Charles Gavin deixa os Titãs

fevereiro 12th, 20102 Comments »Última Atualização: fevereiro 14, 2011


Em comunicado oficial no dia 12 de fevereiro, foi informado que o baterista Charles Gavin não mais faz parte do Titãs. O afastamento é definitivo e se deu por “motivos pessoais”. Quem assume o lugar de Gavin é Mario Fabre, que já tocou com nomes como André Christovam, Irmandade do Blues e Leo Jaime, além de ter acompanhado diversos blueseiros nos EUA e Canadá. Ele acompanhará a banda na turnê do álbum Sacos Plásticos, o 12º disco de estúdio do grupo, vencedor do Grammy Latino de Melhor Disco de Rock Brasileiro.

Além do álbum, a banda lançou no ano passado, em DVD, o documentário Titãs – A Vida Até Parece Uma Festa, dirigido por Mello e Oscar Rodrigues Alves. O disco traz dez minutos de cenas que não foram exibidas nos cinemas, seis clipes e 42 partituras de todas as músicas que estão na trilha do filme. Confira vídeo abaixo com entrevista de Charles à Revista Batera, falando sobre a gravação do álbum.

No início da década de 80, Charles Gavin já havia tocado no Ira! e no RPM, antes de integrar os Titãs. O baterista entrou na banda em 1985, no lugar de Andre Jung, e permaneceu até o começo deste ano. Com a saída de Gavin, permanecem agora na banda, como integrantes da formação clássica, Branco Mello, Sergio Brito, Tony Belloto e Paulo Miklos – que também tem flertado com o mundo das câmeras e até da moda. Nando Reis e Arnaldo Antunes deixaram o grupo respectivamente em 2002 e 1992. Outra baixa foi a perda do guitarrista Marcelo Fromer, que morreu atropelado por um motoqueiro em São Paulo em 2001.

Curte aí a entrevista do Charles pra Revista Batera.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=6DJewFIdoRA]

Saiba mais sobre Charles Gavin..
Escola: Charles de Souza Gavin nasceu em São Paulo em 9 de julho de 1960. Aos 8 anos, Charles descobriu sua paixão pela percussão quando os colegas da Escola Helena Lemmi, zona sul de São Paulo/SP, resolveram participar do desfile em comemoração à Independência do Brasil. Porém, havia apenas um instrumento musical disponível, um surdo de marcação. Sem recursos, os professores incrementaram a banda com instrumentos feitos a partir de utensílios de cozinha. Charles, conhecido por batucar nas carteiras da sala de aula, foi escolhido para assumir o surdo, por ser o único que marcava o tempo com precisão. A banda, comandada por Charles, faturou o prêmio de originalidade do desfile.

Bateria improvisada: Aos 15 anos, morando no bairro do Jabaquara, Charles se começou a ouvir bandas como Led Zeppelin e Black Sabbath. Decidido a ser baterista, aproveitou frisos metálicos das laterais do Chevrolet Opala do pai, recém-trocados, e os transformou em baquetas. O sofá e as poltronas revestidas de corvim tornaram-se caixa, tons e surdos, e dois cinzeros de metal serviram de pratos. Era o primeiro protótipo de bateria de Charles, utilizado enquanto os pais se ausentavam.

Estreia: Aos 19 anos, ele convenceu o pai a comprar sua primeira bateria, com a condição de manter os estudos. Aos 22 anos, Charles entrou na faculdade de Administração na PUC, enquanto paralelamente operava computadores na fábrica da Panasonic. Nas horas de folga, tocava compulsivamente. A Estreia foi na banda Zero Hora, e depois vieram Santa Gang, Zona Franca e Jetsons, esta última ao lado de Branco Mello e Ciro Pessoa, com quem viria a tocar nos Titãs, a partir de 1985. Também com Ciro, integrou o Cabine C, porém, foi como integrante do Ira! que passou a fazer mais shows no circuito alternativo paulistano, chamando a atenção dos Titãs.

Titãs: Em dezembro de 1984, quando deixou o Ira! e integrou o RPM (banda liderada por Paulo Ricardo, que ensaiava à exaustão para as gravações de seu primeiro disco Revoluções Por Minuto, a ser lançado no ano seguinte), Charles foi chamado para participar dos Titãs, no lugar de André Jung, que coincidentemente acabaria ocupando seu lugar ainda vago no Ira!. Charles largou a tripla jornada e resolveu se dedicar exclusivamente à música. Sua estréia no grupo aconteceu em janeiro de 85. Logo depois, entrou em estúdio para gravar o segundo disco da banda, Televisão, o primeiro com sua participação.

Vinis e produção musical: Colecionador compulsivo de discos raros em vinil, o baterista transformou seu hobby numa atividade paralela aos Titãs: nos últimos anos, Charles tem cuidado do relançamento de discos fora de catálogo, de artistas como Tom Zé, Lady Zu e Novos Baianos, além de organizar coletâneas para algumas gravadoras, como a Warner Music (da qual os Titãs fizeram parte). Desde o fim dos anos 80, também produz discos. Sua estréia foi com o álbum Vítimas do Sistema, da banda brasiliense Detrito Federal, em 1988. No selo Banguela, criado pelos Titãs junto com o produtor Carlos Eduardo Miranda em 1994, produziu o álbum do grupo pernambucano Mundo Livre S/A, lançado em 1995.

Livro: Em 2008, lançou o luxuoso livro 300 discos importantes da música brasileira, em que traça um rico panorama da produção no país entre 1929 e 2007. Com as medidas de uma capa de vinil, o livro (R$ 230, à venda na Livraria Cultura) traça um rico panorama do gênero produzido no país entre 1929 e 2007.  A maioria dos discos que estão no livro, infelizmente, está fora de catálogo. “Não depende de mim relançar, mas talvez isso estimule as gravadoras”, diz. “Pena que esse pensamento esteja cada vez mais raro. Em 2008 a bossa nova completou 50 anos e não houve ineditismo nos eventos em homenagem à data.”

Fonte: Rolling Stone Brasil, G1 – Globo.com

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Comentários

2 Comments

  1. Evelyn Rosa disse:

    Oi. Tenho muitos vinis antigos, eram do meu pai. Estão em perfeito estado. E não gostaria de jogar fora pois são reliquias. Tenho nacionais e internacionais. E também alguns de temas de novelas. Por favor entre em contato pois são mais de 250 vinis. Abraços.


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