Especial Pearl Jam no Brasil: textos, fotos, depoimentos, vídeos e mais

novembro 12th, 20112 Comments »Última Atualização: abril 18, 2012

Após seis anos de longa espera e alguns rumores da volta do Pearl Jam ao Brasil, em julho deste ano a produtora Time for Fun anunciou as datas das apresentações da turnê comemorativa de vinte anos da banda para o mês de novembro.

São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Porto Alegre são as cidades que foram agraciadas com a turnê Pearl Jam Twenty e tiveram a honra de ver e ouvir Eddie Vedder (vocal e guitarra – na foto), Jeff Ament (baixo),  Stone Gossard (guitarra) e Mike McCready (guitarra) e Matt Cameron (bateria) de perto.

A empolgação e a procura do público foi tanta, que precisou ser aberta uma data extra em São Paulo após os ingressos terem esgotados rapidamente.

A banda de abertura escolhida para a turnê na América Latina foi The X. O grupo norte-americano de punk rock, formado em 1977 em Los Angeles, Califórnia, é liderado por John Doe (nome verdadeiro: John Duchac) e sua ex-esposa Exene Cervenka.

Mesmo sendo desconhecida dos brasileiros, a banda foi ótima em suas apresentações e teve respeito do público em todos os shows por aqui.

O Pearl Jam conseguiu sair do Brasil com o dever cumprido – mais que cumprido por sinal. Satisfação e depoimentos dos fãs comprovam isso. Nem o tempo, calor ou frio, foram capazes de tirar a animação tanto da banda quanto do público.

Acompanhe como foi cada show. Veja textos, setlists, fotos, depoimentos de fãs e vídeos:

Show de quinta feira, 03/11/11, no Estádio do Morumbi (São Paulo)

Por Diego Centurione e Malú Botelho (Colaboradora Reduto do Rock)

A apresentação extra, que acabou acontecendo antes da primeira data confirmada, foi marcada pela homenagem ao ex-guitarrista dos Ramones, Johnny Ramone, nas músicas “Release”, “Come Black” e  “I Believe in Miracles”.

Nem o frio paulista foi capaz de tirar a simpatia dos integrantes da banda, que mesmo com o estádio com arquibancadas parcialmente vazias, presentearam os fãs com vários hits.

“Rockin’ In The Free World” (cover de Neil Young) encerrou a noite após um pouco mais de duas horas de show.

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Depoimento de fã (deixe o seu também no fim do post)

“Inesquecível! Por ser meu primeiro grande show, por ser a banda que mais amo no mundo, por superar até as mais estranhas expectativas. Uma longa viagem, horas de ônibus, mais aeroportos, mil escalas… Saindo de Tocantins, uma terra onde só se ouve forró e chegar ao paraíso com mais de 50 mil pessoas com um gosto musical indiscutível, não tem preço. Faria essa romaria toda semana.

O ouvido direito ainda está meio surdo, por ter ficado na frente, se não do palco, ao menos embaixo da caixa de som. O joelho já está recuperado, mas as costas ainda sofrem, por ter ficado horas encostada na grade, no lado de fora na fila do estádio e depois sentada no alambrado que separava o palco da platéia.

Ouvir as melhores músicas da vida, se emocionar, conhecer pessoas legais e ter certeza de que isso nunca se apagará da memória”.

(Áurea Luz – Araguaína/TO)

Show de sexta-feia, 04/11/11, no Estádio do Morumbi (São Paulo)

Por Jenifer Souza, Jonny H. Tada e Malú de Arruda Botelho (Colaboradores Reduto do Rock)

Segundo as próprias palavras de Eddie Vedder, o show até agora com maior público de toda a turnê, 67 mil pessoas. Os fãs, que lotaram o Morumbi, mereciam um setlist mais longo, e tiveram: 30 músicas, incluindo “Baba O’Riley”, cover do The Who.

O som estava com problemas e nos intervalos de uma música e outra ouvia-se ruídos de interferência. Antes de “Last Kiss”, a banda precisou se reunir para fazer alguns acertos. Nada grave a ponto de comprometer a apresentação e a empolgação do público.

