Momentos inesquecíveis na noite em que Porto Alegre recebeu Jack White

março 25th, 20150 Comments »Última Atualização: março 27, 2015

Cobertura independente – Direto do Pepsi On Stage (RS)

Um show do Jack White é um show de música. Parece óbvio, mas não é, porque vai muito além do entretenimento. É uma experiência em que a música é, verdadeiramente, o centro das atenções do início ao fim. É o que conecta e cria uma energia única entre músico, banda e público durante pouco mais de uma hora e meia em uma comunhão, um culto, uma celebração ao mais puro, ao mais cru do rock. Assim se resume o que os cerca de 4.500 porto-alegrenses vivenciaram na noite desta terça-feira (24), no Pepsi on Stage.

Aliás, vivenciar é uma palavra que cai bem neste caso, em uma época em que os acontecimentos, às vezes, parecem ser “presenciados” muito mais no virtual. Pouco antes do início do show, um representante da equipe subiu ao palco pedindo que a plateia não fotografasse ou filmasse a performance, que assistisse com seus próprios olhos e não através de pequenas telas. Foi o que aconteceu. Os fãs respeitaram o pedido, não resistindo à tentação em raros momentos.

Vale lembrar que antes disso ainda, a Wannabe Jalva, de Porto Alegre, fez uma apresentação concisa e muito honesta. Diferente de muitas bandas que antecedem shows internacionais na cidade, essa tinha a ver com o público presente e conseguiu animar a galera e diminuir a ansiedade pela atração principal.

Às 22h15, Mr. White subiu ao palco. Como era esperado, o setlist contemplou um mix entre White Stripes, The Raconteurs e os dois álbuns solo do guitarrista, tudo impecavelmente tocado por uma banda de dar inveja. Não poderia ser diferente, para passar pelo crivo de Jack White, somente músicos acima da média.

Mesmo sendo de pouquíssimas palavras, White apresentou uma conexão incrível com a plateia. Toda a energia que transmitia com sua guitarra ou violão em punho queria de volta, pedindo seguidamente palmas ritmadas e fazendo sinais, entendidos de bate e pronto pelo público, para que interagissem cantando ou fazendo sons que complementassem as canções. De vez em quando, dava sorrisos tímidos e sinceros, demonstrando sua satisfação pela resposta dos fãs.

Quase sem pausas entre uma música e outra, o show parecia muito guiado pelo improviso na hora dos solos, como se a guitarra o comandasse e ele se deixasse levar pelo seu poder. Não parava para beber água, mas, curiosamente, para pentear o cabelo, ajeitando o atual topete, que insistia em cair sobre os olhos.

Foram momentos inesquecíveis, que se encerraram pouco antes da meia-noite. Não é todo o dia que temos a oportunidade de presenciar a performance de um dos maiores gênios da música na atualidade. Uma linda amostra do que o Lollapalooza Brasil pode esperar.

Setlist – Jack White

Dead Leaves and the Dirty Ground
High Ball Stepper
Lazaretto
Hotel Yorba
Temporary Ground
Weep Themselves to Sleep
Hello Operator
Top Yourself
Steady, As She Goes
Love Interruption
Little Bird
Would You Fight for My Love?
Sixteen Saltines
Astro
Broken Boy Soldier

Bis

I’m Slowly Turning Into You
That Black Bat Licorice
Sugar Never Tasted So Good
Seven Nation Army

Por: Lisiane de Assis (Colaboradora RR)
Edição: Diego Centurione
Fotos oficiais: David James Swanson

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