Monsters of Rock 2013: shows

outubro 21st, 20130 Comments »Última Atualização: novembro 5, 2013

Direto da Arena Anhembi (SP)

Primeiro dia

Quem esteve na Arena Anhembi no último sábado (19), certamente já imaginava que o primeiro dia de Monsters of Rock seria como foi. Os franceses do Gojira abriram os trabalhos principais, depois do Project46, tendo como maior dificuldade o tempo abafado e sol forte. Mesmo com a banda em boa forma, os 30 mil presentes demoraram para entrar no clima do show, uma vez que as camisetas pretas deixavam o calor ainda mais intenso.

A sequência Hatebreed, Killswitch Engage, Limp Bizkit e Korn foi presenteada com um tempo mais ameno e, consequentemente, público mais animado. Nessas apresentações, o que realmente prejudicou a performance foi o som, que alternava o volume e muitas vezes interferia no timbre das músicas. Isso deixou muita gente irritada.

O problema se agravou no show mais esperado da noite. O Slipknot (foto acima) subiu ao palco com os termômetros marcando 18ºC, perfeito para curtir uma apresentação de rock confortavelmente. Porém, as interferências sonoras foram sentidas até mesmo pela banda, o que quase arruinou o espetáculo visual e sonoro.

Mas a experiência de quase 20 anos não permitiu que o grupo se entregasse. Sorte do público, que pôde curtir um show enérgico, poderoso e que fez valer o ingresso.

Em cima do palco

Além do Slipknot, os nomes de destaque do dia foram as Hatebreed e Korn. As homenagens ao Sepultura potencializaram as apresentações e a interação com o público. Andreas Kisser subiu ao palco e, para delírio dos fãs, executou “Refuse/Resist”, um dos grandes clássicos da banda brasileira.

Já o Gojira sofreu com o horário do show. Com muita gente ainda chegando e se familiarizando com o espaço e o festival, o público muitas vezes esteve disperso e distraído, o que não chegou a prejudicar o grupo francês, mas exigiu um pouco mais de habilidade para controlar a situação que, no final das contas, foi bem controlada e a apresentação agradou grande parte dos presentes.

Limp Bizkit

O Limp Bizkit aproveitou o pouco tempo de apresentação, somente uma hora, para colocar seus sucessos em prova diante dos 30 mil presentes. Não faltou energia e animação para a banda, que não perdeu tempo em conquistar a plateia com uma sequência de hits, que compensaram a pouca interação, muito pela falta de tempo.

Outro destaque foi a camiseta usada por Fred Durst, que destacava o rosto do rapper Sabotage, assassinado em 2003. Covers de Nirvana e Rage Against garantiram o sucesso do show, que deixou todo mundo bem aquecido para o que viria a seguir.

Korn e Slipknot

Pode-se dizer que o Korn foi a apresentação mais fraca do primeiro dia. Mesmo abrindo com hits, a banda logo perdeu o público com uma série de músicas recentes (setlist aqui), o que fez com que muita gente fosse se aliviar no banheiro ou buscar uma gelada.

Mas nem tudo pode ser criticado. As pessoas que saíram de seus lugares logo tiveram que correr para ver Derrick Green subir ao palco e mandar o clássico “Roots Bloody Roots”, clássico do metal brasileiro e mundial.

Já o Slipknot agradou até quem não gosta do som do grupo. A banda driblou os problemas no som com muita energia e repetindo o show barulhento do Rock in Rio 2011 (veja o setlist nest link). As poucas vezes em que Corey Taylor interagiu com o público ficaram em segundo plano, uma vez que somente o som dos caras já fez com que muita gente esquece a preocupação com o metrô, que fecharia 20 minutos após o término da apresentação.

Sepultura é referência

Fosse só pelas milhares de camisetas espalhadas pelo Anhembi, o Sepultura já poderia ser destacado como grande referência do dia. Porém, citações do Gojira, a presença de Andreas Kisser no show do Hatebreed e Derrick Green no palco com o Korn, acusaram uma reverência gigantesca aos brasileiros, que a cada dia se tornam ainda mais gigantes no mundo do rock.

