Skank emociona fãs no Mineirão

junho 21st, 20108 Comments »Última Atualização: junho 21, 2010

Foto: Luisa Brasil / Portal Uai

Nossos amigos, Alisson Guimarães e Renato Mesa, falam da experiência inesquecível vivida no Mineirão. Leia abaixo.

Coisa de mineiro (Por Alisson Guimarães)
Todo artista que se preze tem um grande sonho. O do Skank era poder, um dia, tocar para o Mineirão lotado. E eles alcançaram esta meta. No último dia 19, cerca de 50 mil pessoas esgotaram os ingressos para a apresentação do grupo mineiro, naquele que foi o último evento oficial do Mineirão, maior palco do futebol em Minas, e que agora ficará fechado por 30 meses para passar por profundas reformas, visando a Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil. O show foi registrado pelo canal de TV Multishow e renderá um material que será lançado em CD, DVD e Blu-Ray. O lançamento está previsto para o mês de outubro.

O Skank, formado por Samuel Rosa (voz e guitarra), Henrique Portugal (teclados), Haroldo Ferretti (bateria) e Lelo Zaneti (baixo) – e que tem ainda o formiguense Paulo Márcio (trompetes) na banda de apoio – subiu ao palco por volta das 21h e saiu de lá apenas 3 horas depois. Na setlist, cerca de 34 músicas que revisitaram todas as fases da banda, entre elas duas inéditas: “De repente” e “Presença”, ambas frutos da parceria entre Samuel Rosa e Nando Reis.

Grandes sucessos antigos como “É uma partida de futebol”, “Pacato Cidadão”, “Jackie Tequila” e “Garota Nacional” foram mesclados com hits mais recentes da banda, como “Sutilmente”, “Mil Acasos”, “Uma canção é pra isso” e “Ainda gosto dela”, que contou com a participação especial da cantora Negra Li.

Com um público variado, formado por fãs de diversas partes do país, o vocalista Samuel Rosa fez questão de falar sobre um estereótipo que perseguiu a cena musical mineira no início dos anos 90. Antes de dedicar a música “Amores Imperfeitos” especialmente para os mineiros, o vocalista disse se sentir orgulhoso por fazer parte de uma geração que aconteceu primeiro em Minas Gerais. “O Skank é fruto de um amadurecimento da cidade (BH), ali dos anos 90, quando surgiu uma retomada em termos de iniciativa musical. O mais legal disso tudo é que eu vivi uma época em BH que alguns artistas falavam que o público mineiro era muito resistente às coisas novas, que era preciso fazer sucesso primeiro no eixo Rio-São Paulo para depois ser reconhecido aqui. Mas eu faço parte de uma geração que aconteceu primeiro em BH e a gente tirou a muleta de muita gente incompetente que ficava jogando a culpa em vocês”, desabafou.

O registro das imagens do show, dirigido por Oscar Rodrigues Alves, foi todo gravado com equipamento de alta definição e reuniu o que há de melhor em termos de tecnologia. O diretor utilizou ao todo 14 câmeras de alta definição, sendo três micro câmeras e uma super grua de 25 metros. O registro do áudio do projeto foi assinado por Dudu Marote, que já produziu três álbuns do Skank: “Calango” (1994), “O Samba Poconé” (1996) e “Estandarte” (2008). A mixagem será feita em Nova York no mês de agosto.

O cenário, assinado por Marcos Sachs, criou uma atmosfera inspirada no marcante estilo arquitetônico do Mineirão, criado em setembro de 1965. No palco, mais de 300 tubos de led (estruturas tubulares de led), que fizeram a animação de luz. A iluminação ficou a cargo do premiado Césio Lima, que também assinou o projeto de luz do show “Carrossel”.

Se o Skank tinha um sonho de tocar no Mineirão só pra ele, isso foi estendido para milhares de mineiros, que viram sua principal banda fazer história no palco mais aclamado pelos amantes do futebol daqui. Sobre o show, Samuel escreveu no site oficial da banda que foi o dia mais especial da carreira do Skank. “Já se passaram três dias e as imagens e sensações que tive não me saem da cabeça. Seria difícil repetir tudo com a mesma perfeição daquela noite”.

Skank emociona 50 mil no Mineirão (Por Renato Mesa)
Depois de cansar de ouvir muitos “Por que você vai até BH para assistir Skank, se eles sempre tocam aqui?” parti de Campinas com meus amigos rumo a Belo Horizonte. Estávamos cientes de que presenciaríamos o ápice da banda. Rumo ao Mineirão, estádio bonito e visivelmente judiado pelo tempo, o trânsito foi tranquilo. Chegando lá, ficamos razoavelmente perto do palco e a ansiedade era grande. Por ser um show gratuito havia o temor de uma participação morna do público, pelo menos pra mim, mas esse sentimento acabou ao ver 50 mil pessoas vibrando com o gol que Pelé não fez sendo exibido no telão. “Imagina no show”, pensei.

