Reduto de Bandas: Tess

janeiro 18th, 20130 Comments »Última Atualização: fevereiro 5, 2015

O processo natural para o surgimento de uma banda é: um grupo de músicos se une com objetivos em comum, começam a tocar e, quando tem um número considerável de composições, gravam um álbum, certo? Não para a porto-alegrense Tess, que acabou fazendo o caminho inverso. Após o término de sua antiga banda, Os Efervescentes, Daniel Tessler gravou um disco inteiro e, somente depois de pronto, foi em busca de músicos para formar a banda. Uniram-se a ele João Augusto Lopes (guitarra, voz e teclado), Saymond Roos (baixo e voz) e Rodrigo Fischmann (bateria e voz).

No mês passado, já com todos os seus integrantes, a Tess lançou seu primeiro clipe, da música “Sempre Junto”. Com uma proposta diferenciada, mas uma vez saindo do usual, o vídeo foi feito de maneira colaborativa, contando com imagens e gravações produzidas por quem se dispôs a contribuir.

Confira a entrevista do Daniel para o Reduto e conheça a banda Tess:

Reduto do Rock – Quando e como surgiu a banda? 

Daniel Tessler - A banda surgiu de uma forma pouco convencional. Foi quase por acaso! O disco já havia sido gravado, mas não existia banda. Foi quando eu comecei a procurar as pessoas. Tive o azar de não ter banda para gravar o disco. Foi um momento de transformação: Os Efervescentes haviam terminado e tudo se encaminhava para uma longa pausa. Resolvi gravar para “não ficar parado”. Durante as gravações percebi que precisava de uma banda e tinha a clareza de que não era um trabalho solo. Sempre quis uma banda, grupo, algo sólido. Convidei o Jojo (João Augusto) para tocar. Ele aceitou. Fizemos uma música que acabou entrando no disco. Depois, recebi uma indicação de baixista. Indicaram o Saymond! E eu pensei: “poxa, como não tinha pensado nele antes?!”. Ele é um baita guitarrista, mas topou tocar baixo. O Rodrigo eu já conhecia desde o colégio. Tivemos banda juntos naquela época, já tocamos juntos por muito tempo. A primeira banda dele foi comigo. Então, tinha que ser ele. No fim das contas, esse foi o começo da banda.

RR – Qual o significado do nome da banda?

DT - Bom… O nome… Isso foi um problema. Quando a banda estava pronta, formada, começando a ensaiar o disco, surgiu essa questão. Eu fiz uma lista de nomes, todos muito bons, alguns sem nenhum significado, outros com algum significado. Ninguém gostou de nenhum. Foi então que um dos produtores do disco sugeriu TESS e ainda disse: “nada mais justo que isso!”.
E eu pensei: “poxa, que merda. vai parecer que é uma banda solo”. O resto da banda gostou, achou um bom nome. Fui o único que não gostou.
Fui voto vencido! Então é isso. Existe uma personagem de um romance inglês de 1891, do Thomas Hardy, chamada Tess. É uma história de amor, que foi adaptada para o cinema pelo Polanski. Fora isso, é a metade do meu sobrenome.

RR – Quais são as influências musicais de vocês? 

DT - Poxa vida… Tem tanta coisa que a gente escuta! Obviamente, não tem como fugir daquilo que nos formou como músicos, que a gente “estudou” quando começou a querer tocar. Falo isso por todos: Beatles, Stones, Beach Boys. Todo aquele pessoal que começou esse negócio chamado “ROCK”.
Fora isso, tem coisas de outros gêneros. Gostamos muito de música brasileira, samba, choro etc. Bandas de rock atuais também. É muita coisa…
Eu tenho escutado muito Tame Impala, James Brown e The Black Keys. Ou seja, não existe só uma linha musical que nos influencia. Música negra sempre foi uma coisa que eu curti MUITO. Motown, funk, soul etc. Enfim…

RR – Qual a inspiração na hora de compor? 

DT - Depende muito do momento. O processo criativo é, além de um exercício de repetição, muito influenciável pelas vivências do momento. Às vezes saem coisas do cotidiano, coisas que inspiram por serem “comuns”. Outras são dos sentimentos, que inspiram justamente por mexerem com as emoções, algo “intraduzível”, que acaba virando uma música com um bom feeling, ou um desabafo.

RR – Beatles ou Rolling Stones? Por quê? 

DT - Isso não se faz!! (tóin!) Pergunta difícil. Automaticamente eu pensei “Teu pai ou tua mãe?”. Difícil responder essa pergunta. Eu sou MUITO fã dos Beatles e MUITO fã dos Stones… Não são bandas, são entidades. O que me transformou musicalmente foram os Beatles, não posso negar. Mas não poderia simplesmente escolher assim um ou outro. Quando penso onde quero chegar, sempre penso nos Beatles. Mas quando vi o show dos Stones eu pensei: “puts, é isso!”. Entende?

Tess na internet

Site: www.tessoficial.com.br
Facebook: facebook.com/tessoficial
Twitter: @tessoficial
YouTube: youtube.com/tessoficial
SoundCloud: soundcloud.com/tess-oficial

Vídeo

Por: Lisiane de Assis e Diego Centurione
Foto: Ricardo Lage

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