Guns n' Roses em Porto Alegre: uma longa e emocionante noite

março 16th, 20100 Comments »Última Atualização: março 16, 2010


Depois de se apresentar em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo e ser obrigado a cancelar o show no Rio de Janeiro em função das fortes chuvas, Axl Rose desembarcou em Porto Alegre/RS para mais uma paresentação da Chinese Democracy Tour.

Acesso ao show: O início do show estava previsto para as 21 horas, então o pessoal já se prontificou a ir cedinho. Nem sabiam o quanto a noite seria looonga! Enfrentamos um engarrafamento de uns 40 minutos antes de chegar ao portão de entrada por volta das 20h30. Uma fila enorme se formava no portão de entrada e, bom, rocker que é rocker, sabe como é. Furamos (ops!). Quer dizer, furamos eu e mais um dos amigos, porque outros dois acabaram sendo notados pelos seguranças e foram pro final da fila infelizmente (O Reduto não recomenda hehe). Mas nada de mais, pois já estávamos sabendo através das conversas com os demais “esperantes” que o show e a abertura iriam atrasar. Após entrar no estacionamento da Fiergs, mais espera. Agora para autenticação da entrada e revista. Os guichês eram poucos pros cerca de 25 mil espectadores. Entramos e pra não perder o costume, demos nossa corridinha clássica de empolgação. Nos posicionamos bem, perto da pista VIP (seria melhor se estivéssemos nela), ao lado das arquibancadas e não havia aperto, além de termos uma visão ótima do palco.

Desorganização e baixaria: Tinha gente de todos os estilos e todos os cantos, alguns desde a manhã ali dentro. Era quase meia noite e nenhum show de abertura havia começado. Além disso, os técnicos pareciam ter deixado os testes de fogos e ajustes de equipamentos para a última hora. Toda essa desorganização começou a gerar revolta. E foi no show do Rosa Tatooada que a multidão baixou o nível legal. Xingamentos e vaias demonstraram que o pessoal não estava nenhum pouco satisfeito e acabou sobrando pro Rosa que não tinha culpa pelo som baixo e muito menos pelo atraso! Pra mim, foi uma ofensa ao Rock gaúcho. É incrível perceber que as pessoas daqui não respeitam a produção local e depois querem gritar “Eu sou gaúcho! Eu sou gaúcho!”. Lamentável!

Sebastian Bach: Mas Sebastian Bach fez todo mundo esquecer do tempo de espera e acalmou os ânimos com sua simpatia e carisma de sempre. Falou umas tantas frases em português (praticamente um texto) que estavam traduzidas em uma folha a seus pés. Iniciou pedindo desculpa pelo atraso, devido ao incidente com os equipamentos no Rio de Janeiro. Sua performance no palco é enérgica, ele parece o mesmo Bach do início da carreira. Bach e seus 18 and life agitaram a galera. E depois vieram I remember you e In a darkened room, além das novas do álbum Angel Down. O show foi mais longo que o esperado, ele estiva tentando entreter a galera enquanto Axl não chegava. Há boatos de que ele tenha pego o avião pra Porto Alegre somente à meia noite.

Início do show: Faltavam 5 minutos para as 2h quando ouviu-se a guitarra de DJ Ashba tocando o single de abertura Chinese Democracy (Confira o vídeo com a abertura abaixo). A própia canção já cria mais espectativa e quando os fogos tomaram o palco em sincronia das laterais até o centro, Axl Rose surgiu causando euforia nos fãs. A voz dele não é mais a mesma, é mais grave, mas ainda com a rouquidão particular e inconfundível. Aos seus 48 anos, ele não exibe o físico de antes que conquistava muitas e muitas garotas. Talvez seja por isso que também seu fôlego não seja mais o mesmo, o que o obriga agora a fazer paradas a cada três músicas.

Emoção: Apesar das inumeras críticas, minha opinião é a seguinte: não podemos exigir que um artista se mantenha exatamente da mesma forma como no início, a final não é isso que conta e sim o que ele fez durante sua carreira. E foi cantando as clássicas que Axl deixou todos boquiabertos, percebia-se a concentração do astro ao cantar. Seus trejeitos de sempre acompanhados por aquela voz que parece sempre emocionada, fizeram muitos olhos brilharem em November Rain e Sweet Child O’ Mine. E muitos corações bateram mais forte em Welcome to the Jungle e Paradise City. Fora as clássicas, Better, destaque no novo álbum também foi muito esperada.

Final:
Pra terminar o show Patience, não podia ser melhor. E eu nem me importei de dormir uma hora só antes do trabalho. Esse show valeu uma vida! O que é esperar três horas pra quem sempre quis ver e ouvir de perto o Guns desde a infância? Com certeza um show que vai ficar na minha memória e que vou ter orgulho de dizer que fui: um sonho!

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=DVoAjpYFZEo]

Fonte: Andressa Warken para Reduto do Rock

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