Vinyl made in Brazil: fábrica da Polysom reabre!

janeiro 21st, 20108 Comments »Última Atualização: janeiro 21, 2010

Uma excelente notícia para os fãs dos bolachões, da música em geral e, também, para a indústria fonográfica brasileira: a Polysom, única fábrica de discos de vinil da América Latina, está retomando as atividades após 3 anos de hiato. Não, não é sonho e é no Brasil! Prestes a voltar a funcionar, a empresa não tem vínculos com a gravadora e deve produzir 40 mil peças por mês. A fábrica situa-se no município de Belford Roxo, no Rio de Janeiro.

Iniciativa: A indústria foi comprada no começo de 2009 pelos produtores Rafa Ramos e seu pai João Augusto, proprietários da Deckdisc. Desde então, estiveram trabalhando e pesquisando muito para trazer o vinil de volta à realidade brasileira.

Reforma da fábrica: Completamente reformada, a fábrica conta agora com máquinas novas, profissionais atualizados e expertise europeu – tudo para não deixar nada a desejar em comparação aos fabricantes estrangeiros. A data da conclusão da reforma, que começou em maio, depende de diversos fatores, mas a Polysom deve reabrir suas portas “ainda este ano, com certeza”.

O produto: A Polysom vai vender o produto semi-acabado. Caberá às gravadoras colocar a capa, embalar e vender. O preço final também vai depender delas. “No que diz respeito ao custo de fabricação do vinil aqui, estou tentando fazer com que o preço seja duas vezes e meia menor do que lá fora”, diz João Augusto. “Vou conseguir fazer aqui um produto muito mais barato do que o que vem de fora. O problema do Brasil é que as taxas são muito altas.”

Expectativas dos idealizadores: Rafa Ramos, um dos donos, comenta: “Desde dezembro de 2009 a Polysom tem recebido vários pedidos. Por exemplo, muitos títulos de várias gravadoras grandes, como EMI, Universal e Sony. Os independentes também. E tem muita gente fazendo orçamento”.
“A Polysom é uma companhia inteiramente independente que vai atender a todas as gravadoras. A Deckdisc vai ser tão cliente dela quanto as outras gravadoras e os artistas independentes. Há uma gama muito grande de independentes que tem essa demanda por vinil”, diz João Augusto.

Opinião dos profissionais: Em Juiz de Fora, uma turma não abre mão de usufruir as vantagens que o formato oferece, tentando manter viva a memória e as atividades com os vinis. Os DJ’s do projeto tocam em festas, eventos e festivais, sempre utilizando LPs raros de músicos das décadas de 50, 60 e 70. Um deles, o juizforano Luis Valente, afirma que a qualidade do som também é uma questão relativa. Isso depende da relação da pessoa com a música. O público em geral não costuma focar nesse mérito da comparação da qualidade, avalia.  Para resgatar gravações no formado LP e dar a oportunidade para que novas bandas tenham seus registros musicais nos bolachões, Luiz criou seu próprio selo, a Vinil Land. A prensagem dos vinis é feita na Alemanha, país em que vive boa parte do ano. Mas os DJs e produtores esperam com ansiedade a reativação da Polysom. Veja vídeo com breve entrevista com Luis Valente.

[youtube=http://www.youtube.com/watch?v=t2stRvUhQgc]

Fonte: Vinil é arte, Acessa.com, Kiss FM e G1.

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Comentários

8 Comments

  1. Igue disse:

    O vinil não é nem um ítem sonoro, é uma peça cultural.
    Manter viva essa espiritualidade é manter vivo o espírito da música e da juventude, mesmo que cronológica e tecnologicamente defasado.

    Disco é cultura, disco é arte, disco é vida!

    Disco é tri massa, na real =D

  2. zaratustra disse:

    Sensacional a notícia

    O vinil é o melhor formato de mídia para a música que já houve. Por hora inigualável…

    Precisa agora vencer a cultura daqueles que acham que houvir música nas caixinhas de computador, leptop ou celular é bom!

    Abraço a todos e muita força do pessoal da Difusão Do Rock
    Programa Semanal de Rock on line (AM e FM)

  3. Moacir Martinez disse:

    assim que a Polyson abrir, gostaria de ser informada

  4. [...] Matérias relacionadas: Record Store Day traz diversos lançamentos em vinil Lançamentos nacionais em vinil Vinyl made in Brazil: fábrica da Polysom reabre! [...]

  5. Jorge Luiz disse:

    Parabéns a “POLYSOM” e a todos os que curtem e reconhecem nesta mídia, a melhor até agora criada!.;Lamentavelmente nos enganaram com a “propalada” mídia Cd, todavia, graças a DEUS está de volta!.Se o VINIL era ruim, porque ingleses e outros europeus vieram comprar todo nosso equipamento das grandes gravadoras?!?.Por sucata foi vendido todo nosso “arsenal”, portanto como sucata não estão eles usando!.Seria interessante o lançamento de coisas novas em VINIL e não somente regravação de coisas que já foram gravadas neste fabuloso formato.Uma pedida atual, seria as belíssimas Trilhas Sonoras de nossos filmes e que só foram ou serão lançadas em Cd como por exemplo: “Durval Discos”, “Mulheres do Brasil”, “Estômago” e a atualíssima “Nosso Lar” composta especialmente por Philip Glass!.Logicamente que existem outras pérolas que deveriam mesmo que em tiragem pequena, fossem feitas para colecionadores, garanto que seriam bem aceitos pelos colecionadores americanos, europeus e asiáticos!

  6. luciano disse:

    Quanto custa para prensar 500 cópias ?


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