Energia, emoção e boa música fazem espetáculo de Paul McCartney em SP

novembro 27th, 20142 Comments »Última Atualização: outubro 25, 2015

Cobertura – Direto do Allianz Parque (SP) 

O beatle Paul McCartney encerrou sua nova passagem pelo Brasil, nesta quinta-feira (26), em São Paulo. O espetáculo, considerado por muitos o maior do mundo, reuniu 45 mil pessoas no “novo” estádio do Palmeiras.

Em tempos de seca no estado de SP, não faltou chuva no segundo show da turnê “Out There” na capital paulista. Ela apareceu no começo e em boa parte das 2h40 de apresentação. Alguns tentaram se proteger, mas a energia e emoção transmitida por Paul, aos 72 anos, as trouxeram de volta à pista.

O local recebeu seu primeiro show após uma grande reforma, que o deixou com arquibancadas mais altas dando o tom de uma grande casa de espetáculos a céu aberto. Vários setores, cobertos, protegem parte da plateia da chuva. Os bares/lanchonetes e sanitários fazem parte da estrutura e ficam localizados na parte de dentro, abaixo das cadeiras. Isso é algo positivo nas novas arenas, que não precisam de itens móveis como banheiros químicos. Já o som deixou a desejar em alguns locais do estádio, sendo no geral bom.

Paul McCartney e sua banda, formada pelos excelentes Paul ‘Wix’ Wickens (teclados), Brian Ray (baixo e guitarra), Rusty Anderson (guitarra) e Abe Laboriel Jr (bateria), iniciaram a apresentação às 21h45. O horário foi o mesmo da noite anterior e teve 45 minutos de atraso, provavelmente para que todos pudessem entrar no Allianz Parque a tempo. Como todos sabem, a cidade de São Paulo tem um trânsito caótico, especialmente nos dias de semana e chuva.

O espetáculo foi aberto com a música “Magical Mistery Tour”, diferenciando-o do primeiro show na capital que teve “Eight Days a Week”. A partir daí Paul apresenta o mesmo setlist dos outros shows no país, alterando apenas uma canção no Bis: “Hi, Hi, Hi” por “Get Back”. O beatle já havia feito essa troca em Brasília.

Durante todo o tempo, McCartney faz questão de falar em português usando gírias locais. Para São Paulo, tivemos expressões como “Sampa”, “Paulistas”, “Irado”, “Tá bombando” e “É nois”, sempre com muita alegria arrancando sorrisos de todos. Em “All Together Now” o beatle até brincou dizendo que “a música era para a molecada”.

Paul também sabe emocionar, quando dedica a recente “My Valentine” a atual esposa Nancy, performance abrilhantada por bexigas vermelhas dos fãs. Tem também “Blackbird”, onde ele é erguido em uma plataforma iluminada, e ”Something“, para seu amigo e ex-companheiro George Harrison.

A parte rock’n'roll tem destaque com “Back in the U.S.S.R.”, “Live and Let Die” e “Helter Skelter”. Há também músicas do seu mais recente álbum como “Save Us”, “New”, que dá nome ao CD, “Queenie Eye” e “Everybody Out There”.

Antes do bis todos cantam “Let It Be”, recebida por luzes dos celulares e cartazes em homenagem a McCartney, e ”Hey Jude”, em uma performance eternamente inesquecível. Depois, Paul e grupo voltam ao palco segurando bandeiras do Brasil e do Reino Unido, onde nasceu.

Nesta parte, fãs vestidas de “Sgt. Pepper’s” sobem ao palco para falar com o beatle. Cibele, Tatiana e Fabíola mostram todo seu amor ao músico e ganham um autógrafo em uma fantasias de cor azul, que traziam em mãos. Antes da sequência “Golden Slumbers/Carry That Weight/The End”, Paul agradece sua equipe e banda, que são mostradas nos telões.

Ainda há tempo para o já conhecido solo de bateria de Abe Laboriel Jr e um “Até a próxima”, falado por McCartney, e com certeza esperado por tantos que viram ou desejam ver esta lenda. Uma grande chuva, agora de papéis picados com as cores brasileiras, encerra o show.

Pontos negativos

Câmeras enormes colocadas no palco atrapalharam a visão de quem estava nas laterais da pista e cadeiras. As imagens captadas e mostradas em dois telões são incríveis, porém um visual limpo agradaria mais.

Os banheiros ficaram muito sujos no final da apresentação. Observamos funcionários limpando, mas somente em alguns momentos.

Já o transporte público, apesar da boa localização do estádio, deixa a desejar naquele horário. Metrô fechado, após o show, e taxistas escolhendo corridas. Até quando as pessoas terão que ser “jogadas” em ruas e avenidas de madrugada? Implorar por um serviço, que deveria ser prestado com qualidade, é inadmissível.

Setlist completo

Clique aqui!

Por: Diego Centurione
Fotos: Marcos Hermes/Divulgação

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Comentários

2 Comments

  1. Tatiane disse:

    O pós show é realmente lamentável. Eu mesma passei a noite num posto junto com meu amigo até que os ônibus voltassem a funcionar.
    Outro detalhe foi que de todos os shows do Paul que fui, nunca vi tanta desorganização na fila… dessa vez foi DEMAIS.
    Tirando isso.. poder ver e ouvir Paul McCartney é uma experiência indescritível.


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