Unindo diferentes estilos, shows do Summer Break Festival agradam o público

dezembro 9th, 20130 Comments »Última Atualização: abril 7, 2014

Direto do Campo de Marte (SP)

No último sábado (7), aconteceu a primeira edição do Summer Break Festival, em São Paulo. O evento teve as bandas Incubus e Dave Matthews Band como atrações principais, mas contou também com o reggae do SOJA e do lado nacional Nem Liminha Ouviu e O Rappa.

Apesar de diversos percalços ao longo das vendas, o festival conseguiu praticamente lotar o Campo de Marte, que tem capacidade para 30 mil pessoas. Os ingressos, que inicialmente variavam entre R$ 140 (meia-entrada para Pista Comum) a R$ 650 (Pista Premium), tiveram os valores reduzidos pela própria organização.

A falta de unidade entre os sons das bandas do line-up não pareceu ser um problema para os presentes, que em sua maioria se divertiam com todas as atrações.

Em termos de organização e estrutura, o Summer Break mostrou profissionalismo: os seguranças e atendentes em geral estavam bem preparados, os banheiros químicos deram lugar a banheiros “reais” bem localizados e relativamente limpos, e a oferta de comida era grande.

Mas se o que realmente importa em um festival deste tipo é a música, o Summer deixou a desejar quando algumas falhas técnicas interferiram nas apresentações ou desencadeou atrasos. No entanto, as bandas fizeram o que podiam para garantir grandes shows e conseguiram.

O primeiro show foi do grupo paulistano D’Naipes, vencedor de um concurso promovido pela rádio 89 FM. Em seguida, foi a vez de Nem Liminha Ouviu, liderado pelo locutor da mesma rádio, Tatola. As duas apresentações animaram o público, ainda pequeno, com versões de sucessos do rock brasileiro dos anos 80/90 e pregaram o fim da corrupção lembrando os protestos que levou a população às ruas, em julho deste ano.

A primeira atração internacional a subir ao palco do Summer Break foi a banda de reggae SOJA (Soldiers of Jah Army). O setlist agradou aos vários fãs – as camisetas predominantes eram deles – e o grupo até mesmo arriscou um samba feito com as várias percussões. Jacob Hemphill, carismático agradeceu ao público e disse ser maravilhoso voltar ao Brasil. Em dado momento, alguns dos integrantes vestiram camisetas com a foto do jovem morto durante um assalto na cidade de Suzano (SP).

Logo após, O Rappa não deixou ninguém parado. Apesar de no início o baixo não estar sendo ouvido nem mesmo pelo vocalista Falcão, que reclamou abraçado a Lauro: “Eu não posso fazer um show sem ouvir o seu baixo, é o que eu mais gosto”. Os problemas foram contornados e em cerca de 1h30 de apresentação, a sucessão de hits e as ótimas músicas novas garantiram o sucesso.

“Reza Vela”, “Me Deixa”, “Lado B Lado A”, “Monstro Invisível” e “Anjos (Pra Quem Tem Fé)” foram algumas das canções apresentadas, além da versão de “Súplica Cearense”, de Luiz Gonzaga. Jacob Hemphill do SOJA retornou ao palco e cantou a música “Everything Changes” ao lado de Falcão, que gravou esta versão presente no disco do SOJA. O momento mais emocionante foi quando repetiram uma homenagem ao Chorão e Champignon – mortos neste ano – do Charlie Brown Jr, tocando uma versão animada de “Zóio de Lula”. O líder sul-africano, Nelson Mandela, também foi lembrado.

O Rappa deixou o palco após cumprir seu papel muito bem e mostrar a todos  que uma banda nacional pode ser uma das atrações mais importantes e ovacionadas de um festival.

Incubus e Dave Matthews Band

Os californianos do Incubus subiram ao palco com cerca de 30 minutos de atraso, por conta de falhas técnicas. A organização do Summer Break avisou que estava contornando o problema e pediu a paciência de todos, no entanto provavelmente parte da apresentação do grupo foi cortada para não ocasionar tanto atraso no show da Dave Matthews Band, headliner da noite. Mesmo assim o festival terminou após o horário programado, dificultando a volta de alguns para casa.

A apresentação seguiu a mesma linha das anteriores feitas pela banda, nesta turnê pela América do Sul, e garantiu a empolgação dos fãs que cantavam a plenos pulmões desde as mais conhecidas até as menos esperadas. Depois do quarteto “Quicksand”, “A Kiss To Send Us Off”, “Megalomaniac” e “Nice to Know you”, o vocalista Brandon Boyd se dirigiu à plateia pela primeira vez perguntando se todos estavam se divertindo e arriscando um “Obrigado” sorridente. A interação não foi muito além disso durante todo o show e em alguns momentos, o grupo parecia incomodado com alguma coisa, talvez os problemas técnicos já mencionados.

Os pontos altos – como não poderia deixar de ser – foram durante as execuções dos hits “Drive”, “Wish You Were Here”, “Dig” e “Anna Molly”, quando todos entoaram em uníssono cada palavra. “Love Hurts” e “In The Company Of Wolves” garantiram a parte mais emocional e intimista do show, mostrando que mesmo músicas que geralmente não parecem ser feitas para apresentações ao vivo, podem garantir ótimos momentos se bem executadas. O Incubus encerrou sua apresentação com “Pardon Me” costurada por um trecho de “She’s So Heavy”, dos Beatles.

A banda segue a turnê no Brasil, que passa por Curitiba na próxima terça-feira (10) e Belo Horizonte na quinta-feira (12).

Pouco tempo depois, a Dave Matthews Band deu início ao show que fechou o festival e durou aproximadamente 2h30. A troca de fãs nas primeiras fileiras foi nítida: os do Incubus, predominados por mulheres, deixaram os casais fãs de Dave Matthews se aproximarem.

Com 22 anos de carreira, o grupo está na estrada para divulgar o recente álbum Away From The World. O líder da banda estava bem humorado e fez diversas piadinhas durante a apresentação com seu forte sotaque: “Não se preocupem se não entenderem o que eu falo, muitos americanos também não entendem”, disse.

O show teve um ritmo constante, sem altos e baixos, mas os fãs que estavam ali ainda já sabiam o que esperar. Entre o set de 19 músicas – 3 no bis – figuraram “Rooftop”, “Warehouse”, “Shake Me Like A Monkey”, “The Space Between”, “Spaceman” e “Rapunzel”. A pista do Campo de Marte se transformou em uma espécie de bailinho, com a plateia seguindo as dancinhas que Dave fazia com seu inseparável violão.

A Dave Matthews Band ainda faz uma apresentação no Brasil: dia 11 de dezembro em Porto Alegre, no Pepsi on Stage, junto com o SOJA (inicialmente estava marcada para o Pavilhão da FIERGS).

O Summer Break Festival também aconteceu neste domingo (8), no Rio de Janeiro. Lá os ingressos se esgotaram após a mudança de local. A princípio seria realizado na Praça da Apoteose, mas há cerca de um mês foi transferido para o Citibank Hall. Relatos do público nas mídias sociais demonstram que o local menor fez com que as apresentações fossem mais calorosas e sem problemas técnicos.

Veja 71 fotos exclusivas do evento e dos shows, em SP

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Por: Roberta Lopes (Colaboradora RR)
Edição: Diego Centurione e Álvara Bianca
Fotos: Denis Ono para Reduto do Rock

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