Em SP, Stevie Wonder abrilhanta festival que contou com Capital e Paralamas

dezembro 15th, 20131 Comment »Última Atualização: dezembro 16, 2013

Direto do Campo de Marte (SP)

Na tarde ensolarada deste sábado (14), São Paulo recebeu a última etapa do Circuito Banco do Brasil 2013. O festival, que já tinha passado por Salvador, Curitiba, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Brasília, trouxe para os paulistas atrações  como Capital Inicial, Os Paralamas do Sucesso e Jason Mraz para anteceder o brilhante Stevie Wonder.

A primeira banda a subir ao Palco Brasil foi a BlackPipe, vencedora do concurso SomPraTodos, seguido pelo músico Marcelo Jeneci. À medida que o tempo passava, o público ia chegando ao Campo de Marte (Zona Norte) e pontualmente às 17h00, foi a vez do Capital Inicial tocar alguns sucessos da carreira.

Em um show atípico, como o próprio vocalista Dinho Ouro Preto comentou, foram conduzidas canções como “Depois da Meia noite”, “A Sua Maneira”- cantada quase totalmente pelos fãs -, “Como Devia Estar” e “Natasha”. O músico chegou até brincar que são quase vampiros, uma vez que não estão acostumados a terem o sol como parte da plateia, que em sua maioria era composta por jovens.

No Palco Circuito, Dinho, como de costume ligado no 220 volts, ainda relembrou “Mulher de Fases” (Raimundos) e Veraneio Vascaína (Aborto Elétrico). Entre um avião e outro, o final contou com o espanto do músico de ver as aeronaves levantando voo do aeroporto, “Música Urbana” e pose para foto oficial.

Mal o sol baixava e às 18h30, Os Paralamas do Sucesso agitaram com “Alagados”, seguida por “Cinema Mudo” e “Cuide Bem do Seu Amor”. O repertório foi quase idêntico ao apresentado no show de comemoração aos 30 anos de carreira, feito este ano na capital, porém, adaptado ao tempo limite de uma hora. Hebert Viana, João Barone e Bi Ribeiro em sintonia com os músicos – que os acompanham há tempos – e o público, garantiram a diversão com “Meu Erro”, “Óculos”, “Vital e Sua Moto” e encerraram com “Que País é Esse?” (Legião Urbana).

Depois de um breve intervalo, Jason Mraz surgiu às 20h00, dez minutos depois do previsto, para embalar a noite num clima agradável ao som de “Freedom”. Entre muitos gritos, bexigas coloridas, cartazes e alguns de chapéus na plateia, o músico, de boné, fez a alegria de muitos tocando “3 Things”, “Lucky”, “93 Million Miles”, “I Won’t Give Up”, sem esquecer é claro de “I´m Yours”. E enquanto a lua brincava de esconde-esconde, ainda deu tempo de tocar um trecho de “Mas que Nada”, de Sérgio Mendes.

Na sequência, o cantor Criolo começa sua apresentação no palco ao lado e muitos se dirigem para assistir, enquanto outros garantem um lugar mais próximo para a esperada atração seguinte. Quando Stevie Wonder apareceu, às 21h50, Criolo ainda tocava, o que gerou um leve conflito de sons.

De óculos com armação rosa, Stevie surgiu emplacando diversos hits, sendo o primeiro “How Sweet It Is”. Com várias bandeiras da África do Sul no palco, “Keep Our Love Alive”, foi uma homenagem a Nelson Mandela. Michael Jackson também foi lembrado com “The Way You Make Me Feel”.

Como o próprio Stevie dizia, esta é uma noite de celebração, então o próprio não parou de interagir com a plateia e incitar as vozes presentes a cantar em seus treinos vocais. Ora ao piano, na gaita ou somente cantando, o músico não deixou por um segundo os atentos olhares de cerca de 17 mil pessoas, agora formado também pelos mais experientes, saírem do palco.

Fizeram parte do setlist “Don’t You Worry”, “You Are The Sunshine Of My Life”, “I Just Called to Say I Love You”, “Isn’t She Lovely” – dedicada a todas as mães do mundo e feita para a filha Aisha, presente no palco. A inesquecível noite terminou ao som de “Superstition” e o palco vizinho deu lugar ao eletrônico de MYNC e Mário Fischetti.

Organização

No geral, a organização do evento foi boa principalmente em relação ao horário dos shows, quase todos pontuais. Não havia grandes filas, o preço das bebidas estava na média do que é praticado em festivais, o número de banheiros era razoável e estavam em melhores condições até o começo da noite. A saída também foi tranquila e não houve tumultos nas estações do metrô próximas, dado que uma parte do público permaneceu após a apresentação de Stevie.

Por: Álvara Bianca (Colaboradora RR)
Edição: Diego Centurione
Fotos: Marcos Hermes

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