Nesta sexta o set contou também com “Jeremy”, sendo tocada pela primeira vez na turnê brasileira.

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Depoimentos de fãs

“Um show espetacular cheio de energia e vibração. Estar em um show como este é algo terapêutico, exorcizante, lava a alma e apaixona. Eddie maravilhoso, simpático e lindo. Simplesmente perfeito!” (Maria Helena Arruda Botelho – Santos/SP)

“Uma espera de seis anos para duas horas de lavar a alma e deixar aquela vontade de mais, quero mais Pearl Jam, sempre!” (Cibele Casemiro – São Paulo/SP)

“Grande show, os caras estão com uma energia muito boa, o Vedder cantando muito, em sua melhor fase e a banda muito experiente, fazendo tudo que tem que ser feito na hora certa. O som estava animal, aquele bumbo de batera batia forte junto com o meu coração. O repertório, lógico, que faltou “Daughter” e “Animal”, mas os caras já tinham tocado isso no show de quinta, e essa é a grande diferença do PJ, poder fazer vários repertórios não deixando assim seus shows iguais. Pra mim, os destaques foram “Betterman”, em que todo mundo cantou, “Black”, o cover do The Who e, claro, “Yellow Ledbetter” como saideira. A hora que ouvi esta música deu vontade de flutuar curtindo esse som”. (Raphael Gonçalves – Cachoeira Paulista/SP)

O show foi demais…
Muito mais do que eu esperava…
O Vedder está numa fase incrível!
A verdade é que pelos últimos shows que via pela internet e pelos DVDs, achava que eles estavam muito velhos e tal….. lentos na verdade…..
Mas ao vivo é outra historia…
Eles estão numa forma incrível….
Pirei em todas as músicas
Só fiquei bravo pq não tocou “Animal”!
Mas foi a unica coisa que não gostei…

(Thiago Pimentel – Cachoeira Paulista/SP)

Achei maravilhoso! A presença de palco deles é incrivel e o setlist também estava perfeito. Só faltou “Rearviewmirror” para mim na sexta… (Reinaldo Cubbels – São Paulo/SP)

“Suspeita pra falar alguma coisa, afinal o Pearl Jam é de longe minha banda predileta. Os dois shows daqui de Sampa da turnê atual foram tão ou mais inesquecíveis que em 2005. É uma sensação incrível ver de perto uma banda que você gosta demais,… dessa vez, de MUITO perto.

Se eu tenho como dizer o que teve de melhor? Olhar aqui em casa todos os dias a palheta do Eddie é uma coisa SURREAL… (foto abaixo)

Não discuto sobre ter ou não faltado alguma canção, sempre falta uma ou outra, até porque eu adoraria ouvir todas, todos os dias, por isso encaro cada show como um trabalho único e especial, por isso não podem ser iguais… e não são iguais.

Eddie, Mike, Jeff, Stone e Matt, agradeço cada música e cada segundo.

Fico arrepiada mesmo quando ouço no som, afinal a sensação do “estar lá” nunca mais vai se perder… OBRIGADA e voltem logo!”

(Malú Botelho – São Paulo/SP)

Show de domingo, 06/11/11, na Praça da Apoteose (Rio de Janeiro)

Por Jenifer Souza (Colaboradora Reduto do Rock)

Outro show com 30 músicas e homenagens à Johnny Ramone. Desta vez apareceu Pink Floyd na lista de covers da banda, com “Mother”, do álbumThe Wall.

“Olé”, música inédita recém lançada pelo grupo e que tem sido tocada em todos os shows da turnê Twenty, ficou de fora do setlist do Rio.

Enquanto a banda descansava entre um bis e outro, o público continuou cantando em coro. Para muitos, foi um dos pontos altos do show.

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Depoimento de fã

Seis anos depois de sua primeira passagem pelo Brasil, finalmente eu pude assistir ao show da minha banda favorita, na Praça da Apoteose.

Na plateia, um coro fervoroso com mais de 40 mil vozes de todos os tipos e idades. Setlist para ninguém colocar defeito.

