Led Zeppelin na capa da Rolling Stone Brasil; revista traz entrevista com Jimmy Page

janeiro 12th, 20130 Comments »Última Atualização: janeiro 12, 2013

Dizem os mais experientes que, no jornalismo, quando vemos uma publicação atemporal em nossa frente nós sabemos, simplesmente sentimos. Pois bem, a primeira Rolling Stone Brasil de 2013 se enquadra perfeitamente neste termo. Especialmente modelada na cor preta, o número traz uma entrevista especial com o também atemporal Jimmy Page. Durante a conversa, assim como sugere a capa, o guitarrista conta tudo sobre o Led Zeppelin, desde brigas, shows, até bastidores de histórias clássicas, como a envolvendo uma moça, um peixe e um hotel “de quinta” em Seattle, na beirada dos anos 1970.

Com um certo acanhamento, que já lhe é característico, Page, que recentemente completou 69 anos, se delicia com as lembranças do passado, sem nunca esquecer daquilo que realmente levou o Zeppelin ao top 5 do hard rock em todos os tempos: a música. “Alguém estaria interessado em toda a lama se a música não existisse?” diz o músico, que completa: “não haveria história sem o trabalho que dedicamos às músicas, sem os shows. Sem isso, ninguém iria se incomodar com as outras coisas”.

Em um dos momentos mais esperados da matéria, David Fricke consegue arrancar de Page algumas das razões pela qual, após o épico show de O2 em 2007, agora batizado de Celebration Day, o Led Zeppelin não seguiu em turnê: “Achávamos que iríamos continuar, que haveria mais shows em um futuro não muito distante. Foi muito trabalho colocado em um único show. Eu sei que Jason, que estava tocando com o Foreigner, já não estava mais com eles. Mas Robert estava ocupado, trabalhando com Alison Krauss”, disse. E finaliza: “Nós estávamos nos conectando bem. O problema é que nenhum de nós cantava. Então, nos concentramos em nossas forças. Apresentamos um material bom de verdade. Talvez devêssemos ter levado esse material direto para o estúdio”.

Page segue por aí, comandando toda e qualquer promoção envolvendo a marca Led Zeppelin, incluindo as edições de luxos dos álbuns originais, que, se tudo der certo, devem ser lançadas ainda em 2013. Quanto ao trabalho solo, nenhuma promessa. Como ele mesmo gosta de definir: “Ainda toco guitarra. Só que ninguém me vê tocando. Essa é a essência da coisa”. Para os fãs de Led Zeppelin, hard rock, rock’n'roll, ou simplesmente música, vale a pena adquirir o número e guardar com carinho na prateleira. Não só pela revista, mas principalmente pelo fato de estar conhecendo, através das palavras de um dos nomes mais sagrados desse universo roqueiro, as mais bizarras e famosas histórias da banda mais intensa, confusa e poderosa da década de 70.

Por: João Victor Vieira
Edição: Diego Centurione
Fonte: RSB

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