Segundo dia

O último dia de Monsters of Rock, em sua quinta edição no país, foi marcado por shows de bandas clássicas. Desfilaram pelo palco da Arena Anhembi, Dokken, Queensrÿche, Buckcherry, Ratt, Whitesnake e Aerosmith  (foto acima) . Se apresentaram ainda, os brasileiros do Electric Age, Doctor Pheabes e Dr. Sin, que tocou na primeira edição nacional em 1994 e teve, nesta edição, os convidados Demian Tiguez e Edu Falaschi.

As principais atrações do domingo (20), foram as duas últimas citadas. Para quem estava em casa, havia a incerteza da transmissão dos shows ao vivo. Os artistas custaram a liberar a exibição e o Whitesnake, só permitiu parte pela TV.

Whitesnake

A banda, liderada pelo vocalista David Coverdale, apresentou sucessos como ”Love Ain’t No Stranger”, “Is This Love” e “Still of The Night”, além de solos intermináveis de Doug Aldrich e Reb Beach (guitarras), Tommy Aldridge (bateria) e Michael Devin (baixo); setlist neste link.

O carismático Coverdale, vestia uma camisa branca com estampa do Brasil e tinha seus vocais apoiados por backings. O público participava das músicas, regido por ele.

No fim da apresentação, as canções “Soldier Of Fortune” e “Burn” com “Stormbringer”, da época do vocalista no Deep Purple.

Aerosmith

Encerrando o festival, o Aerosmith subiu ao palco com quase 40 minutos de atraso, já sentido em outros shows. Tocando quase que o tempo todo a frente de uma passarela perto do público, Steven Tyler (vocal) e Joe Perry (guitarra), mostraram todo seu talento e vitalidade. Os outros membros, Brad Whitford (guitarra) e Joey Kramer (bateria), também esbanjaram a competência de sempre. O baixista Tom Hamilton não participou do show, devido a problemas de saúde. Ele foi substituído por David Hull.

Um setlist matador foi apresentado (veja aqui) e não dá pra dizer que faltou essa ou aquela música (mas a ausência de “Crazy”, “Janie’s Got a Gun?” e outras sempre será sentida). A banda tocou clássicos como “Toys in the Attic”, “Dream On” e “Sweet Emotion”, as baladas “Pink”, “Cryin’” e “I Don’t Want to Miss a Thing”, covers do Led Zeppelin (“Whole Lotta Love” – trecho) e Beatles (Come Together), além da nova “Oh Yeah”.

O show teve ainda Tyler dançando e tocando bateria/gaita, Perry cantando e fazendo uma performance na grade das pessoas, Whitford em solos e uma garota cantando com o vocalista. Destaque também para o piano branco de Steven em “Dream On”, onde Joe e ele tocam em cima, e uma imagem de Ayrton Senna no telão, em homenagem a cidade de São Paulo (confira neste link e aqui). O final teve ”Sweet Emotion”, com uma chuva de papéis picados. A escolha do grupo para fechar o Monsters foi certeira! O público foi de cerca de 30 mil pessoas.

Mestre de Cerimônias

A apresentação de Eddie Trunk, do That Metal Show (VH1), também deu o tom antes dos principais shows. Além de fazer a chamada dos artistas, no próprio palco, ele exibia uma entrevista com os músicos nos bastidores (em inglês).

Edição 2014

O presidente da produtora XYZ Live, Bazinho Ferraz, confirmou em entrevista que o festival será realizado novamente em 2014. Aguardamos ansiosos!

Outras matérias

Monsters of Rock 2013: organização. Veja aqui!
Fotos do Monsters of Rock 2013. Acesse este link.

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Por: João Victor Vieira e Diego Centurione
Fotos: Stephan Solon/XYZ Live

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