Com 1 hora de atraso, após certa irritação do publico, o Skank veio à tona. Era um show que eu havia esperado muito tempo para ver, mais ou menos como a realização de um sonho, que começou a se concretizar nos primeiros acordes de Mil Acasos, emendada por Um Mais Um. O Skank soltou, então, o primeiro dos muitos hits que fizeram o Mineirão tremer: É uma partida de Futebol resumia a história do estádio e muitos foram os que pularam ensandecidos como se comemorassem um gol.

A partir daí, só melhorou. Esmola e Pacato Cidadão foram uma volta às origens e Uma canção é para isso animou os fãs mais recentes. É Proibido Fumar deu um tom mais rock and roll à apresentação, e logo após, percebendo a boa receptividade, a banda apresentou sua primeira canção inédita.

O Skank seguiu a maratona mesclando hits novos e antigos, entoados pela maioria do público, o que demonstrava a grande identidade que a banda tem com a sua cidade. Negra Li, única participação especial da noite, participou da festa com Ainda Gosto Dela. Jackie Tequila foi o reggae que fez com que todos dançassem e gritassem.

Todos giraram suas camisetas celebrando Três Lados, que visualmente foi a musica mais empolgante. O público estava conquistado, mas a banda quis confirmar esse sentimento com Vou Deixar. Vamos Fugir e Saideira fecharam a primeira parte do show. O tema da copa do mundo era interpretado por 50 mil vozes, com pedidos de “mais um, mais um” a cada repetição. É claro que a banda voltaria, e de um jeito que pra mim, fez valer umas 100 viagens à BH.

Após a exibição dos primeiros gols do Brasil na Copa no telão, o palco era do Skank novamente. Samuel Rosa ditou a regra do show “a partir de agora, vocês pedem e a gente toca”. A apresentação já alcançava 2 horas de duração e o quarteto não apresentava sinal algum de cansaço. Tanto, à pedidos, foi a única do primeiro CD da banda presente no set list. A cerca, pediram inusitadamente os fãs, surpreendendo Samuel, que improvisou, esforçando-se para cumprir o combinado. O próximo pedido era Canção Noturna, e o público pulava novamente no refrão. O Beijo e a Reza, mais uma do álbum Calango, criou um clima perfeito pros muitos casais presentes, e novamente a pedidos, Ali emocionou.

“Essas são as duas últimas, mas se pudéssemos ficaríamos até as seis da manhã”, avisou Samuel. Muitas pessoas, exaustas após três horas de apresentação, já deixavam o local. Foi quando Vamos Fugir preparou o terreno para Tão Seu, que lavou a alma e fechou a comemoração dos 20 anos de banda com chave de ouro.

Samuel, Henrique, Lelo e Haroldo, visualmente emocionados, reverenciavam o público. Nós fomos para casa tendo a sensação de ter feito parte da história dessa banda que é um oásis para o pop rock nacional, num deserto de falta de criatividade emo que ninguém aguenta mais. Parabéns ao Skank, que mostrou toda sua competência em um espetáculo inesquecível. Agora é esperar pelo DVD, que chega às lojas em setembro.

Curte muito alguma banda e também quer ver aqui sua resenha? Entre em contato pelo e-mail: redutodorock@gmail.com

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Comentários

8 Comments

  1. [...] Matéria relacionada: Skank emociona 50 mil no Mineirão [...]

  2. Luciana Gallagher disse:

    Eu sou fã do Skank … e do Renato Mesa =)
    Rsrs

  3. [...] This post was mentioned on Twitter by Reduto do Rock, Reduto do Rock. Reduto do Rock said: Skank emociona 50 mil no Mineirão: http://tinyurl.com/2493o73 [...]

  4. Fernando disse:

    Estava junto com o Mesa, que descreveu comp perfeição esse show inesquecível.

  5. Bianca disse:

    Bela resenha Re! Deu pra sentir bem como o show foi bom!

    =]

  6. Karina Marins disse:

    Sou mineiríssima e fã do SKANK desde o início da carreira. Amei a resenha, me senti no show que aliás, dentre os muitos que eu já tive o prazer de participar, foi de longe O MELHOR!

  7. Mariana Rodrigues disse:

    Foi loucamente fabuloso…estou até agora encantada, uma das melhores sensações que já tive.Não tem como descrever, é isso aí que você disse e muito,muito,muito,muito mais!!!

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