Hits sustentam a noite de Bon Jovi e Nickelback em São Paulo

setembro 23rd, 20135 Comments »Última Atualização: outubro 14, 2013

Direto do Estádio do Morumbi (SP)

Bon Jovi e Nickelback se apresentaram juntos neste domingo (22), em São Paulo. As bandas também foram atrações do Rock in Rio, na sexta (20), com Frejat e Matchbox Twenty. O Reduto do Rock esteve no Morumbi chuvoso e conta agora, alguns detalhes.

Nickelback

Pela primeira vez no Brasil, o grupo canadense abriu a noite às 18h30, com um show de 1 hora de duração. A banda, liderada por Chad Kroeger (marido de Avril Lavigne), mostrou vários sucessos e muito entrosamento.

O Nickelback tocou vários hits, responsáveis pela venda de 50 milhões de álbuns em todo o mundo. O público pode conferir “Photograph”, “Far Away”, “Too Bad”, “Someday” e “How You Remind Me”. Apesar de aparecer em outros setlists, a música “Hero” (tema do filme Homem Aranha) não foi executada, assim como no Rio. Ela é uma parceria de Chad com Josey Scott e não uma canção do grupo.

No palco, o vocalista e guitarrista não é o único responsável por fazer a diferença, como muitos podem pensar. O baterista Daniel Adair (ex-3 Doors Down), por exemplo, faz a segunda voz em várias músicas e se apresenta com desenvoltura. O baixista Mike Kroeger (irmão do vocalista), que vestiu uma capa de chuva durante o show, e o guitarrista Ryan Peake também fazem com que o Nickelback soe ao vivo como nos discos.

O saldo da apresentação foi positivo com uma boa recepção das pessoas, que ainda chegavam ao estádio.

Bon Jovi

Após a abertura e uma pancada de chuva, a atração principal entrou às 20h00. Tudo foi preparado para o Bon Jovi: palco imenso, quatro telões (três principais e um para a pista/arquibancada traseira), som alto (pelo menos na Pista Premium) e claro, os  fãs.

Mesmo com os desfalques dos inigualáveis Richie Sambora (guitarrista e vocal) e Tico Torres (baterista - saiba mais aqui), a banda conseguiu agradar com boas performances, especialmente do vocalista Jon e do tecladista David Bryan, além de ótimas canções. A apresentação mostrou-se melhor do que a feita no Rock in Rio.

Mais à vontade no palco e sendo totalmente o centro das atenções, o vocalista comandou o público de forma incisiva. Com todos os problemas era claro que ele tentava fazer com que o show fosse um sucesso. O grupo com Phil X (guitarra) e Rich Scannella (bateria) segurou bem, mas a falta das figuras de Richie e Tico, citado com carinho por Jon no Rio e em SP, fez com que a apresentação se tornasse quase uma solo.

No setlist, o que mais agradou foram as excelentes “You Give Love a Bad Name”, “It’s My Life”, “Keep the Faith” (onde os músicos aparecem mais, quando Jon sai do palco), “Start Me Up” (cover do Rolling Stones), “Bad Medicine”, “Wanted Dead or Alive” (com o público iluminando o estádio com os celulares, a pedido do vocalista), “Livin’ on a Prayer” (tocada com trecho acústico e depois com a banda) e “Oh, Pretty Woman” (cover de Roy Orbison). A explosiva”Born to Be My Baby” (álbum New Jersey - 1988), encerrou o show após um pouco mais de 2 horas. Dava-se a impressão que teriam mais músicas, porém a forte chuva impediu.

Não teve “Bed Of Roses”, “These Days”, ”Always” e outras. Tão pouco beijo do vocalista galã em uma fã, como aconteceu no Rock in Rio. O que se viu foi uma banda remendada, porém viva, dando voz aos sucessos do grupo que conhecemos.

