Slash, o lendário guitarrista do Guns N’ Roses, e Edguy tocam seus sucessos em São Paulo

novembro 7th, 20121 Comment »Última Atualização: novembro 7, 2012

Por volta das 18h00, quando os portões do Espaço das Américas (São Paulo) foram abertos, a fila, com na sua maioria metaleiros típicos, já dava a volta no quarteirão. Ao entrar na casa já não era possível chegar perto das grades, tanto da pista comum quanto da premium. Apesar de ser uma terça-feira (06/11), as pessoas pareciam ter corrido de seus compromissos para garantir um bom lugar para assistir a lenda da guitarra e da cartola, o ex-Guns N’ Roses, Slash.

O show é o terceiro da turnê brasileira – antes tocaram no Rio de Janeiro e em Brasília e ainda seguem para Curitiba e Porto Alegre – e o único que teve ingressos esgotados, até o momento.

Quando a ansiedade começou a incomodar a todos, poucos minutos antes das 20h00, a banda alemã de metal melódico Edguy subiu ao palco, e durante 1 hora fez um show que preencheu muito bem o espaço e fez a maior parte do público nem se dar conta de que não eram a atração principal. Liderada pelo vocalista Tobias Sammet, o Edguy foi a banda convidada para abertura do show do Slash em SP.

Já conhecidos do público brasileiro, cantaram sucessos de sua carreira como “Lavatory Love Machine”, “Tears of a Mandrake”, a balada “Save me”, “Superheroes” e “Vain Glory Opera”, muitas acompanhadas por fãs da banda que estavam ali para vê-los e vibravam a cada interação dos músicos, o que não era raro. A banda tem uma ligação tão forte com o Brasil que gravou em 2005, no Credicard Hall, o segundo DVD de sua carreira.

Deixaram o palco pedindo ao público que chamasse pela atração principal da noite com gritos de “C’mon Slash” e com a sensação de dever cumprido, pela primeira etapa da noite.

Após meia hora de intervalo e pontualmente as 21h30, Slash, o vocalista Myles Kennedy (do Alter Bridge) e a banda The Conspirators deram início a um show onde o saudosismo e uma verdadeira aula de guitarra imperaram.

A primeira música foi “Halo”, do álbum mais recente da banda Apocalyptic Love. Já era certo que seria um belo show ali, nos primeiros acordes e vocais; porém foi na faixa seguinte em que o Espaço das Américas veio abaixo: “Nightrain”, um dos hits do álbum de estréia do Guns N’ Roses, Apppettite for Destruction.

Ao mesmo tempo em que o saudosismo falava alto, era inevitável não começar ali as comparações com a apresentação de Slash e a atual banda que compõe o Guns N’ Roses. O vocal de Myles é a coisa mais digna que poderia ser feita para levar em frente um show em que os momentos altos seriam as músicas de uma das bandas mais emblemáticas dos anos 90, grupo que ficou conhecido pelos solos impecáveis de Slash mas também pela voz marcante de Axl Rose. Falamos isto pois Myles tem uma voz maravilhosa, um timbre que por ora lembra o de Axl e um alcance vocal que faz garantir as notas mais difíceis, mas tem também uma segurança extrema de ser ele mesmo, de cantar com seu estilo próprio e de em momento algum tentar fazer as vezes de Axl. Arriscamos dizer que é isso que faz ser jogo ganho com os fãs mais fervorosos do Guns N’ Roses clássico.

O que já não acontece em alguns momentos quando o baixista Todd Kerns assume os vocais, em “Welcome to the jungle” e “You’re Crazy”, e demonstra faltar um pouco da personalidade necessária.

Velvet Revolver e Slash Snakepit, as duas bandas anteriores do guitarrista, também tiveram espaço no show com “Slither”, e “Just like Anything”. Mas sem dúvida foi com “Roquet Queen” e “Sweet Child o”mine” que o público mais vibrou.

Slash é a mesma figura que estamos acostumados a ver com o Guns ou em qualquer outra apresentação das bandas que passou e artistas que tocou. Um enigmático guitarrista empunhando uma Les Paul praticamente escondido embaixo de todo aquele cabelo e de sua indefectível cartola preta. As poses, caretas e agilidade com os dedos no braço da guitarra continuam exatamente os mesmos, apesar de seus 47 anos. Quieto na maior parte do tempo, deixou Myles comandar o show da maneira que geralmente é, onde os vocalistas lideram a apresentação. Só falou duas vezes no microfone, a primeira para apresentar o vocal e a segunda para agradecer ao público.

Se é que existe alguém que não conhece Slash, este desavisado poderia achar que se tratava de uma banda com um grande guitarrista e não que aquele cara introspectivo era o foco de todo aquele público.

O show acabou no bis com “Paradise City” e uma chuva de papel picado sobre a plateia. Exatamente da mesma maneira que os shows do Guns N’ Roses terminaram aqui no Brasil nas últimas passagens da banda. E aí a vontade de ver os integrantes da lendário grupo dos anos 90 juntos naquele palco só aumentou, apesar de Slash ter deixado bem claro que está trilhando seu novo caminho de maneira impecável.

Fotos

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Setlists

Edguy:

1 – Nobody’s Hero
2 – Tears of a Mandrake
3 – Lavatory Love Machine
4 – Ministry of Saints
5 – Robin Hood
6 – Vain Glory Opera
7 – Save Me
8 – Superheroes
9 – King of Fools

Slash:

1 – Halo
2 – Nightrain (Guns N’ Roses)
3 – Ghost
4 – Standing in the Sun
5 – Back From Cali
6 – Just Like Anything (Slash’s Snakepit)
7 – Civil War (Guns N’ Roses)
8 – Rocket Queen (Guns N’ Roses)
9 – Shots Fired
10 – Far and Away
11 – Doctor Alibi (Todd Kerns nos vocais)
12 – You’re Crazy (Guns N’ Roses – Todd Kerns nos vocais)
13 – No More Heroes
14 – Starlight
15 – Blues Jam
16 – Anastasia
17 – You’re a Lie
18 – Sweet Child O’ Mine (Guns N’ Roses)
19 – Slither (Velvet Revolver)

Bis
20 – Welcome to the Jungle (Guns N’ Roses – Todd Kerns nos vocais)
21 – Paradise City (Guns N’ Roses)

Por: Roberta Lopes
Edição: Diego Centurione
Fotos: Renan Facciolo

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1 Comment

  1. Valéria disse:

    Showzaço do caralho…