Planeta Terra 2012: saiba como foi o festival que teve Garbage e Kings Of Leon

outubro 21st, 20120 Comments »Última Atualização: outubro 21, 2012

Com cerca de 30 mil pessoas, o Planeta Terra Festival estreou neste sábado (20) em sua nova casa, o Jockey Club de São Paulo, em grande estilo. Foram 13 shows em dois palcos, apresentações de DJs, ações de marketing e até alguns “brinquedos” como a parede de escalada e a tirolesa, provavelmente para suprir a saudade do público do evento, que estava acostumado com o Playcenter.

O Planeta Terra surgiu em 2007, teve duas edições na Villa dos Galpões, e depois migrou para o parque de diversões Playcenter, onde era feito até o ano passado, quando teve que se despedir da sede tão bem aceita pelo público, após o fechamento do espaço. E era essa uma das grandes expectativas da edição de ontem. Felizmente o festival conseguiu manter sua qualidade no novo espaço e apresentou uma estrutura muito bem feita, pontualidade, organização impecável e segurança ao público.

Outro porém do evento deste ano, foi o cancelamento em cima da hora da apresentação da banda inglesa Kasabian. O guitarrista Sergio Pizzorno está com um problema de saúde que o impediu de vir para o Brasil e também fez a banda cancelar as apresentações no Chile e na Argentina. A organização do Terra divulgou a baixa apenas na sexta-feira (19), o que deixou muitos fãs inconsoláveis e provavelmente fez muitos desistirem de ir ao festival, que por sua vez irá ressarcir os que se sentiram lesados a partir do dia 25 de outubro (informações aqui).

Talvez por isso, principalmente no início do festival, o Jockey parecia bem vazio. Aos poucos as pessoas foram chegando e deixando os palcos bem cheios mas em uma quantidade segura, daquelas que não era vazio demais a ponto das bandas desanimarem e nem cheio demais a ponto de impedir que o público se mexesse. Vale dizer também que os palcos eram altos o suficiente pra que todos conseguissem assistir aos shows, que ainda contava com a transmissão em telões de alta qualidade.

As opções de alimentação deste ano também cresceram, inclusive com opções para os vegetarianos, acabando com o quase monopólio da linha Hot Pocket das edições anteriores. Arquibancadas e estações para carregar celulares de todas as marcas, também foram dispostas para o público.

Até o clima conspirou para ser um belo dia. Ao chegar no festival muitos foram obrigados a vestir capas de chuva, após serem acometidos por uma forte garoa insistente, porém por volta das 16h00 o céu já começou a ficar limpo e permitir que todos aproveitassem o Planeta Terra 2012 escolhendo os shows que mais agradassem. E a escolha aqui do Reduto você confere em seguida.

Best Coast

A segunda banda a se apresentar no Main Stage, pontualmente às 16h40.

O Best Coast é da California, formada em 2009 e liderada pela simpática vocalista Bethany Cosentino. Com dois ábuns gravados, o trio (Bobb Bruno e Ali Koehler completam a banda) já mostra no palco uma segurança e familiaridade impressionantes. É uma apresentação leve, totalmente propícia para início de uma maratona de shows.

A primeira canção do set foi “When The Sun Don’t Shine”, que parecia fazer alusão a garoa insistente que caia sobre o Jockey, porém 3 ou 4 músicas depois o sol apareceu no horizonte fazendo o dia ficar ainda mais bonito e fazendo Bethany comentar o clima inconstante de São Paulo “está tão quente agora e há pouco estava tão frio!”.

Entre o setlist os destaques foram “Goddbye”, “Last Year”, “The Only Place” e “Boyfriend” que fechou a apresentação da banda.

The Maccabees

Às 17h45, no Indie Stage, os britânicos do The Maccabees iniciaram sua primeira apresentação em terras brasileiras. Simpáticos e sempre interagindo com o público, a banda logo ganhou a platéia com o carisma e a força de suas músicas dançantes.

Orlando Weeks, o vocalista, arriscou falar em português diversas vezes entre as músicas, agradecendo sempre a recepção e ressaltando o quanto estavam felizes em tocar no Brasil. Em dado momento, inclusive se desculpou pelo sotaque carregado, talvez sem saber o quanto isto atrai ainda mais o público.

No set figuraram “Love you Better”, “X-ray”, “Pelican”, “First Love”, “Child” e “No Kind Words”, entre outras músicas de seus três álbuns lançados.

Mais tarde, a banda assitia ao show do Kings Of Leon e atendia alguns fãs que estavam perto das grades de segurança.

Garbage

Um dos shows mais esperados pelo público, o Garbage da ruiva Shirley Manson foi a penúltima atração do Main Stage.

Com o cancelamento do Kasabian, a banda ganhou alguns minutos a mais de show e sem dúvida alguma, os usou muito bem. A mistura de rock e música eletrônica, tão característica da banda que faz parte da memória de todos durante os anos 90, garantiu uma apresentação impecável, ovacionada por fãs fiéis que estavam por toda a parte e também daqueles que só conheciam os hits.

Foram os hits, inclusive, os responsáveis pelos momentos mais emocionantes do show. “Stupid Girl”, “Cherry Lips”, “Push it” causaram uma verdadeira catarse em todos os presentes que vibravam a cada nota entoada pela quase andrógina Shirley Manson, que toda de preto foi deixando a pose por vezes intimidadora ao longo da apresentação e brindando ao público com sorrisos, agradecimentos e até mesmo um conselho para que todos que gostam de música montem uma banda.

“Control”, “# 1 Crush” e “Why do you love me”, também figuraram no setlist da banda. O show foi fechado com “Only happy when it rains”, porém o clima continuou firme e a chuva não atingiu mais o Jockey Club, para a felicidade de todos.

Setlist:

Kings Of Leon

Poucos minutos depois das 22h00, os primeiros acordes de “Molly’s Chambers” ecoaram no palco principal do Planeta Terra; o público pulava no ritmo e cantava cada palavra junto com Caleb Followill. Era a deixa pra mostrar o grande show que estava por vir.

É a terceira passagem do Kings Of Leon no Brasil (a primeira foi em 2005 no finado Tim Festival, e a segunda no SWU realizado em 2010) e a recepção do público continua calorosa. Talvez até mais do que na apresentação anterior, e o mesmo era notado no palco. Os Followill estavam felizes, empolgados e gratos pela apresentação. Caleb repetiu seguidas vezes o quanto estavam se divertindo e chegou a pedir desculpas por sua voz, já que estava em turnê há muito tempo. No entanto, pareceu um pedido infundado, ele só parecia poupar a voz quando falava, já durante as músicas segurava cada nota muito bem.

“Taper Jean Girl”, “Crawl”, “Be Somebody”, “Closer”, “Pyro” e “Sex on Fire” foram algumas das canções executadas pela banda com muita vontade e competência. Destaque para o peso do baixo de Jared Followill que chama atenção em grande parte das canções.

No bis, o KOL ainda tocou “Manhattan”, a esperada e catártica “Use Somebody” e “Black Thumbnail”. Com cerca de 1 hora e 20 minutos de show, a banda deixou ao palco agradecendo ao público, distribuindo baquetas e palhetas e com sorrisos nos rostos. Sem dúvida, foi uma bela maneira de encerrar as apresentações do palco principal do Planeta Terra de 2012.

E que voltem ao Brasil para muitas outras apresentações, o público agradece.

Setlist:

Por: Roberta Lopes
Edição: Diego Centurione
Fotos: Terra

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