Entrevista: Pública pretende lançar novo álbum em 2011

outubro 30th, 20102 Comments »Última Atualização: março 2, 2013

O Reduto do Rock entrevistou Guilherme Almeida, baixista da banda porto-alegrense Pública, que falou sobre a vida em São Paulo, a gravação do clipe de Casa Abandonada, as influências e os projetos para o próximo ano.

Criada em 2001, a Pública surgiu desde seu começo como uma banda autoral. Eles são influenciados pelas bandas britânicas dos anos 90, como Oasis, Supergrass e The Verve, que atualizaram a sonoridade de bandas clássicas como Beatles e Rolling Stones.

Em 2006, lançaram o primeiro disco: Polaris. Com o prestígio em alta devido as diversas matérias que saíram na imprensa elogiando o álbum, a banda partiu para uma seqüência de shows em festivais por todo país. Enquanto divulgava sua Salvem os Lp’s Tour pelas capitais brasileiras, a banda se preocupava com a gravação dos videoclipes de Polaris, Lugar Qualquer (clipe que faz uma bonita homenagem para Porto Alegre), e Long Plays (indicado ao VMB).

A banda foi indicada ao VMB 2007 na categoria Aposta MTV. Em 2008, se fechou em estúdio no interior do Rio Grande do Sul para gravar o disco Como num Filme sem um Fim. A Rolling Stone Brasil caracterizou o álbum como “maduro, bem acabado e ambicioso”.  No VMB 2009, a Pública foi indicada na categoria “Videolipe do Ano” com a música Casa Abandonada (veja vídeo abaixo), mas acabou faturando o prêmio de melhor banda de Rock Alternativo.

Reduto do Rock – Onde e como foi o primeiro show da Pública?
Guilherme - No Garagem Hermética, um bar underground de Porto Alegre. Fomos convidados para ser a banda de abertura de um cover de Beatles. Porém na quinta música o fuzível da luz do bar queimou interrompendo com o show… Depois do conserto, eis que João Amaro (que tocava baixo na Pública naquela época) largou a pérola, arrancando gargalhadas da platéia: “Gurizada, o show parou pois queimou o FUZIL!”.

RR – Como está sendo a vida agora que estão morando em São Paulo? O que as duas capitais têm de semelhante e de diferente, em seu ponto de vista?
G - A vida em São Paulo está muito boa. Claro que é uma vida mais difícil, pois não temos a estrutura que tínhamos no sul. Mas estamos conhecendo muita gente boa. Muitos amigos novos que serão grandes amigos para vida toda, artistas com os quais pretendemos trabalhar ou que acompanharemos de perto. Estamos aqui para vencer, focados no nosso disco novo, em fazer as coisas acontecerem.

Porto Alegre e São Paulo tem muitas coisas em comum. Principalmente no bairro onde moramos, que é a Vila Madalena. É um bairro boêmio muito parecido com o Bom Fim, que era o bairro onde morávamos em Porto Alegre. Os dois têm essa coisa “interiorana” de conhecer vizinhos e ser amigo do dono do bar da esquina. Ambos também proporcionam lugares que são ponto de encontro de pessoas interessantes como, por exemplo, a Mercearia São Pedro em São Paulo.

RR – As influências de vocês são basicamente de fora. Há alguma referência nacional?
G –
Hoje em dia a mais comum entre os integrantes é Tom Jobim. É uma grande influência para a banda. Mas cada um tem sua história forte com algum ponto da música brasileira. Alguns mais para o rock, outros para a bossa nova, samba, músicas regionais, tem de tudo!

RR – Como foi o processo de produção e gravação do clipe Casa Abandonada?
G -
Dois dias de correria intensa. A produção foi da Pública e Baixada Nacional. Desenvolvemos o roteiro, escolhemos locações e atores e fizemos tudo da maneira mais ágil possível. Não tínhamos muitas diárias. No entanto, a banda e a produtora já estavam com um bom ritmo de videoclipes e tudo ocorreu bem.

RR – De onde surgiram os temas das canções do último álbum?
G –
São letras do cotidiano, acontecimentos da vida real e experiências vividas. Muitas coisas que remetem à infância, contrapondo com canções que remetem à perda e toda uma questão desse ciclo espiritual.

RR – Qual foi o show mais marcante?
G –
Nos últimos tempos, o mais marcante foi o da abertura para o Franz Ferdinand em Porto Alegre. Fomos recebidos como uma banda que não era de abertura, as pessoas estavam lá para ver, também, o nosso show. A resposta do público foi muito forte e saímos muito contentes do palco.

RR – Ser pop sem deixar de ser ousado é uma qualidade que muitas bandas buscam e que a Pública atingiu. Qual o caminho pra isso?
G –
Foi um caminho natural. Somos da geração em que o pop tinha muita qualidade e não era um rótulo pejorativo Então essa qualidade está na gente, não é uma busca, é parte da gente. Se você buscar algo que não esta em você para o seu som, nunca vai soar honesto.

RR – Quais os projetos a partir de agora?
G –
O foco da banda no momento é o terceiro disco. Pretendemos lançá-lo ano que vem. Fora isso, fazer o máximo possível de shows por mês.

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Por: Andressa Warken e Diego Centurione

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