Kisser do Sepultura desmente boicote em 1999

fevereiro 12th, 20100 Comments »Última Atualização: fevereiro 12, 2010

Andreas Kisser e James Hetfield

Em 1999, quando o Metallica veio ao Brasil, o Sepultura ficou responsável pelos shows de abertura; tanto no Brasil, quanto na Argentina e no Chile. No show de São Paulo, no sambódromo do Anhembi, fãs da banda brasileira reclamaram do volume do show de abertura e da falta de estrutura. Ouviu-se na época uma história de um suposto boicote por parte do Metallica ao som do Sepultura. Devido a isso, na abertura para o Metallica no estádio do Morumbi este ano, muitos se especulou sobre a possibilidade de um boicote e se haveria um clima tenso entre as duas bandas (Metallica e Sepultura). No entanto, Adreas Kisser, guitarrista do grupo, fez questão de desmentir tal suspeita em sua coluna no Yahoo! Notícias.

The Garage Remains The Same Tour (1999): A turnê sul-americana do Metallica passou por Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Buenos Aires e Santiago, e somente no de São Paulo houve este problema do som. “Eu estava tranquilo quanto a isso, o caso de São Paulo em 1999 foi um caso isolado. Eu nunca vou saber o que realmente aconteceu e duvido de coração que algo tenha partido da banda, pois em outros shows, nunca tivemos este tipo de coisa…É verdade que a estrutura do show não tinha telões e não era a mais adequada para o local e para a quantidade de pessoas, e é verdade também que o nosso som ficou realmente muito baixo, talvez exageradamente baixo, mas isso é o que geralmente acontece no mundo inteiro, não só aqui no Brasil quando uma banda brasileira abre um show para algum artista gringo.”

Headliner dita as regras: As bandas de abertura não podem usar efeitos pirotécnicos, panos de fundo ou luzes especiais, a não ser que o headliner aprove. Inclusive no merchandising, onde se vende as camisetas, posters e outras coisas com os logos das bandas, não se pode vender mais artigos ou cobrar mais do que o material do headliner. Segundo Kisser, no Rock in Rio I, muitas bandas brasileiras reclamaram sobre a falta de tempo e condições para se fazer o show, que não podiam usar as luzes, o equipamento.. No entanto, isto faz parte da cultura do rock and roll, o headliner (atração principal) comanda o show e dita as regras. “Quando o U2 veio ao Brasil, eles trouxeram o Franz Ferdinand, que também não teve nem a metade da estrutura que teve o U2. Isto não é bairrismo ou desrespeito ao brasileiro, acontece com qualquer banda de abertura, seja onde for… Quando o Sepultura é o headliners, é a mesma coisa. E isso não significa que nós estamos “sabotando” o show das bandas de abertura, eles sabem como são as regras e trabalham de acordo com elas. Nós montamos o nosso equipamento no palco, afinamos as luzes, passamos o som e deixamos tudo pronto para o show, as bandas de abertura têm um espaço limitado no palco para montar seu equipamento e de vez em quando a bateria tem que ser montada ao lado, na frente dos amplificadores porque não há espaço no frente do palco.”

Atitude conta mais que efeitos: “Um show não é totalmente feito somente de efeitos especias e pirotécnicos, de lasers e outras coisas, ele é feito, principalmente, da atitude da banda e dos músicos, de se alimentar deste limites impostos e extrapolar os seus próprios. O Sepultura se alimentou muito destas situações, para crescer no palco e colocar as frustrações na música, fazendo sempre do show uma grande experiência.”

Acessem o site do Sepultura para conferir fotos e vídeos dos shows em São Paulo.

Fonte: Coluna de Andreas Kisser, Metallica Remains

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