasil 2015, Jack White sob uma iluminação azul, subiu ao palco Skol para o show mais intenso da noite.

Logo nas primeiras canções a força da banda que o acompanha foi confirmada com “High Ball Stepper”. As músicas do seu mais novo álbum Lazaretto foram muito bem recebidas pela plateia. Era música seguida de música, sem parar, com direito até uma sequência de The White Stripes com as canções “Cannon”, “Dead Leaves And The Dirty Ground” e “Screwdriver”. “Seven Nation Army” finalizou o primeiro dia de Lollapalooza, sendo entoada por todo o público, mas infelizmente o grande encontro da noite não aconteceu. Fogos de artifício encerraram o show e decretaram que Robert Plant não subiria ao palco ao lado de Jack White.

O festival Lollapalooza terminou no domingo (29), com shows de Interpol, Three Days Grace, The Kooks, Pitty, Foster The People, The Smashing Pumpkins e mais.

Agradecemos a PEPSI pelo convite e oportunidade de estar no dia de abertura do evento.

Por: Ihanna Barbosa (Colaboradora RR)
Edição: Di Centurione e Álvara Bianca
Fotos: Camila Cara/T4F
(Colaboradora RR)
Foto Kasabian: MRossi/T4F
Foto Jack White: Divulgação

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