“Unthought Known” (de Backspacer) abriu a noite e já tínhamos certeza de como seria o show.  ”Last Exit”, “Blood”, “Corduroy”… Ops… “Corduroy”!? Sim! A música que sempre quis ver e ouvir, ao vivo e… Consegui! (vídeo).

Em seguida, o “português” do Eddie que a todos emocionou : “Oi, galera! Eu lembro daqui muito bem. Nós estamos felizes por estarmos de volta”. Na sequência “Given to Fly”, “Even Flow”, “Daughter”, “Rearviewmirror”. Foi a hora em que comecei a me soltar e a “tirar o pé do chão”. É… rs

Pronto!  É aquela sensação de que o ingresso já estava pago. Daí os caras saem lá de dentro, após intervalo, e emendam a belíssima “Just Breath”. Brincadeira! Sem comentários. E nesta mesma hora, quando o Eddie começava a falar em Johnny Ramone, eu jurei que a próxima música seria “I Believe In Miracles”. Ele me enganou. Sabe o que ele fez comigo? Meteu essa aqui: (vídeo). Foi suficiente para me emocionar profundamente. Ah, não tem explicação. Momento Único! Aquele que vou guardar para sempre. ”Do the Evolution” e “Jeremy” só levantaram a galera ainda mais. E quando você pensa que nada mais vai te surpreender, eis que os caras me aparecem com a maior surpresa da noite, que foi o cover de “Mother”, do Pink Floyd (vídeo). Sim, nós cariocas fomos presenteados com este tesouro. Só me lembro do cara falando do meu lado: “Ah, não faz isso não!”.

“Better Man”, “Black”, “Alive”, “Indifference”, “Yellow Ledbetter”. O que mais eu poderia pedir? Sabe quando você é fã e sempre acha que faltou alguma coisa? Que nada. Fomos todos embora para casa felizes demais da conta e com a certeza de que o Pearl Jam ainda impressiona pela sua performance e musicalidade. Ao final de tudo, por pouco eu tirava uma foto com o Eddie Vedder. Quem estava comigo driblou todos os seguranças e a produção do show. Nos encontrávamos já atrás do palco e só não consegui realizar o grande sonho da minha vida porque a banda meteu o pé bem rápido. Enfim, sou uma privilegiada por presenciar uma façanha dessas. É algo que vou carregar para o resto de minha vida. PJ20, EU FUI !

(Luiza Nogueira – Rio de Janeiro/RJ)

Show de quarta-feira, 09/11/11, no Estádio Vila Campanema (Curitiba)

Por Bruna Fanchin (Colaboradora Reduto do Rock)

Muitas surpresas no show na capital paranaense, a começar pela participação do Eddie Vedder com a banda de abertura The X, em sua última canção “Devil Dog”.

Cerca de 27 mil pessoas foram surpreendidas  com o setlist mais longo até então entre shows brasileiros, 32 músicas. “In The Hilding”, “Red Mosquito”, “No Code” e “Arms Aloft” foram tocadas pela primeira vez nesta turnê pelo país.

“Olé” voltou a fazer parte do set, além de “Setting Forth”, música do trabalho solo do Eddie Vedder, que faz parte da trilha sonora do filme “Na Natureza Selvagem”, de Sean Pean.

Outro ponto marcante do show foi durante a música “Better Man”, que Eddie deixou o público cantar sozinho a primeira parte. Para acompanhar, bexigas vermelhas foram erguidas por algumas pessoas presentes na pista. Em “Yellow Ledbetter”, o público ergueu bexigas amarelas, dando fim a mais um dia de espetáculo.

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Depoimento da nossa colaboradora

“Em um certo momento, alguém atirou uma camiseta escrita “Thank you for come back” e o público teve a melhor resposta que podiam esperar da banda: ‘Thank you for having us back’. Com certeza, pela reação de todos, foi difícil acreditar que um ídolo como a banda Pearl Jam estava tão confortável e visivelmente feliz por estar ali se apresentando. Foi um show inexplicável, que vai ficar marcado por muito tempo”.

