Para fazer música não basta dominar algum instrumento ou a voz. É preciso também estar por dentro dos processos tecnológicos envolvidos na criação e na gravação das composições. Esse caminho será explorado pelo curso de Música e Tecnologia, que será oferecido pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul, a partir do primeiro semestre de 2011.
A nova graduação faz parte das novidades implementadas com o auxílio do Programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). O planejamento para concretizar a iniciativa teve início em 2007, logo que o coordenador do curso, Amaro Borges Moreira Filho (foto), voltou do doutorado em composição musical nos Estados Unidos, onde trabalhou bastante a questão da música eletroacústica.
A base curricular é similar à do bacharelado. Porém, há aulas que trabalham com tecnologias analógicas e digitais usadas nos processos de produção e gravação.
“Até onde eu sei, somos os primeiros no Brasil. Vamos formar músicos que sabem mexer com tecnologia. Fora a teoria que eles têm no bacharelado normal, vão aprender a gravar, a mixar, a criar trilha para audiovisual, entre outras coisas. Ainda vão saber lidar com seu instrumento e qual equipamento usar em cada ocasião” revela Amaro.
A graduação prepara quatro perfis de profissionais: músico que usa a tecnologia adequada em sua performance, operador de áudio, gravação e sonorização, produtor ou diretor musical e especialista em síntese sonora e criação de novos timbres. “O aluno vai aprender a criar timbres usando softwares, por exemplo” exemplifica o professor Amaro.
Estrutura: O curso de Música e Tecnologia deve funcionar em um novo prédio, que está sendo construído no campus da UFSM. O edifício será dividido em blocos, e cada peça terá isolamento acústico interno e externo. No novo espaço, que deve ter uma primeira parte concluída no primeiro semestre do ano que vem, a Música e Tecnologia terá três estúdios (de música eletroacústica, de gravação e de ensaios) e um laboratório de edição com equipamentos modernos (workstations com softwares especiais e teclado). O custo da estrutura é de cerca de R$ 2,45 milhões e também vai abrigar biblioteca, salas de aula e salas para os professores. O investimento na compra de equipamentos foi de aproximadamente R$ 150 mil.
Fonte: Diário de Santa Maria
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