Em sua nova casa, Lollapalooza agrada e reúne gerações em shows de vários estilos

abril 7th, 20140 Comments »Última Atualização: abril 9, 2014

Cobertura - Direto do Autódromo de Interlagos (SP)

Neste domingo (6), o segundo dia e último dia do festival Lollapalloza continuou com muito sol e andança de um palco ao outro. O Autódromo de Interlagos (São Paulo), novamente deu lugar à música e reuniu, segundo a produção, 60 mil pessoas. Desta vez, as rodas ficaram reservadas à pista de patinação.

Pontualmente às 13h30, o Raimundos (foto 2) subiu no Palco Skol. O público ainda estava chegando ao evento e já correu para ouvir a primeira música, “Gato da Rosinha”, do novo álbum Cantigas de Roda. O vocalista e guitarrista, Digão, agradeceu várias vezes aos fãs presentes por enfrentarem o calor para ver o show e chegou até brincar para trazerem uma mangueira para molhar todo mundo.

Mas a temperatura na casa dos 30°C não espantou as pessoas, em sua maioria jovens, que pularam e cantaram boa parte da apresentação. “Mulher de Fases”, a terceira executada, foi uma das favoritas e entonadas, assim como “I Saw You Saying (That You Say That You Saw)” e “Me Lambe”. E por estarem tocando no Autódromo de Interlagos, Digão ainda lembrou-se de Ayrton Senna e dedicou a última música “Eu Quero Ver o Oco”.

E como o sol não dava trégua, valia de tudo para proteger a cabeça, desde os bonés, chapéus de palha, cangas, blusa, até mesmo alguns itens mais inusitados como chapéu de cavalo, esquilo (Tico e Teco) e até penacho a la cacique.

Eram 14h20, quando no Palco Ônix, Johnny Marr (foto 3) começou a tocar “The Right Thing Right”. O ex-guitarrista e fundador dos Smiths realizou um belo show onde incluiu canções de sua antiga banda, como “Stop Me If You Think You’ve Heard This One Before” e “Big Mouth Strikes Again”.

O show ainda contou com a participação de Andy Rourke, ex-baixista do Smiths (foto 4), para tocar “How Soon Is Now”. A apresentação teve também um cover de “I Fought the Law”, do The Clash. Porém, o momento mais emocionante e cantado pelo público foi durante “There Is A Light That Never Goes Out”, que encerrou o dia acompanhado de um ‘obrigado São Paulo!’.

E como esta edição do Lollapalooza ocupava um espaço bem maior do que nas duas edições anteriores, no Jockey Club, o público mal esperava terminar o show para ir até o outro palco. E como eram várias bandas tocando, até simultaneamente, o que se via era que apenas as partes mais próximas concentravam pessoas mais empolgadas com o show. Nas redondezas, por entre o gramado dos morrinhos, ficavam turminhas de amigos conversando e ora prestando atenção na música.

Foi assim durante o show do Vampire Weekend (foto 5). A banda surgiu no Palco Ônix, às 16h30, e durantes momentos convidou o público a vibrar. Algumas músicas agitaram mais os presentes, que acompanhavam com as palmas. Neste momento o sol ainda prevalecia, mas a lua já dava o seu sinal no céu. Até três passaram resolveram dar o ar da graça, durante a apresentação do quarteto americano.

Com o entardecer, os experientes Pixies e New Order

No dia em que se apresentaram ainda Brothers of Brazil, Selvagens à Procura de Lei, Ellie Goulding, Savages, AFI, Jake Bugg (foto 6) e outros, o experiente Pixies (foto 7) arrasou com sua espontaneidade. A medida que o tempo passava, mais pessoas chegavam ao festival e conferiam da grama a banda da década de 80. Os hits  “Where Is My Mind”, “Here Comes Your Man” foram os mais bem recebidos pelas pessoas.

Outro show muito aguardado era do Soundgarden (foto 1). Chris Cornell e companhia tocaram de forma impecável e atenderam às expectativas dos fãs. Em 30 anos de estrada, esta foi a primeira passagem da banda pelo país e incluiu canções como “Spoonman”, “Black Hole Sun”  e “Jesus Christ Pose”. O vocalista ainda pegou de uma fã, a bandeira do Brasil e andou perto do público. “Beyond the Wheel” fechou a apresentação.

Um dos grandes dilemas do segundo dia de Lollapalooza era decidir qual show assistir às 20h30: Arcade Fire (foto 8) ou New Order? Público teve para os dois e a maioria acima dos 30 anos, deu audiência para o New Order (foto 9). O vocalista Bernard Sumner começou deixando os fãs calados ao pronunciar um “muchas graças”. Depois ele tentou corrigir e seguiu com um “muchas gracias, thank you, obrigado”.

As imagens no telão contribuíam para o clima da apresentação embalada do rock junto à música eletrônica. Os passinhos não paravam ao som de “Crystal”, “Bizarre Love Triangle” e “Temptation”. O cover “Love Will Tear Us Apart”, do Joy Division, fechou a noite seguida de uma queima de fogos.

Balanço

No geral, esta edição mantém um saldo positivo. Apesar das filas e altos preços, o público pode com um espaço maior escolher quais shows queria ver. Mesmo com a grande distância entre os palcos, a parte boa era que com as elevações do terreno do Autódromo, as pessoas podiam assistir sentadas as apresentações e também não houve atraso significativo. O som de um show também não interferiu no outro.

A segurança foi outro item que melhorou, já que na outra edição alguns grupos dentro do evento assaltavam as pessoas. Mas ainda há relatos de furtos, o que precisa ser corrigido.

Sobre o sistema de transportes, a maioria optou por ir e vir de trem. O sistema, apesar das filas conseguiu atender a demanda. O trânsito para os ônibus e carros ficou um pouco congestionado, devido ao aumento do fluxo na região.

Por: Álvara Bianca (Colaboradora RR)
Edição: Diego Centurione
Fotos: Divulgação Johnny Marr, Cedidas por Renan Facciolo/Roadie Crew (Colaborador RR) e MRossi (Lolla Br/Parceiro RR)

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