Kiss faz espetáculo em Porto Alegre

novembro 15th, 20120 Comments »Última Atualização: novembro 29, 2012

Já ouviu falar em “final apoteótico”? Então imagine um show inteiro guiado por essa característica. Assim se resume o que Porto Alegre presenciou nesta quarta-feira (14), no primeiro show da Monster Tour pelo Brasil. O Kiss nasceu mesmo para fazer espetáculo, no sentido mais amplo da palavra.

Pontualmente, às 21h00, horário marcado para o início do show principal, Rosa Tattooada sobe ao palco para abrir a noite. Era o aviso de que vinha atraso pela frente. Mas a banda conseguiu contentar as cerca de 10 mil pessoas que lotavam o Ginásio Gigantinho, fazendo um legítimo show de rock e levantando o público, que cantou junto a clássica “O inferno vai ter que esperar”.

Ao término da apresentação de abertura, uma considerável estrutura começa a ser montada. Um problema com a logística do equipamento vindo do show do Paraguai, que não chegou no tempo previsto, ocasionou um atraso de duas horas e meia. Apesar dos avisos da produção sobre o imprevisto, o fãs já estavam impacientes.

Quando, faltando poucos minutos para as 23h30, as “cortinas” se abriram e uma plataforma desceu até o palco com as lendas da maquiagem tocando “Detroit rock city”, muitas chamas que traziam calor até o público e fogos que davam cor e ainda mais barulho ao espetáculo; ficou clara a importância de toda aquela estrutura que foi armada. E todos aqueles efeitos encheram olhos e ouvidos dos fãs durante a uma hora e meia que se seguiu.

Três faixas de Monster, álbum lançado em outubro deste ano, foram apresentadas – e acompanhadas por boa parte do público –, mostrando que a banda continua com a pegada de suas melhores épocas. Além dessas, muitos clássicos comandaram a vibração do público, como “I love it loud” e “Love gun”.

Como era de se esperar, o Kiss reuniu fãs de diferentes idades e vários homenagearam suas maquiagens. Muito agradável com o público, distribuíram inúmeras palhetas durante toda a apresentação, como forma de recompensar o carinho recebido. Mesmo não se arriscando no português, o guitarrista e vocalista, Paul Stanley, conversou bastante com o público e deu até uma “reboladinha” para as meninas. A casa dos 60, em que se encontram seus fundadores, passa despercebida diante de tanta energia. Tem como o público perder o fôlego, mesmo com o atraso grande, perante a tamanha vitalidade? Certamente, não.

O final não poderia ser diferente, o hino “Rock and Roll All Nite” fechou a noite com ainda mais fogos e faíscas por todos os lados e talvez a maior chuva de papel picado já vista. O Kiss fez espetáculo!

Setlist

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Fotos

Veja imagens da apresentação:

Álbum no flickr neste link.

Depoimento

“Embora eu não seja uma fã devota do Kiss, confesso que era um sonho da minha pré-adolescência presenciar um show da banda. Desde que eles estiveram em Porto Alegre pela última vez, em 1999, meus olhinhos de 12 anos brilhavam ao imaginar a possibilidade de ver de perto uma bateria que fica suspensa, guitarras que lançam fogos, um caricato integrante que cospe sangue (Gene Simmons na foto que abre a matéria) e outro que quebra a própria guitarra. Foram 13 anos de espera para ouvir “You wanted the best and you got the best, the hottest band in the world… Kiss!”. E valeu muito a pena a espera (mesmo acrescida das inesperadas duas horas e meia).”

Texto e depoimento: Lisiane de Assis
Edição: Diego Centurione
Fotos (14/11/12): Edu Defferrari

Agradecimentos à Débora Tessler

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