Monsters of Rock 2013: organização

outubro 22nd, 20131 Comment »Última Atualização: novembro 5, 2013

Direto da Arena Anhembi (SP)

A Arena Anhembi é controversa quando se trata de grandes shows. O local, com capacidade para 35 mil pessoas, já foi palco de acidentes e confusões. Porém, nesta edição do Monsters of Rock, o Anhembi suportou bem a carga menor de público (30 mil por dia) e estrutura de festival que, claro, poderia ser melhor, mas foi o bastante para não causar grandes confusões.

A disposição da entrada principal (ampla e com iluminação noturna – pista do Sambódromo), as experiências, as lojas e o palco foram boas. Este ficou do lado oposto do que normalmente é feito, nos eventos do local. O que pode ter faltado, mas talvez tirasse a boa disposição, foi um segundo palco. Isso ajudaria a ter intervalos muito pequenos (ou nenhum), entre os shows. Os atrasos que ocorreram, apesar de pequenos, não são agradáveis para quem se programa antes.

As experiências como a Exposição de fotos MRossi, lojas de produtos oficiais, as tendas com o game Rocksmith e karaokê com banda ao vivo são muito válidas. Além disso, tem a ver com a temática do festival e podem receber um incremento nas próximas edições. Uma sinalização melhor também ajudaria o público a entender as propostas, fazendo com que participassem ainda mais.

O grande problema, que acontece sempre, são os preços das bebidas e comidas. O abuso fez com que muita gente passasse os dias, de muito calor, sem água ou alimentação suficientes. Um número considerável de pessoas passou mal e fez com que o Corpo de Bombeiros trabalhasse bastante.

Os banheiros ficam em locais estratégicos e são construídos e não químicos (no lado esquerdo do espaço). A sujeira, falta de papel e sabonete para lavar as mãos é o ponto fraco deles. Não vimos funcionários trabalhando na limpeza dos sanitários, durante o domingo (20).

Mas nada chateou mais os presentes do que os problemas no som. A variação de tons, o volume e alguns chiados fizeram com que muita gente se revoltasse e perdesse o prazer em assistir a banda que estava no palco. Os técnicos pareciam um tanto perdidos em certos momentos e, com a pressão aumentando, por pouco o show do Slipknot não se tornou um grande mico.

Em suma, a organização fez o esperado, não permitiu o acontecimento de grandes ocorrências. A verdade é que faltam espaços próprios para grandes shows em São Paulo. A Arena Anhembi é o mesmo local onde acontece o Salão do Automóvel e que serve como uma espécie de estacionamento dos carros alegóricos, durante o Carnaval. Foi mais um dos diversos lugares na capital “adaptados” para shows, o que proporciona uma experiência bastante desagradável para muita gente.

Outro fator fundamental deixado de lado nos shows é o transporte. As estações de metrô mais próximas não estão tão perto assim e os horários de término das apresentações, somando a saída demorada do público, são incompatíveis com o horário de funcionamento delas (meia-noite). Muita gente é obrigada a sair antes do último show acabar, ou apelar para o táxi e o famoso “paitrocínio”. Quando não, o jeito é prolongar a noite pela rua mesmo arriscando a vida.

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Por: João Victor Vieira e Diego Centurione

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Comentários

1 Comment

  1. Leonardo Galindo disse:

    Pagamos absurdos nos ingressos e a produção do evento sempre fica a desejar.