Novo CD, shows e papel dos clipes; leia entrevista exclusiva com Raimundos

maio 27th, 20140 Comments »Última Atualização: junho 18, 2014

Com mais de 20 anos de estrada, o Raimundos segue divulgando o álbum Cantigas de Roda, lançado este ano. O disco é o primeiro trabalho de inéditas desde 2002 e contou com a ajuda dos fãs por meio do financiamento crowdfunding. Hoje, a banda, que traz na formação Digão (vocal e guitarra), Canisso (baixo), Caio Cunha (bateria) e Marquim (guitarra), segue em turnê.

O grupo, que se apresentou em abril no festival Lollapalooza, conversou com o Reduto do Rock e contou mais sobre o processo de gravação do CD, a experiência de tocar no festival em São Paulo, a nova turnê e o papel dos videoclipes atualmente.

Confira a entrevista:

Reduto do Rock: Já se passaram 12 anos desde o lançamento do álbum Kavookavala. No novo CD Cantigas de Roda, vocês de certa forma voltaram às origens com alguns dos ensaios sendo na casa do pai do Digão, em Brasília, onde foram compostas as primeiras músicas da banda na década de 80. Comentem como foi o processo de gravação do álbum até seu final, com o produtor Billy Graziadei, e qual a maior diferença em termos musicais se comparada à banda ainda nos anos 80?

Marquim: Eu acho que a banda melhorou tecnicamente, mas nos esforçamos para manter a sonoridade original. Se você ouvir “Gato da Rosinha” ou “Cachorrinha”, perceberá que o Raimundos é em sua essência uma banda de punk-rock e hardcore. Mas mesmo nos momentos mais “evoluídos” como em “Descendo na Banguela” e “BOP”, que tem momentos “modernos” (por falta de adjetivo melhor) ainda nos lembramos de músicas antigas do Raimundos.

RR: O Cantigas de Roda foi gravado utilizando a plataforma de financiamento crowdfunding, sendo que a meta era arrecadar R$ 55 mil e conseguiram R$ 120 mil. Qual a sensação de ver que os fãs acreditam no trabalho da banda, agora independente, apesar do longo período de lançamento de um disco de inéditas?

M: É uma sensação fantástica. Foi uma surpresa emocionante saber que tanta gente acredita na banda.

RR: Boa parte dos fãs dos Raimundos conheceu e passou a acompanhar a banda quando o Rodolfo era vocalista. Hoje, depois dessa saída, qual o maior aprendizado da banda e a mensagem que querem passar para os fãs?

M: O maior aprendizado, na minha opinião, é que se você tem um sonho tem que trabalhar DURO para alcançá-lo.

RR: Em quais lugares pretendem tocar com a turnê do Cantigas de Roda? Podemos esperar shows em casas grandes de São Paulo, por exemplo? E como será a apresentação referente ao setlist; alguma surpresa nos shows?

M: Todos os lugares! Espero que role um show em alguma casa grande em São Paulo, mas isso é com o nosso empresário. Já estamos tocando várias músicas novas no setlist e reciclando algumas antigas. São tantas músicas boas que podemos nos dar o luxo de ficar alguns anos sem tocar, por exemplo, “Sereia da Pedreira” e voltar a tocar depois.

RR: Vocês se apresentaram no Lollapalooza Brasil 2014, em abril. Como foi a experiência de tocar em um festival tão grande e para um público bem variado? Quais shows vocês assistiram e mais curtiram no evento?

M: Foi muito bom, tínhamos tocado no SWU antes disso (que era um festival com bandas que curtimos nos anos 90, como Stone Temple Pilots e Alice in Chains). O Lollapalooza é um festival mais “eclético”, e o público refletia isso. Curtiram bastante nosso show, apesar de ter sido cedo e estar um sol de rachar.

RR: A banda lançou recentemente o clipe da música “Baculejo”. Falem sobre a ideia do vídeo e a importância de um clipe hoje com a Internet, já que antes o maior foco eram canais de TV como a antiga MTV.

M: Da mesma forma que a importância do clipe diminuiu da época em que uma banda estreava seu vídeo no “Fantástico”, o custo também caiu astronomicamente. Hoje em dia, com uma câmera e um computador você faz clipes fantásticos, basta ter uma boa ideia. E ninguém parece sentir falta da MTV. O clipe é importante para criar uma “imagem” da música, um filme que passa na cabeça das pessoas quando ouvem a música.

Por: Álvara Bianca (Colaboradora RR) e Diego Centurione
Foto: Patrick Grosner

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