15 mil molhadinhos pelo Aerosmith em Porto Alegre

maio 30th, 20100 Comments »Última Atualização: maio 30, 2010

Foto: Andressa Warken para Reduto do Rock

Achou que o título pode ter um certo “duplo sentido”? É, digamos que é para ficar de acordo com a banda da qual vamos falar, que tem algumas letras e performances beeem sugestivas. O Aerosmith chegou a Porto Alegre no dia 26 de maio. Às 18 horas do dia 27,  partiram para o estacionamento da Fiergs e descansaram em camarins separados, reunindo-se para jantar. Enquanto isso, a galera esperava ansiosa. Depois de algumas cevas e da vaiada apresentação de abertura da banda Santo Graau, as luzes se apagaram. De repente, uma bandeira do Aerosmith em preto e vermelho é avistada no palco, ao som de Rainy Day Women de Bob Dylan. E às 10h05, Aerosmith estava em palco e a plateia de 15 mil pessoas esqueceu totalmente da chuva fina que caía.

O Aerosmith deu início ao espetáculo com o hit Love in a elevator. Mama Kin, mostrou um Steven Tyler enérgico como sempre, no auge de seus 62 anos, correndo, fazendo poses e agitando com sua calça boca de sino prateada e com o pedestal decorado com vários lenços. Na terceira, Falling in love (is hard on the knees), Tyler gritou um E aí, gaúchos!, num português simpático e sem sotaque. A primeira metade do show foi centrada nos grandes hits. E em Pink, as luzes cor de rosa dominaram o palco.

Confesso que a iluminação me pareceu um tanto simples. Poucas luzes tinham foco no palco, o que “escondia” alguns dos músicos durante o show. Além disso, o som baixo, a estrutura “normalzinha” do palco e as falhas nos telões causaram algumas reclamações. Sem dúvida, a potência sonora não estava de acordo com o que os caras estavam aptos a mostrar. Lamentei principalmente por não poder ouvir totalmente a potência vocal do Tyler na sequência arrebatadora de Living on the edge, Jaded, Crazy e Crying. Sem falar em Dream on, quando o vocalista atingiu aqueles agudos disconcertantes de deixar bocas abertas e olhos arregalados.

Na décima música, o baterista Joey Kramer fez seu longo solo de bateria, já conhecido de outras apresentações pelos fãs. Rag Doll e Sweet Emotion foram os destaques da segunda metade.

Apesar das pequeninas falhas estruturais, o show foi um momento memoravelmente clássico. Vou guardar como uma foto: Steven Tyler cantando apoiado em Joe Perry solando debaixo de seus respeitáveis cabelos grisalhos. Foram duas horas de show e um repertório perfeitíssimo de 20 músicas.

Setlist
Love in a elevator
Mama kin
Falling in love (is hard on the knees)
Pink
Dream on
Living on the edge
Jaded
Crazy
Crying
Solo de bateria
Lord of the thighs
I don´t want to miss a thing
Rag doll
What it takes
Sweet emotion
Stop messing around
Baby please don´t go
Draw the line
Bis
Walk this way
The train kept a rolling

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=i5ebvJm4c8s]

Fonte: Andressa Warken para Reduto do Rock

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