Entrevista: Wander Wildner e suas andanças

março 27th, 20112 Comments »Última Atualização: março 2, 2013

Wander Wildner nasceu em Venâncio Aires/RS em 20 de setembro de 1959, mudou-se para Porto Alegre com quatro anos e ganhou notabilidade ao participar da banda Os Replicantes. A formação original tinha Wander no vocal, Cláudio Heinz na guitarra, Heron Heinz no baixo e Carlos Gerbase na bateria, e o som deles teve grande importância no punk rock gaúcho e nacional nos anos 80.

Depois de indas e vindas e duas turnês na Europa, Wander deixa Os Replicantes e inicia definitivamente sua carreira solo. Em 96, lançou o disco Baladas Sangrentas, produzido por Tom Capone. No repertório, músicas de outros compositores, como “Lugar do Caralho”, de Júpiter Maçã, versões, como “Garoto Solitário” (“Lonely Boy” dos Sex Pistols) e músicas próprias como “Bebendo Vinho”. Outros álbuns e muitos shows vieram e, em 2005, Wander participou do Acústico MTV: Bandas Gaúchas, que reuniu também Bidê ou Balde, Cachorro Grande e Ultramen.

Depois de cinco anos morando em São Paulo sem compor, ele havia pensado até em interromper a carreira, mas parece que precisava mesmo era de “nuevos aires”. Atualmente, divulga seu último trabalho, Caminando y Cantando, que surgiu meio que inesperadamente depois de alguns quilômetros de acordes e andanças por Buenos Aires, Montevidéu e Berlim. O nome do disco faz referência à canção “Caminhando e Cantando” do Geraldo Vandré, revelando o período atual de Wander, regado a experimentações, buscas e mochila nas costas.

Confira abaixo breve entrevista que fizemos com o punk brega.

RR – Quais suas maiores lembranças de Venâncio Aires?
WW – Sai de lá com quatro anos e voltei algumas vezes nas férias. Foi lá que aprendi a nadar na piscina do clube de leituras, lembro que tinha muitos sapos. Lembro também de meus primos no carnaval.

RR – Fale sobre a viagem que deu origem ao disco?
WW – Comecei a compor duas músicas andando pelas ruas de Buenos Aires e Montevidéu e terminei “As coisas mudam” quando cheguei em Berlim, foi lá que tive a idéia de fazer um álbum folk.

RR – O disco contou com algumas parcerias. Conte-nos a respeito.
WW – Fui pra Buenos Aires a convite de Arthur de Faria, que ia participar de alguns projetos lá, depois ele veio a ser meu parceiro em “Calles de Buenos Aires”. A música “Puertas y puertos” foi terminada pelo Santiago Guidotti, que conheci quando fui para lá.
Outras musicas foram presentes de amigos.

RR – Acredita que o mercado fonográfico e a arte em geral no Brasil estão sendo negativamente influenciados pelo capitalismo e pela falsa idéia de “sucesso”?
WW – Sim, isso é óbvio. Mas tô cagando, eles que se fodam.

RR – Qual sua opinião sobre o fanatismo que impulsiona as bandas comerciais?
WW – O fanatismo é uma doença, pior pra eles.

RR – Quais os projetos para este ano?
WW – Projetos não faltam, tenho muitos amigos e estamos sempre inventando coisas.

RR – O que está lendo e ouvindo no momento?
WW – Tô lendo Bukowski, pedaços de um caderno manchado de vinho, e tô ouvindo direto The Jolly Boys.

Site: www.wanderwildner.com.br
Contato para shows: punkbrega@hotmail.com
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Fonte: Andressa Warken para Reduto do Rock

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Comentários

2 Comments

  1. Marcelo disse:

    É uma pena que o rock de hoje em dia não é mais assim!!! Que venham muitos Wildner ainda!!!

    O blog é ótimo (: Parabéns!!!

  2. Conheci esse talento no Festival “El Mapa de Todos” em Porto Alegre (12/13/14/abr/11, e realmente fiquei fascinada pelo talento performático e expressivo em sua interpretação no palco. Um rapaz bonito apesar dos outros ñ o dizerem, (o q os olhos ñ veem o coração vê) ah! deixa prá lá! Estou fascinada por esse talento! Espero ver cada vez mais e curtir as canções muy interessantes, desse belo?Feio?…e desejo que faça sucesso, merecido, mais do que já é, notório! Parabéns! Um beijo no coração! (Quem sabe assim vc me nota^^).