Turnê Das Kapital aquece noite porto-alegrense

julho 18th, 20104 Comments »Última Atualização: julho 18, 2010


Na gelada sexta-feira de 16 de julho, o Pepsi on Stage em Porto Alegre/RS recebeu o show do Capital Inicial. Antes da apresentação, nas picapes: DJ Capu e após, o carismático Alexandre Fetter, da Atlântida FM. À meia-noite, ao som de Nirvana, uma contagem regressiva no telão empolgou os fãs. E logo, Dinho Ouro Preto (vocal), Yves Passarell (guitarra), Fê Lemos  (bateria) e Flávio Lemos (baixo) subiram ao palco com a música Ressurreição.

A turnê Das Kapital divulga o álbum homônimo lançado na primeira semana de junho deste ano. O primeiro trabalho da banda com o produtor David Corcos é composto por 11 faixas, incluindo o single Depois da Meia-Noite. O título do álbum é uma brincadeira entre o nome do grupo e o livro O Capital de Karl Marx, que se completa com a foto de capa, tirada na Bolsa de Valores de São Paulo.

Que País é Esse? foi a terceira canção e aqueceu de vez a platéia, que respondia “é a porra do Brasil!”. Tragicômico é pensar que dias atrás estava todo mundo andando pra cima e pra baixo de verde amarelo, né? Natasha e Não Olhe para Trás também agitaram o público, mas foi em Mulher de fases que ninguém conseguiu manter os pés no chão. Bateu até aquela nostalgia pelos velhos tempos dos Raimundos.

Em certo momento do show, decidi chegar mais perto do Dinho e Cia, já que a concentração de pessoas não era tão grande. Fiquei ao lado de uma mulher de cabelos loiros que parecia ter uns 45 anos mais ou menos. Estava com a filha, que olhava pra trás vez e outra com um sorriso no rosto, como que perguntando: “tá gostando?”. Enquanto a mãe movimentava a cabeça em sinal afirmativo e dava uns pulinhos no ritmo da música. É, Capital continua agradando a todas as idades.

No início da carreira da banda, Porto Alegre foi uma das primeiras cidades onde o Capital Inicial tocou, depois de Brasília e das cidades-satélites e foi onde fortaleceu ainda mais sua identidade. E é por essa identidade que a banda teve forças pra se reerguer (literalmente) depois da queda sofrida pelo vocalista de 46 anos em um show em Patos de Minas/MG na noite de 31 de outubro de 2009. Ele caminhava  de costas, não percebeu que estava perto da beira do palco e caiu de uma altura de quase três metros. Teve fraturas no crânio, em três costelas e em seis vértebras. Ficou mais de um mês no hospital, pois contraiu uma infecção generalizada durante a internação. Teve alta em dezembro, mas não conseguia comer nem caminhar sozinho. Voltou a andar com fisioterapia e a cantar, aos poucos. Em fevereiro, Dinho foi para o estúdio gravar os vocais do novo álbum, mas percebeu que não tinha voz. Com a ajuda de uma fonoaudióloga, então, conseguiu gravar uma canção por dia.

Percebi que em dois momentos a voz do Dinho falhou brevemente. Mas penso que se o cara tem coragem de enfrentar uma turnê como essa por todo Brasil, ele deve saber que é possível, depois de todas as superações pelas quais passou. E se alguém mais reparou nos errinhos, acredito que esqueceu quando a banda interpretou Whole Lotta Love do Led Zeppelin pra fechar o show. Mais um para a lista dos momentos épicos em minha vida.

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Fonte: Andressa Warken para Reduto do Rock

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4 Comments

  1. Fran disse:

    Eu fuii estava ótimoo!.. fiquei bemm pertinhoo! xD

  2. Junior disse:

    Eu tmb ,fui o show foi mto perfeito , Melhor show da minha vida.

  3. Aline disse:

    Eu tb fui no show deles,só quem em Carazinho um dia depois no sabádo,tava perfeito,me emocionei demais e pelo que eu vi no texto a ordem das músicas foi bem parecido e aúltima música tb…

  4. Fernanda Ferreira disse:

    O show de Porto Alegre foi extremamente perfeito, eles estavam muuuito empolgados, no outro dia fui no de Carazinho tbm, pois ganhei sorteio pra entrar no camarim *–*, ele são um máximo, aaamo cada vez mais e maaais, no de Poa até fiquei na frente do palco, várias palhetas, olhadas, sorrisos *-* mas em Carazinho não deu :P