Setlists

Nickelback

1 – Animals
2 – Something in Your Mouth
3 – Photograph
4 – Far Away
5 – When We Stand Together
6 – Savin’ Me
7 – Too Bad
8 – Someday
9 – Rockstar
10 – Figured You Out
11 – How You Remind Me

Bon Jovi

1 – That’s What the Water Made Me
2 – You Give Love a Bad Name
3 – Raise Your Hands
4 – Runaway
5 – Lost Highway
6 – Whole Lot of Leavin’
7 – It’s My Life
8 – Because We Can
9 – What About Now
10 – We Got It Goin’ On
11 – Keep the Faith
12 – (You Want to) Make a Memory
13 – Captain Crash & the Beauty Queen From Mars
14 – We Weren’t Born to Follow
15 – Who Says You Can’t Go Home
16 – I’ll Sleep When I’m Dead
17 – Start Me Up (The Rolling Stones cover)
18 – Bad Medicine
19 – Shout (The Isley Brothers cover)

Bis

20 – Wanted Dead or Alive
21 – Have a Nice Day
22 – Livin’ on a Prayer

Bis 2

23 – Oh, Pretty Woman (Roy Orbison cover)
24 – Born to Be My Baby

Organização externa

Não podíamos deixar de falar da dificuldade das pessoas, na área externa do evento. Como sempre e com o agravante da chuva, o público teve problemas principalmente na volta pra casa.

Além de andar em ruas escuras, quem optou pelo metrô tinha só uma estação muito longe do Morumbi, que tem horário restrito de funcionamento. Já quem quis pegar um táxi, encontrou a maioria dos motoristas mal humorados e que só fazem corridas convenientes. A fiscalização é quase inexistente, e sem planejamento voltar de um show pode ser uma aventura muito desagradável.

Fotos e Vídeos

O Reduto também fez a cobertura das apresentações em tempo real, postando fotos e pequenos vídeos; veja aqui!

Por: Diego Centurione
Fotos: Stephan Solon/XYZ Live
Setlists: SLFM 

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5 Comments

  1. Aline disse:

    Sem contar a desorganização na entrada. NINGUÉM sabia informar onde era o fim da fila pros portões 2 e 4 (pista), demos uma volta inteira pelo Morumbi e qd cansamos, tivemos a sorte de encontrar uma brecha, entrar e ser o portão certo. E ainda tivemos que ouvir de um cara q deveria estar lá ajudando, ao menos era o q estava escrito na camiseta dele, às 17h: OS PORTÕES ABRIRAM AS 15H, VCS NÃO DEVERIAM TER CHEGADO ATRASADOS. Oi??? O primeiro show começou 18h30, não estavamos atrasados. Lamentável..

  2. Sabrina disse:

    Jon Bon Jovi supre qualquer ausência, sempre o vemos inteiro no palco dando o seu melhor, propiciando assim um verdadeiro espetáculo para seus fãs. Jon sempre comandará o show no Bon Jovi. Ele é um verdadeiro profissional, contorna situações que parecem impossíveis de serem solucionadas de forma rápida e eficaz. Esta banda não estaria onde está sem ele. Os fãs que o criticam deveriam tentar se colocar em seu lugar para entender melhor o que vem passando nos últimos meses. Só ele sabe o quão difícil é seguir em turnê tendo que superar tantos obstáculos durante o percurso. A chuva tinha que chegar na hora errada? Não podia ter esperado um pouco mais São Pedro? Uma palavra que definiria bem o que senti ao final dessa experiência única: intensidade.

  3. Cassio Amorim disse:

    Show fraco, esperava muito mais, ainda que saiba dos problemas da banda e da afinação dele. O repertório foi muito fraco, valorizou muito um cd de baixa relevância na carreira (Lost Highway).

    Mas o ponto principal negativo da experiência, foram os taxistas. Negando serviços, cobrando taxas absurdas, sem fiscaização nenhuma. Exploradores, maus profissionais, agindo de má fé, querendo corridas cômodas, pegando caminhos propositadamente errados pra justificar a cobrança de 200 reais. Paguei 100 pra ir até o shopping morumbi – só não reclamei por conta da chuva e porque estávamos em 6.

    • Sabrina disse:

      Eu amo Lost Highway (e conheço muita gente que gosta também), portanto o set list estava perfeito para mim. Este disco talvez não tenha sido um grande sucesso em terras tupiniquins, mas conseguiu elevar a popularidade da banda nos Estados Unidos. Assim sendo, teve relevância em sua carreira.

  4. Renata Carvalho disse:

    Eu concordo com o que vcs escreveram, inclusive já havia comentado que o Jon parecia muito mais tranquilo no show de SP que no Rock in Rio…e também falei que no show eu tive a impressão de que se não fosse a chuva, eles teriam cantado mais músicas, talvez “Always”, “Bed of Roses”, mas a chuva atrapalhou bastante a saída do Morumbi…