Entrevista: Marcelo Gross, da Cachorro Grande, conta detalhes de seu projeto solo

março 25th, 20123 Comments »Última Atualização: março 2, 2013

De uma constante necessidade de compor e tocar surge GROSS – assim mesmo em letras maiúsculas – o projeto solo do guitarrista da Cachorro Grande. Marcelo Gross aproveita os intervalos entre os shows da banda pra gravar as faixas de seu primeiro álbum solo, ao lado de Clayton Martin (bateria) e Fernando Papassoni (baixo).

O disco deve sair no começo do segundo semestre pela Trama com o título Use O Assento Para Flutuar; depois o plano é cair na estrada.

Na noite da última sexta (23), em clima intimista no bar Astronete (São Paulo), aconteceu o primeiro show da banda. Uma apresentação feita basicamente para amigos, uma espécie de teste para as novas músicas e para a dinâmica dos músicos no palco. Um legítimo show de rock, com peso nas melodias e letras muito bem articuladas; uma estreia que dá presságios de um futuro promissor.

Confira abaixo, o que esperar do primeiro álbum de GROSS, em entrevista exclusiva de Marcelo Gross para o Reduto do Rock.

Reduto do Rock – Em primeiro lugar, fale um pouco de onde veio essa ideia/vontade de gravar um disco solo?

Marcelo Gross - A ideia de gravar esse disco veio das canções que estão ali guardadas me pedindo “por favor, me grave,me toque!” e o que mais gosto de fazer é compor e tocar então, eu também tô me divertindo muito fazendo a parada.

RR – Você está em fase de gravação certo? O disco tem previsão de lançamento?

MG - Sim, estamos bem no meio do processo. Vai mais um tempo de gravação ainda e lança logo que ficar pronto, provavelmente no segundo semestre. Sai pela Trama, estamos gravando na casa do Clayton, o baterista, num esquema bem das antigas: com a banda tocando ao vivo, sem metrônomo com tudo valendo e vazando, o que dá um “Rock” a mais na coisa toda. Depois vamos mixar nos estúdios da Trama.

RR – Como foi feita a escolha dos músicos que tocam com você?

MG - O Clayton eu conheço há muitos anos. A primeira vez que vim pra São Paulo, em 1997, fiquei na casa dele na Moóca. Sempre o admirei muito como pessoa e como músico, e eu tenho vontade de tocar com ele há muito tempo. Como disse antes, estamos gravando no estúdio na casa dele e ele vai dividir a produção do disco comigo. O Fernando eu conheci há um ano nas andanças pela Augusta, ele tava sempre lá, tomando uns drinks e fazendo nada. Ficamos amigos e quando tive a idéia de fazer o projeto quis incluir ele pela amizade, depois é que eu fui ver que ele é um puta baixista.

RR – O que você faz no disco; vocal e guitarra? Algum outro instrumento?

MG - Sim, vocal, guitarra e kudum. Vai ter uma acústica que eu toco bandolim e Dobro, e vou fazer algum detalhe de teclado também em outra.

RR – Sobre as músicas, são todas composições suas? Foram compostas especialmente para o disco ou ao longo da sua carreira? São todas inéditas ou rola algum cover?

MG - Sim são própias, algumas são antigas e outras mais recentes, todas inéditas. Cover talvez no show… um Raul…

RR – E as influências? Além de Beatles, Who, Oasis… você destacaria algum frontman que te inspira?

MG - O Paul Weller é uma grande influência nesse disco e também a fase anos 70 do Arnaldo Baptista.

RR – A música mais recente em que você assume os vocais na Cachorro Grande “Corda Bamba” já pode ser considerada uma prévia do seu disco? Perguntamos porque “Dia Perfeito” e “O Que Você Tem” possuem uma levada bem típica das músicas da Cachorro, já “Corda Bamba” parece uma coisa mais individual.

MG - Não, “Corda Bamba” não tem muito a ver com o que eu tô fazendo. Ela entrou no repertório da Cachorro justamente por ser diferente, porque a gente adora botar coisas diferentes das coisas que a gente já fez nos discos da banda.

RR – E como a banda recebeu a ideia do álbum solo?

MG - Os guris estão de boa, eles sabem que eu tenho vontade de fazer isso há algum tempo e que tocar é a única coisa que eu sei fazer da vida, então tá tudo certo.

RR – Uma pergunta inevitável: o disco solo é apenas um projeto paralelo a Cachorro Grande ou você pretende deixar a banda?

MG - É apenas um projeto paralelo. Não tenho a intenção de deixar a Cachorro Grande, tenho muito orgulho do que conquistamos e fizemos nesses quase quinze anos juntos. A banda continua sendo a minha razão de viver, mas como a única coisa que sei fazer e gosto de fazer é tocar então não tem porque não diversificar, já que tenho várias canções paradas.

RR – Pra finalizar, em poucas palavras, o que a gente pode esperar do primeiro álbum solo de Marcelo Gross?

MG - Um disco de Rock honesto, sem frescuras, direto ao ponto.

Por: Roberta Lopes (Colaboradora Reduto do Rock)
Edição: Diego Centurione

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