Entrevista: Rosa de Saron une rock de qualidade à fé, amor e esperança

julho 23rd, 20145 Comments »Última Atualização: setembro 28, 2014

O Reduto estreia uma nova seção no site, chamada Rock Cristão. Nela, teremos entrevistas, matérias e vídeos a respeito desse estilo que não é tão difundido na grande mídia. Para começar bem, fizemos uma entrevista exclusiva com a Rosa de Saron, uma das maiores bandas de rock cristão do Brasil, com 26 anos de carreira.

Formado por Guilherme de Sá (voz), Eduardo Faro (guitarra), Rogério Feltrin (baixo) e Grevão (bateria), o grupo surgiu em 1988, na cidade de Campinas (SP), e busca fazer rock com qualidade levando uma mensagem cristã de esperança, fé e amor para todos.

Em junho, a banda católica lançou seu mais recente álbum Cartas ao Remetente. Com distribuição da gravadora Som Livre, o CD já está à venda nas principais lojas do Brasil (aqui), disponível para download no iTunes e também é possível ouvi-lo na íntegra através do YouTube (neste link).

A primeira faixa de trabalho, que leva o mesmo nome do disco, já ganhou clipe e até o momento contabiliza mais de 500 mil visualizações (assista abaixo). E não é só isso, eles ainda tem outros números que impressionam: 13 discos lançados, 2 milhões de fãs no Facebook e mais de 150 mil acessos/mês no site oficial.

Confira a entrevista com Rogério Feltrin, baixista e fundador do grupo, e conheça mais sobre a Rosa de Saron:

Reduto do Rock – Como surgiu a ideia de criar uma banda que toca rock cristão? Que artistas gostam de ouvir e foram importantes para que despertasse o interesse em fazer música?

Rogério Feltrin - Éramos um grupo de adolescentes que se conheceu dentro de um grupo de jovens da Renovação Carismática Católica. Tínhamos em comum, além da amizade, a mesma fé e o amor pela música. Isso nos levou a querer montar uma banda. O rock sempre foi nossa preferência musical e surgiu naturalmente. É difícil citar artistas que gostamos de ouvir; isso varia muito em cada fase e também entre os integrantes. Mas dentro do rock, todas as vertentes, desde as mais pop até as mais pesadas.

RR – De onde veio o nome Rosa de Saron? O que a família de vocês acha da banda?

RF - O nome é do livro de Cântico dos Cânticos, do Antigo Testamento. Saron é uma região de deserto, logo uma flor que nasce no deserto é uma metáfora da vida que vence a morte, que supera as adversidades. Achamos que o nome tinha a ver com a proposta do trabalho e o adotamos para a banda.

Nossas famílias compreendem muito nosso trabalho e apoiam como podem. A banda é muito exigente, nos consome muito tempo, não apenas em viagens, mas também em ensaios, gravações de discos, toda parte administrativa, além de reuniões intermináveis de planejamento de novos shows e projetos (risos). É preciso contar com uma família que aguente firme e dê suporte a tudo isso, senão seria impossível.

RR – Parte da Igreja não gosta de rock porque algumas bandas fazem uso de símbolos, ilustrações ou invocações satânicas. Vocês apenas se utilizam da sonoridade rock e transmitem um outro tipo de mensagem. Como veem essa situação?

RF - O rock é algo muito mais amplo do que essa minoria de bandas que faz esse tipo de apologia satânica. Acredito até que dentro do gênero existam mais bandas cristãs do que satânicas, mas nem é essa a questão, a verdade é que o rock é um estilo que tem servido de plataforma para muitas ideologias, por ter essa identificação direta com essa fase da vida em que os ideais estão mais presentes no dia a dia. Rock em si é apenas música e como música te dá muita liberdade de expressar o que você pensa.

RR – A Rosa de Saron já ganhou vários discos de ouro e em 2006 teve o CD Casa dos Espelhos, eleito como o 3° Melhor Álbum de Hard Rock Nacional. Além disso, a banda também foi indicada ao Grammy Latino e contabiliza ótimos números de acessos na internet. Em algum momento, o grupo sofreu algum tipo de preconceito por tocar música com a temática cristã?

