Dramaturgo e jornalista francês lança biografia de Freddie Mercury

março 20th, 20100 Comments »Última Atualização: março 20, 2010


Além de uma figura carismática, Freddie Mercury marcou os anos 70 com sua voz e o estilo irreverente de ser. Chegou ao Brasil, pela editora Planeta o livro Freddie Mercury, a biografia do eterno vocalista do Queen. Considerado um dos maiores cantores da história, deixou uma legião de fãs ao morrer em 1991, vítima de AIDS. A obra foi lançada originalmente em 2008 e a autoria é do francês Selim Rauer. Em 319 páginas, a edição nacional está nas livrarias pelo valor médio de R$ 50,00.

“Eu acho que a realidade da música hoje é outra. Bandas como Queen, Beatles, Rolling Stones, Pink Floyd ou U2 não são mais possíveis. Vivemos outro tempo, e as novas gerações lidam de outra maneira com a música. Bandas reais significavam músicos reais, artistas reais. E, na minha opinião, não há muitos artistas reais na indústria musical hoje” explicou o autor, em entrevista ao Jornal O Globo.

Em Freddie Mercury, Salim não se limita a contar a ascensão e queda de um músico pop. Analisa o universo de um homem tímido e sofisticado que decidiu assumir a persona pública de um cantor de roupas extravagantes e repertório camp. Foram 20 anos de carreira e mais de 300 milhões de discos vendidos desde que ele formou o Queen no começo dos anos 70 ao lado do guitarrista Brian May e do baterista Roger Taylor. No entanto, o livro começa da  infância do vocalista, relatando como os oito anos que estudou num colégio interno marcaram sua vida.

O biógrafo mostra como Mercury nunca esteve em sintonia com o mundo nem com ele mesmo. Nascido em Zanzibar numa família de origem persa e bastante tradicionalista, o cantor desembarcou na Inglaterra em 1964 para estudar design, exatamente quando a arte pop dominava o cenário visual e musical, ao promover o psicodelismo. Foi no Soho e na Tate Gallery que Mercury formou seu gosto de futuro colecionador de arte, enquanto lavava pratos no aeroporto de Heathrow. Rauer reserva o melhor para o fim, contando como Mercury assumiu sua homossexualidade e enfrentou dignamente a aids, que o matou no Natal de 1991.

Mais informações sobre o livro, clique aqui.

Fonte: Editora Planeta, Estadão, O Globo e Território da Música

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