(Bruna Fanchin – Curitiba/PR)

Show de sexta-feira, 11/11/11, no Estádio Zequinha (Porto Alegre)

Por Lisiane de Assis (Colaboradora Reduto do Rock)

Depois de quatro shows inesquecíveis, a última apresentação da turnê Pearl Jam Twenty no Brasil não poderia terminar melhor. Porto Alegre conferiu um Pearl Jam esbanjando alegria e satisfação pela energia que receberam do público brasileiro, e pareciam querer retribuir a experiência.

Para começar, os gaúchos foram surpreendidos com a presença de Eddie Vedder no palco durante a última música da banda de abertura, The X, a exemplo do que aconteceu no show em Curitiba. E muitas outras surpresas viriam.

Entre uma música e outra, Vedder fez uma pausa para dizer que sua esposa, Jill McCormick, fazia aniversário neste 11/11/2011. Em um gesto de carinho, emocionado, disse estar com saudades da companheira e pediu que o público cantasse parabéns em sua homenagem. Abriu uma garrafa de champanhe, bebeu um gole e dividiu o restante com o público, pedindo que um segurança oferecesse a bebida aos fãs da primeira fila.

Perto do final do show, um sortudo de apenas 12 anos, Victor de Castro Medeiros (foto abaixo), foi chamado ao palco pelo vocalista. Vedder justificou dizendo que o jovem estava junto às grades desde o início e que ele queria deixá-lo mais confortável. Acompanhado da irmã e do cunhado, o pequeno fã viveu, provavelmente, um dos momentos mais felizes de sua vida, que ficará eternizado em sua memória, e que deixou as 20 mil pessoas que presenciavam aquele momento com vontade de estar no lugar dele. Além de assistir o restante do show do palco, ele foi chamado para se despedir do público, juntamente com a banda ao término da apresentação.

Porto Alegre viveu momentos emocionantes e, para se despedir do país, Eddie Vedder disse em alto – e nem tão bom – português, que o público brasileiro é o melhor do mundo.

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Depoimento de fã

“Gosto muito da musicalidade do Pearl Jam. Mescla com eficiência músicas com ritmos bem calmos e românticos para outras que se aproximam de um rock pesado, que fizeram com que Eddie enveredasse pista adentro, contagiado pela efusiva participação da platéia.

Foi um show que no final das contas agradou em cheio a imensa maioria do público que compareceu ao Estádio do Zequinha.. Saio agradecido por ter podido fazer parte da audiência deste show, com a certeza de indicá-lo a outros que ainda não puderam ter a oportunidade de assistir.

E na expectativa de que num período não tão longo possamos nos reencontar num próximo show”.

(Wolfgang Adolfo Fiedler – Gravataí/RS)

Turnê PJ20

A turnê do Pearl Jam continua pela Argentina, Chile, Peru, Costa Rica e México. A nós, fãs brasileiros, resta-nos matar as saudades ouvindo as músicas, vendo as fotos, os vídeos e aguardando o novo álbum prometido para 2012, e aí, quem sabe, uma nova turnê mundial.

Vídeos

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Edição: Jenifer Souza (Colaboradora Reduto do Rock) e Diego Centurione
Foto Eddie Vedder (03/11/11): por MRossi
Foto Victor de Castro Medeiros: por Priscila de Martini/Agencia RBS
Foto Pearl Jam  (04/11/11): por Jonny H. Tada para Reduto do Rock

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2 Comments

  1. Malú disse:

    Mto trabalho em equipe pra algo bacana ! Valeu gente =)

  2. Mayara Chrissante disse:

    o show foi lindo demais, to sem palavras até agora. Melhor show que eu ja fui em toda minha vida, foi muuito mais do que eu esperava, sem contar que vi o sorriso mais lindo do Eddie Vedder, adorei ver também o Mike McCready apontando pra gente,ah e ele ainda jogou uma palheta pra mim, e orra o cara toca guitarra pra cacete, ele humilha mesmo!
    show inesquecível, tudo perfeito, valeu muito a pena sair as 5 da manhã de casa pra ir pra fila porque fiquei em um dos melhores lugares. Agora só desejo que eu possa ver eles de novo, e que não demore seis anos. “come back” Pearl Jam.