RF - Sofreu e sofre. Já ouvimos de programadores de rádio que o som é legal, mas a ideologia não cabe na programação da emissora, por exemplo. Muita gente tem preconceito de tudo que é ligado à temática religiosa e já pressupõe que não vão gostar do trabalho antes mesmo de ouvi-lo. Nosso desafio nesses 26 anos tem sido quebrar o preconceito e levar essas pessoas a ouvirem o trabalho com suas mentes e corações abertos para aquilo que tentamos passar.

RR – Em 2013, a banda se apresentou durante o encerramento da Jornada Mundial da Juventude (JMJ). Qual foi a sensação de tocar no evento, tendo a Praia de Copacabana lotada por cerca de 3 milhões de pessoas?

RF - É algo indescritível, não só pela multidão, mas por todo o clima do evento que só de estar lá já teria sido emblemático, tocando então, muito mais. Nos sentimos honrados por termos estado lá e sabemos que esse evento será dessas histórias que contaremos aos nossos netos.

RR – Com 26 anos de estrada, vocês já se apresentaram em vários shows e festivais. Tem algum lugar onde ainda querem tocar?

RF - Não acalentamos sonhos do tipo “gostaria de tocar em tal lugar”. O que nos move sempre é o desejo de fazer um trabalho cada vez melhor e claro, expandir nosso público, levar nossa música e mensagem para um número de pessoas cada vez maior.

RR – Contem como foi o processo de gravação do novo álbum Cartas Ao Remetente, lançado em junho deste ano. O que ele traz de diferente em relação aos anteriores?

RF - Ele teve o diferencial de ser gravado em duas etapas, com um intervalo, uma pausa, um recesso de um mês que abrimos em função do nascimento da filha do Guilherme, nosso vocalista e também produtor musical do CD. Com isso, conseguimos – após essa pausa, ao retomar as gravações, ouvir o que já tinha sido produzido, sentir o que faltava ao álbum, o que sobrava, e complementá-lo fazendo dele algo mais coerente musicalmente.

RR – Agora, passado a Copa do Mundo, a banda inicia a turnê do mais recente trabalho. Por onde os fãs podem esperar shows? Há alguma surpresa? Quais os próximos planos da banda e o maior sonho de vocês?

RF - Tudo isso depende muito dos convites e propostas de shows que receberemos, mas nosso desejo é sempre poder levar a turnê por todo o país. Nossos próximos planos estão todos ligados à divulgação desse trabalho, novos clipes etc.

Rosa de Saron na internet

Site: www.rosadesaron.com.br
Facebook: http://facebook.com/BandaRosaDeSaron
Twitter: http://twitter.com/rosadesaron
Youtube: http://youtube.com/BandaRosaDeSaron

Vídeo

Por: Álvara Bianca (Colaboradora RR) e Diego Centurione
Foto: Rodolfo Magalhães 

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5 Comments

  1. Ronne Araujo disse:

    Rosa de Saron, A melhor banda de Rock Nacional do País! Suas músicas são belíssimas, músicas com muito sentido, ou seja, de 1° Qualidade! Sou fan do Rosa e com muito orgulho! Rock, Fé e Poesia!

  2. Juliana disse:

    Rosa de Saron tem um trabalho incrível, as letras tocam as pessoas sejam em momentos bons ou ruins da vida, se pararmos pra ouvir as musicas sempre tem uma que nos identifique em cada momento. Além da qualidade do trabalho, os shows ao vivo são sempre maravilhosos e “sem frescuras” tocam em todo canto do país para todo tipo de público, os artigos da banda, seja camisas, CDs e tudo mais também são de excelente qualidade. Amo e admiro muito Rosa de Saron ❤

  3. Viviane do Prado disse:

    Excelente entrevista, Rosa de Saron é minha banda preferida. Sonoridade e letras de muita qualidade.

  4. [...] Reduto estreia uma nova seção no site, chamada Rock Cristão. Nela, teremos entrevistas, matérias e vídeos a respeito desse estilo que [...]

  5. Mateus disse:

    Reduto, vocês bem que poderiam entrevistar a banda The Flanders, banda muito boa de punk rock cristão \w/